‘no pasa nada’

© abola | Ricardo Galvão
caríssima(o),

num dia que felizmente corre (demasiado) calmo pelas minhas bandas, confesso que fiquei triste pelo plágio de que foi alvo a Catarina. se fiquei contentíssimo com a rapidez com que a sua carta aberta aos jogadores do nosso FC Porto se espalhou, estou estupefacto com a atitude lamentável da sr.ª Rute Pereira.
felizmente que, dentro da nação portista e de quem quer o Bem para o nosso clube, aquele plágio será facilmente descoberto, pelo que não se verificará um ‘no pasa anda‘.

entretanto, fiquei a saber que o “patinho feio da arbitragem nacionalteve uma classificação «satisfatória» por mais uma arbitragem em que «ambas as duas» equipas profissionais têm razão de queixa pela sua actuação… «satisfatória». nada que não me surpreenda, inclusive o pedido de «contenção verbal» solicitado pelo actual Presidente da Federação Portuguesa de Futebol aos clubes nacionais. ou seja:no pasa nada‘…

quem aparentemente não se importa com este estado de “coisas da bola” é a direcção do 5lb, remetida a um silêncio ensurdecedor que já incomoda Bagão “papa-hóstias” Félix – como se pode comprovar no seu último escrito “perplexidades“.
para ele, este lampiónicono pasa nada‘ não pode ser e há que «intervir» (provavelmemte com chamadinhas para se fazerem as «coisas por outro lado»).

perplexo também fiquei quando acabei de ler o artigo de opinião dO Leonor Pinhão “«prática diária e três vezes por dia» na verdade é muita fruta…“.
“gostei” muito particularmente e a propósito do episódio da criança de Ericeira e do possível regresso a um Passado baforento e pestilento, da referência (mais uma…) ao facto de o pai daquela criança ser «um portista não muito ferrenho», como se tal fosse um argumento suficiente para ridicularizar publicamente o âmago da notícia em causa: o comprometimento do direito à Individualidade e um (infantil porque absurdo) desrespeito ao primado da Diferença de todas as crianças do agrupamento de escolas em causa.
e é por ter tal entendimento que ao ler a desculpa dO senhora em questão – que os versos polémicos serviam para «entreter as crianças e para as ensinar ao mesmo tempo» (!!!) – não pude deixar de me sentir efectivamente «ofendido» pois, para mim, não há cá um ‘no pasa nada‘ neste tipo de questões bafientas!

outro tipo de «ofensa» – esta à honestidade intelectual dos leitores do pasquim em causa que não se identificam com a «gloriosa» causa lampiónica – é a desculpa apresentada por fernando urbano em relação ao desaire da passada Terça-feira. com um sub-título, perdido algures no seu corpo de texto, que afirma que «quantidade não é sinónimo de Qualidade», o “jornalista” “esquece-se” de que foi o que aconteceu na partida em causa, constatando-se que possui indubitavelmente um lado fraco e um lado enganador – expressão apropriada de um artigo homónimo de Hugo Vasconcelos.
isto é:no pasa nada‘ para fernando urbano e “siga para bingo!“.

no seguimento desta linha de raciocínio desonestamente (pseudo-)intelectual por parte da «gloriosa» imprensa afecta à agremiação de Carnide, surgem, a páginas tantas, três perguntas colocadas a Me(r)deiros Ferreira – em tempos, lampiónico comentador no ‘Grandes Adeptos‘, entre outras tachadas. saliento a relevância particular, para a singularidade exposta por tal sumidade da ‘Ciência dos Coisinhos‘, nos «dois momentos decisivos [que prejudicaram o 5lb neste campeonato]».
no pasa nada? nunca!, pelo que, quando tiveres oportunidade e vontade pata tal, diz-me de tua justiça sobre os ditos cujos, ok? 😉

Hulk reentra na órbitra do Chelsky“, noticia josé carlos de sousa, na edição de hoje do pasquim da Travessa da Queimada.
este sim, é um exemplo de que ‘no pasa(rá) nada‘ pois, a sua redacção e linha editorial não contemplam dois momentos próprios para a transferência de jogadores, não senhor! para eles, os jogadores, preferencialmente do nosso FC Porto, estão sempre em condições de zarpar a qualquer momento e por qualquer valor – tal é o seu (ardente) desejo de se verem livres de quem os atormenta, campeonato após campeonato.

para finalizar e para quem tiver interesse, divulgo o dossier dedicado pelo pasquim em causa à próxima edição do Ralie de Portugal/2012.
destaque especial para as especificidades das suas treze etapas e para uma (mini)entrevista a Michèle Mouton.

beijinhos e abraços (nada «gloriosos»)!
e Muito Obrigado! pela tua visita 🙂

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