(in)decências



«

queremos um país decente!


Com a devida vénia, cito aqui uma frase escrita na última edição do jornal EXPRESSO, por Henrique Monteiro, na crónica que publica na última página do semanário: 
« Ao preço a que temos pago esta crise não quero mais um país mixuruca (como dizem os brasileiros). Quero um país decente. Um país competente, com uma administração pública adequada às necessidades, sem boys a cada esquina, sem corrupção, sem discursos inflamados e extremistas de reviralhismo de café. Quero um país europeu! »
É impossível não estar de acordo com isto, dada a extensão gigante do que nos tem sido pedido.

Sabemos todos que o quotidiano dos portugueses é, hoje, o que há uns anos ninguém se atreveria a prever. É verdade que os mais realistas (então apelidados de “miserabilistas”, para dizer o mínimo) foram falando dos erros de estratégia e de trajectória, que sucessivos (des)governos iam cometendo. Mas ninguém julgaria que pudéssemos chegar ao ponto em que estamos!
E em que ponto estamos? Estamos no ponto em que a palavra “decência“, forte no conteúdo, saiu do dicionário, sendo substituída por outra, que serve para justificar uma coisa e o seu exacto oposto: a “inevitabilidade“.
É em nome do
Inevitável que se atropelam direitos uns atrás dos outros. É em nome do 
Inevitável que jogamos um jogo em que as pessoas são meros factores de uma equação matemática em que, no fim do dia, o que verdadeiramente interessa é que as colunas do Excel batam certo. É em nome do Inevitável que e para regressar a Henrique Monteiro, descemos ao estatuto do «país mixuruca». Absolutamente mixuruca.

Sim!, porque só um país absolutamente «mixuruca» permite que os mais fracos, os que mais sofrem, os que pouco ou nada têm, possam ser ainda mais fracos e sofrerem ainda mais. O texto que sustenta a manchete da edição de Domingo do JORNAL DE NOTÍCIAS é o exemplo mais chocante dessa realidade. É difícil imaginar pior. O que a jornalista Inês Schreck escreveu não é um murro no nosso colectivo estômago: é um valente soco nas fundações de um país que abana e ameaça cair. É uma vergonha!

Cito-a: 
« Há cada vez mais doentes oncológicos em grandes dificuldades económicas. Não têm dinheiro nem para comer, pondo em risco a própria recuperação. Os pedidos de ajuda disparam. »
Estamos, portanto, a deixar morrer pessoas com cancro que não têm dinheiro para se alimentar, ou para pagar as consultas e os medicamentos de que necessitam.

Cito o presidente do Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro: 
« Há famílias inteiras que, de um dia para o outro, ficam na miséria, porque o cancro atingiu o único elemento [do agregado familiar] que trabalhava. »

Cito o retrato dramático de uma dessas famílias: o pai está inválido e desempregado; a mãe tem um cancro raro e hereditário em estado avançado e duas filhas menores a seu cargo, sendo que uma delas também é doente oncológica; todos vivem agarrados a uma pensão que não chega aos 300 euros.

Cito, em conclusão, um país que se entretém com o «reviralhismo de café». Cito um país que deve envergonhar-se de si próprio. Um país que não é decente.

»

autor: Paulo Ferreira
fonte: Jornal de Notícias (2013-1210)
psos negritosos itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.


[ peço desculpa por este (im)pertinente aparte no quotidiano azul-e-branco deste espaço de opinião pública  (excepto para os teimosos dos lampiões que persistem em gravitar onde não são minimamente desejados), mas como reza o adágio popular, quem não se sente não é filho de boa gente. aquele conjunto das acções de escrita (nem sempre) praticadas todos os dias e que constituem uma rotina inclusive para quem o visita por Bem, segue dentro de momentos. ]

disse!

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do que (não) me resta…


© Google


«
(des)Governo quer arrecadar mais de 50 milhões de euros [M€] com imposto cobrado à banca 
imóveis detidos por fundos imobiliários e de pensões, passam a pagar IMI e IMT (mas só 50%)   

IPSS vão poder receber consignação de IRS relativa ao programa e-factura 

prémio para quem pedir facturas 

(des)Governo mantém IVA de 23% no sector da restauração

aumentam impostos sobre a cerveja e bebidas espirituososas 
aumento de impostos para todos os tipos de tabaco  
verba para rescisões na Função Pública reduzida a menos de metade 
redução remuneratória progressiva entre 2,5% e 12%, com carácter transitório, às remunerações mensais superiores a 600 euros de todos os trabalhadores das Administrações Públicas e do sector empresarial do Estado, sem qualquer excepção 
Funcionários Públicos que aceitem reduzir horário ficam isentos de cortes 
Subsídio de Natal dos funcionários públicos e dos pensionistas pago em duodécimos 
meta de redução de pelo menos 2% de funcionários do Estado 

(des)Governo quer reduzir em 3% número de trabalhadores nas empresas públicas  

médicos contratados podem ser obrigados a estar 3 anos no mesmo serviço

aumento do horário na Função Pública e política de aposentações poupam 153 M€ 

Mantém-se a Contribuição Extraordinária de Solidariedade sobre as pensões 
municípios recebem menos cerca de 70 M€ em relação a 2013  

(des)Governo quer agravar Imposto Único de Circulação para carros e motas a gasóleo 

REN será totalmente privatizada e transportes de Lisboa e Porto concessionados  

Carris, CP e Metro terão os maiores cortes de indemnizações compensatórias

criação de taxa sobre as transacções financeiras, no valor máximo de 0,3% 

(des)Governo aumenta imposto extraordinário sobre o sistema bancário 

crescimento económico previsto para 2014 de 0,8% 
desemprego, em 2014, situar-se-á nos 17,7%  
défice resvala para os 5,9%, em 2013 (superando a previsão da troiKa de 5,5%) 
dívida pública atingirá os 126,6% do PIB, em 2014 (contra 127,8% em 2013) 
subvenções vitalícias suspensas para políticos com mais de 2 mil euros mês ou tenham um património mobiliário superior a 240 vezes o indexante dos apoios sociais 

Orçamento de Estado para 2014 por ministério
Ministério da Defesa aumenta despesa total em 6,8% face a 2013
(despesa total de 2 138,7 M€, representando um aumento de 6,8% face a 2013) 

 Ministério da Saúde vai ter de cortar mais de 250 M€ na despesa

(diminuirá 9,4% face a 2013) 

 Ministério da Ciência e Ensino Superior com menos 4,1% face a 2013 

 verba para Desporto recua cerca de 8,5% face ao OE para o ano de 2013
»
fonte: visão (2013-1015)


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(clicar na imagem para ampliar)


caríssima(o),

confesso-te que, para lá de apreensivo, revoltado, angustiado, escandalizado, triste, aflito, envergonhado, atormentado, incrédulo, indignado, agitado, perturbado, atribulado, humilhado, silencioso, também estou parco em palavras depois do degradante espectáculo que me foi dado ver, em plena hora de jantar (em família), e que foi a apresentação primária do próximo Orçamento de Estado.
e mais nauseado estou depois de ter considerado que teria o encaixe suficiente para escutar as justificações da actual Ministra das Finanças sobre o verdadeiro saque à descarada no meu parco vencimento mensal para 2014. 
não fui capaz. quando dei por mim, estava a gritar impropérios dirigidos a alguém que não os estava (sequer!) a escutar, a não ser os meus vizinhos. e num tom de voz bem superior, por exemplo, do que aquando de um golo do eterno rival em pleno anfiteatro de sonhos azuis-e-brancos (vade-retro, abrenúncio!).

« a sensibilidade social deve ser medida em função das medidas concretas que o Executivo foi tomando para os mais desfavorecidos »?! 

fo*@-se! não me lixem ainda mais, porr@!



para finalizar este meu desabafo, recordas-te do textinho «vão-se foder»? 
e de como me insurgi aquando da apresentação do Orçamento de Estado para 2013?
infelizmente para todas(os) nós, nunca tais postas de pescada“® estiveram tão actuais…


[ peço-te desculpa por mais um (im)pertinente aparte no quotidiano azul-e-branco deste espaço de opinião pública  (excepto para os teimosos dos lampiões que persistem em gravitar onde não são minimamente desejados), mas como reza o adágio popular, quem não se sente não é filho de boa gente.
aquele conjunto das acções de escrita tão características deste que vos escreve – vulgo testamentos – (nem sempre praticadas todos os dias), e que constituem uma rotina, inclusive para quem o visita por Bem, segue dentro de momentos. ]

de uma pergunta mesmo «estúpida»…

© Google

«

[] 

Na esperança de obter uma resposta inteligente, deixo aqui uma pergunta estúpida aos funcionários públicos que recusam a semana de trabalho de 40 horas: 

Vocês não podem ser despedidos, ganham mais e têm mais férias e melhor assistência na Saúde do que os outros trabalhadores; são pouco produtivos (64,5 para uma média europeia de 100 e 107,9 dos espanhóis); têm um patrão falido que anda de mão estendida, em Bruxelas, Washington e Berlim, a pedir dinheiro emprestado para vos pagar os salários. 

Por que é que teimam em querer trabalhar menos do que os outros, num sinal incrível de falta de respeito pelo milhão de portugueses desempregados?

»

autor: Jorge Fiel

fonte: Jornal de Notícias (2013-1006)

psos negritosos itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.



caríssima(o),

há menos de uma semana, insurgi-me contra uma «certa e determinada» mentalidade que impera, na nossa sociedade tuga, em relação aos «trabalhadores que exercem funções públicas» – assim é a corrente designação para quem trabalha para o Estado, conforme o disposto na Lei nr. 68/2013, de 29 de Agosto (vulgo Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas“).
o mais recente preconceito, impregne de um preocupante (porque sobranceiro) estigma social contra aqueles trabalhadores (onde me incluo), surgiu com a famigerada imposição (i)legal de uma jornada de quarenta horas semanais.

não pretendo repisar os argumentos invocados, alertando para o facto de se estar a (in)tentar comparar situações laborais incomparáveis – inclusive nos múltiplos serviços que o Estado alberga no seu seio.
o que mais me preocupa é essa completa desinformação que vai grassando também n(quase) totalidade da abjecta, muito parcial e demasiado facciosa Comunicação Social nacionale sempre com o beneplácito da estação (cada vez menos) pública de televisão – agora sem o prestimoso contributo de hélder conduto.
o excerto acima é um bom exemplo, pelo que vou intentar rebater, estupidez por estupidez, tudo o que aquele sr. afirmou – e pouco me importando se é adepto da minha cor clubística. 
o que afirma é grave e merece ser desmentido. e fá-lo-ei exactamente com as mesmas palavras que utilizei no e-mail que lhe enviei e ao qual ainda aguardo por uma resposta (estúpida, ou então não… não sei… ainda estou à espera não é?).
ex.mo sr.
Jorge Fiel
(subdirector do Jornal de Notícias),
o meu nome é Miguel Lima e sou assíduo leitor da publicação que V. Exa. dirige.
coincidentemente também eu cursei História na FLUP, no (então) Curso Integrado de Estudos Pós-Graduados em História Medieval e do Renascimento. coincidentemente também eu exerço outra função diferente das minhas habilitações académicas – por diversos factores, desde Dezembro de 2005, que sou Assistente Técnico nos Serviços Administrativos de uma escola secundária do concelho de Matosinhos. coincidentemente (também eu) sou um dos visados na «pergunta estúpida» que dirigiu aos «funcionários públicos que recusam a semana de trabalho de 40 horas», a 06 de Outubro último.
principio a minha mensagem de indignação exactamente por esse ponto: 
a quem efectivamente é que dirige a sua «pergunta estúpida», no sentido em que há uma multiplicidade de vínculos laborais, nos vários organismos do Estado. por exemplo, o meu contrato de trabalho é de um CIT a tempo indeterminado, que é muito diferente de um prestador de serviços, que não tem nada em comum com um tarefeiro, sequer com um trabalhador com vínculo por nomeação. 
porventura a sua expressão «funcionários públicos» referir-se-á a esse animal depreciativo, em vias de extinção e bastante estigmatizado. mas convinha que o sr. fosse mais rigoroso na interpretação da actual realidade laboral do sector Estado. mas provavelmente deve andar bastante assoberbado com a «overdose de informação», pelo que até dou de barato este seu «estúpido» estereótipo.

i)

se afirma contundentemente «vocês não podem ser despedidos», então porque foi promulgada a Lei nr. 58/2008, de 09 de Setembro (vulgo Estatuto Disciplinar dos Trabalhadores que exercem Funções Públicas“)?
e porque raio há uma «escala de penas» (art. 9º), estando consagrado a «demissão ou despedimento por facto imputável ao trabalhador»?!
deve ser uma «estupidez» do legislador, com certeza.

ii)

se afirma veementemente «vocês ganham mais», então porque raio é que tal não se reflecte na minha carteira?
porventura deve ser porque a tabela remuneratória única dos trabalhadores que exercem funções públicas (publicada na Portaria nr. 1553-C/2008, de 31 de Dezembro) é muit’a «estúpida». e é igualmente uma estupidez estar congelada (em termos de actualizações e/ou progressões na carreira) desde então…

iii)

se afirma impetuosamente «vocês têm mais férias», então porque é que só para os trabalhadores que exercem funções públicas é que foi revogado o artigo idêntico ao disposto no Código do Trabalho, disposto no ponto 3), do art. 238º deste último documento, e que se refere ao «aumento da duração do período de férias»?
mas tem toda a razão: o Regime de Faltas, Férias e Licenças é uma «estupidez»

iv)

se afirma contundentemente «vocês têm melhor assistência na Saúde», então porque raio é que se pretende extinguir o sub-sistema da ADSE, para o qual é desconto uma parte do meu (parco) vencimento? 
se eu tivesse «melhor assistência na Saúde» não teria que ser «estúpido» ao ponto de subscrever uma espécie de seguro de Saúde, complementar a um outro que possuo.
é, de facto, uma situação «estúpida»

v)

se afirma entusiasticamente «vocês são pouco produtivos», então porque raio de «estupidez» é que somos avaliados pelo que efectivamente produzimos e de acordo com objectivos mensuráveis previamente estabelecidos pela Tutela – conforme o disposto no Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP)”?
e convém salientar que somos, de facto, pouco produtivos – no sentido em que os serviços que prestamos não visam o lucro. se, por exemplo, quiser comparar os índices de produtividade (numa relação horas trabalhadas diárias receita gerada), por absurdo, da escola em que trabalho com o café da esquina, está a ser «estúpido», no sentido em que o volume de negócio gerado por este último suplanta o dinheiro em cofre na escola. (in)tentar comparar-nos a Espanha é ainda mais «estúpido» (porque ignora duas realidades distintas, com sectores de exportação antagónicos)


perdoe-me não me referir à «estupidez» da questão do «empregador falido», pelo despropósito disparate que a mesma encerra. 
assim, parto directamente para a parte final da sua «pergunta estúpida», quando afirma que «teimo em querer trabalhar menos que os outros». desculpe se não o percebi, pois que desconheço quem são «os outros». mais uma vez, demonstra uma grande falta de rigor no destinatário da mensagem, num claro desrespeito por quem o lê, socorrendo-se de (mais) um chavão popular – o que muito o desprestigia. mesmo assim e para sua informação, sempre afirmo que tenho horas para entrar ao serviço, as quais não são coincidentes com o regressar ao conforto do lar. e tenho registos das minhas picagens de ponto que o atestam.
agora, se «teimo» em reivindicar os meus direitos – que o sr. deve considerar «adquiridos» e que eu rebato com o argumento de que o foram à custa do meu suor (pois que o concurso (efectivamente) público a que concorri previa o vínculo por um período de «apenas e só» seis meses de trabalho) -, é porque considero que tenho razão no meu protesto, e principalmente no autêntico assalto ao meu bolso. contraponho àquele seu lugar-comum, sobre uma «teimosia» que desconhece em absoluto, perguntando-lhe: 

estaria disposto, por obrigatória imposição da sua entidade patronal, a perder o salutar convívio com os seus de uma hora diária, recebendo exactamente o mesmo vencimento ao final do mês?


como bem sabe e afirma o poBo nesse adágio popular, pimenta no cu dos outros é refresco para mim.

portanto e mesmo «não temendo fazer perguntas estúpidas na esperança de obter uma resposta inteligente», confesso-lhe que seria bem mais sábio preparar convenientemente a(s) matéria(s) sobre o que pretende visar nos seus escritos semanais para não cair na «estupidez» do ridículo, afirmando clichés banais num órgão de comunicação nacional, contribuindo para a desinformação referida no início desta minha mensagem de indignação – a começar por si, como está bem de ver.

disse!

[ peço-te desculpa por mais um (im)pertinente aparte no quotidiano azul-e-branco deste espaço de opinião pública  (excepto para os teimosos dos lampiões que persistem em gravitar onde não são minimamente desejados), mas como reza o adágio popular, quem não se sente não é filho de boa gente.  aquele conjunto das acções de escrita (nem sempre) praticadas todos os dias e que constituem uma rotina inclusive para quem o visita por Bem, segue dentro de momentos. ]

da lei das 40 horas (e algo mais)…

© Google Miguel Lima (Tomo II)
(clicar na imagem para ampliar)


caríssima(o),


eis uma brevíssima posta de pescada“®, carregadinha de azedume (para alguns) e/ou plena de despeito (pelo menos para mim).


como será do teu conhecimento, com a promulgação da Lei nr. 68/2013, de 29 de Agosto, «o período normal de trabalho dos trabalhadores em funções públicas é de oito horas por dia e quarenta horas por semana», conforme o disposto no ponto 1), do seu art. 2º.


infelizmente as mais recentes notícias vindas “a lume” referem que o que a Lei obriga a ser Igual prima pela (gritante) diferença de tratamento nos múltiplos serviços que o Estado (como afirmá-lo, sem pretender ofender mentalidades mais sensíveis?) alberga no seu seio.


infelizmente (sobretudo) para os utentes dos Serviços Públicos, a desinformação em relação a este aspecto singular do nosso quotidiano é demasiada, ao ponto de o que deveria ter (e ser exemplo de) Rigor e Isenção torna-se apreciável e notável pelos bitaites que “amanda”, ao extremo de os confundir.


infelizmente para quem trabalha para o Estado – facto que per si não significa que seja sinónimo de «Funcionário Público», esse “animal” depreciativo em vias de extinção -, desde 28 de Setembro que o quotidiano se tem vindo a agudizar.

não me refiro  ao escândalo que é esse roubo no vencimento líquido mensal – pois que se vai trabalhar mais uma hora diária sem o consequente acréscimo remuneratório mensal.
não me refiro ao esquecimento da história por detrás da esmagadora maioria da Função Pública trabalhar só trinta e cinco horas semanais, até ao dia 27 de Setembro de 2013 inclusive – remonta ao célebre Decreto-Lei nr. 259/98, de 18 de Agosto, o qual resolveu compensar com uma diminuição da jornada de trabalho o impróprio (mas prometido) aumento salarial (no sentido em que não havia “ar” suficiente no Orçamento para tal).
não me refiro  à condição igualitária de o famigerado limite de 40 horas semanais, que no sector privado é o máximo permitido por Lei, no sector público passa a ser o seu ponto mínimo também.
não me refiro  ao recorrente perpetuar de uma situação que se configura, não só de ilegal, mas também de inconstitucional, por parte de um “palhaço” que já se deveria ter demitido há muito tempo por manifesta incapacidade para desempenhar uma função para a qual foi eleito: «defender a legalidade democrática [e] praticar todos os actos e tomar todas as providências necessárias à promoção do desenvolvimento económico-social e à satisfação das necessidades colectivas» (conforme o disposto nas alíneas f) e g), do art. 199º, da Constituição da República Portuguesa).


falo-te antes dessa falácia que algumas pessoas têm vindo a insurgir quando se dirigem aos serviços públicos: 

« agora é que esta cambada de morcões vai começar a trabalhar! já não era sem falta [sic]! * »


se fazes parte deste rol, faço votos sinceros para que tenhas a noção de que o que agora se está a (in)tentar junto da Função Pública – a «convergência entre a carga horária do sector público com a do privado» -, mais cedo ou mais tarde (provavelmente antes da hora em que te aperceberás que a coisa já se deve estar a realizar) se alargará para o Privado. e que o período de um horário de trabalho a contemplar cinquenta horas semanais é que seria óptimo para a «produtividade do País», para «o PIB» e para o raio que os parta a todos aqueles que não têm Família.
e, como li por aí e concordo plenamente:

«

A ironia é que quem trabalha no privado e acha justo cortar na função pública está a contribuir para degradar as suas próprias condições de trabalho porque o mercado de trabalho está interligado. As empresas privadas têm de oferecer condições semelhantes às que o Estado oferece para atraírem candidatos com o mesmo perfil e qualificações. Mas se o Estado deixa de contratar, reduz o número de funcionários, corta nos salários e aumenta o horário de trabalho, o sector privado pode oferecer bastante menos. 

Este é mais um passo na espiral recessiva da austeridade. O Estado corta, as empresas cortam, as pessoas empobrecem e a receita fiscal diminui. O défice continua o mesmo, a maioria fica mais pobre e só quem tem muito dinheiro é que sai a ganhar porque o seu dinheiro passa a valer mais. A seguir pode-se novamente invocar que os funcionários públicos continuam a ganhar mais, que têm mais direitos adquiridos e regalias, e que é preciso dar mais uma volta ao parafuso para espremer mais um bocado.

»

*  argumento ouvido ao vivo e a cores por este que vos escreve, no seu local de trabalho e que motivou as linhas acima


[ peço desculpa por este (im)pertinente aparte no quotidiano azul-e-branco deste espaço de opinião pública  (excepto para os teimosos dos lampiões que persistem em gravitar onde não são minimamente desejados), mas como reza o adágio popular, quem não se sente não é filho de boa gente.  aquele conjunto das acções de escrita (nem sempre) praticadas todos os dias e que constituem uma rotina inclusive para quem o visita por Bem, segue dentro de momentos. ]


disse!

dos plenos poderes da sucessão…

 
© GoogleMiguel Lima (Tomo II)

caríssima(o),

antes de tudo, permite-me lançar o seguinte apelo ao nosso caríssimo Rui Moreira:

«

ex.mo senhor
dr. Rui Moreira,

depois de ter tido conhecimento da sua candidatura à Câmara Municipal da Cidade InBicta, para além de lhe desejar as maiores felicidades para a (dura) campanha eleitoral que se avizinha e que consiga suceder a um Rio de má memória, também quero expressar:

1)
o meu contentamento pela autêntica lufada de ar bem fresco que é a sua candidatura, quase como se de uma autêntica NORTADA se tratasse, na bipolarização reinante no nosso sistema (por vezes, muito pouco) democrático;

2)
o meu regozijo pelo facto de assumir, como vector de desenvolvimento para a cidade do Porto – efectiva, indubitável e comprovadamente a «cidade do Trabalho» -, o sector (tão negligenciado) da Cultura;  

3)
o meu descontentamento por não residir no concelho que me viu nascer e, assim, poder contribuir com mais um voto nesse meu sincero desejo de o como Presidente de Câmara.

por último, lanço-lhe o apelo de (in)tentar conseguir recolocar a Cidade do Porto – e, por consequência e inerência, a Região Norte – no mapa (tão centralizado e centralista) de Portugal Continental.

despeço-me com estima, admiração e muita consideração.

Miguel Lima | Tomo II

»

depois e ainda no campo das sucessões, também quero lançar o seguinte repto a alguns portistas da nossa praça, inclusive desse maravilhoso mundo que é a bluegosfera“®:

«

meus caros,

vós, que tanto criticais a Gestão e alguns dos seus actos, de quem está há trinta anos no comando do nosso clube do coração;
e que tanto duvidais do profissionalismo e da dedicação de alguns dos elementos da actual equipa às ordens do nosso querido líder;
e que estais sempre a lançar bitaites de que convosco é que era, e que seria diferente, e que certamente aconteceria de outra forma;
e que desejais uma mudança no «poder instalado» no nosso Futebol Clube do Porto, agora é a vossa oportunidade:

aproveitem para passar das palavras aos actos! 

candidatem-se! 

formem uma lista, e apresentem-se nas próximas eleições!

disse!

»

por último, (diz que é) uma espécie de desabafo e reza assim:

tudo o que envolva a equipa que (decididamente não) é de todos nós“® é «uma cena que não me assiste», excepto a utilização dos jogadores da minha selecção, i.e., do Futebol Clube do Porto.
ao contrário de outros, não questiono o profissionalismo (sequer a idoneidade!) do corpo clínico do nosso clube de Sempre. mas confesso que me causou estranheza a rápida recuperação de João Moutinho (para lá da urticária que me provoca a sua permanente utilização por parte do actual seleccionador nacional, inclusive em encontros de carácter particular no Gabão…).
no fundo, só posso concordar com a seguinte crítica, da autoria do nosso caríssimo Rui Moreira, na sua rubrica habitual PLENOS PODERES, em à espera de Moutinho:

 
© pasquim da Travessa da Queimada

(clicar na imagem para ampliar)

post scriptum habitual:

para quem ainda tiver interesse, segue, na segunda parte desta posta de pescada“®, “a tal” resenha sobre o quotidiano azul-e-branco e igualmente com o que de “melhor” foi publicado na edição impressa do pasquim da Travessa da Queimada de hoje, que «é Sexta-feira».
é logo a seguir ao símbolo do “faceboKas”®, bastando clicar em «ler mais…»...
somos Porto!, car@go! 
«este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!
beijinhos e abraços sempre, mas sempre!, muito portistas!
Muito Obrigado! pela tua visita 🙂

© pasquim da Travessa da Queimada
(clicar na imagem para ampliar)

para lá da capa acima, onde lanço o desafio de conseguires encontrar a referência ao nosso clube do coração; dos artigos de opinião à espera de Moutinho (do nosso caríssimo Rui Moreira, na sua rubrica habitual PLENOS PODERES), e do gralhas & pesca (de Paulo Teixeira Pinto); da entrevista (plena de soberba) do luís grande, onde destaco a seguinte passagem:

© pasquim da Travessa da Queimada

(clicar na imagem para ampliar)

do consequente editorial toca lá a ganhar que já se faz tarde (da autoria do excremento (do) Delgado); do dossier dedicado ao FC Porto (que “vale pelo seu todo); da notícia que comprova que a estação de televisão do pasquim da Travessa da Queimada mais não é do que uma caixa de ressonância da 5lbTv e que só corrobora as palavras do nosso caríssimo Vila Pouca, em havia futebol português antes de jorge jeBus?“; da carta aberta de Manuel Sérgio a José Mourinho, (cuja mais recente polémica está a ser desmentida categoricamente), talvez recomende a leitura atenta da notícia que a seguir reproduzo, na íntegra (porque é ilustrativa da forma «gloriosa» como o clube do mito urbano dos «oito milhões e meio…» por Roberto tem “olho” para efectivamente «fazer isto por outro lado»):

 © pasquim da Travessa da Queimada
(clicar na imagem para ampliar)

somos Porto!, car@go! 
«este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!
beijinhos e abraços sempre, mas sempre!, muito portistas!
Muito Obrigado! pela tua visita 🙂