dragão de ouro: "Z"

© google

caríssima(o),

a primeira vez que ouvi falar do espaço em causa foi no III Encontro da bluegosfera, pela voz do Jorge do “Porta19”.
«vais ver que vais gostar!», afirmou, convicto. como não trajava uma cor demasiado verde, a invés do que sucedeu na segunda edição daqueles encontros que recomendo!, já agora , resolvi dar-lhe o benefício da dúvida.

com o início de uma nova temporada, em Agosto de 2014, lá resolvi espreitar o novel estaminé da bluegosfera. o primeiro impacto foi deveras positivo: também havia cinéfilos por lá. t-o-p!
depois, da dupla que o constitui, surpreendeu-me o gajo da escolha da consoante para nick de blogger. escreve bem, o puto!, pensei para com os botões da t-shirt que envergava na altura e que não era verde, como a do Jorge. este pormenor pode parecer despiciendo, mas fez toda a diferença, porque fiquei cliente! e refiro-me à Qualidade dos textos obviamente.

assim sendo e sem mais delongas, na rubrica “binte perguntas a… os “dragões de ouro” deste espaço de discussão pública  o ilustre convidado deste mês é o caríssimo Z, José Pedro de seu nome de baptismo. 

faço votos sinceros para que também desfrutes desta minha alegria em poder partilhar contigo alguns dos seus pensamentos sobre o quotidiano azul-e-branco e que, como eu, te deixes surpreender com alguns dos factos contidos na entrevista que se segue, a qual tem muito, mas mesmo muito sumo.
é logo a seguir ao «gosto» do “faceboKas®, em «ler mais» 😉
por último e não menos importante:

Z todo o gosto nesta entrevista foi meu, pois também me ajudou a ultrapassar uma fase difícil da minha (ainda) curta existência.
as tuas palavras elogiosas (que retribuo, em triplo) foram uma importantíssima injecção de Moral e do elevar da minha auto-estima, como não conseguirás supor.

estarei sempre grato por tal para contigo!

abr@ço forte!
Miguel | Tomo II

© Tomo II

binte perguntas a… Z

I. dados biográficos (gerais)

nome: Z” | José Pedro

data de nascimento (mês, ano): Novembro de 1986

signo do Zoodíaco: escorpião

naturalidade (Freguesia, Concelho, Distrito)
S. Nicolau (“RiBeira”, car@go!) (Porto


residência (Concelho, Distrito):
permanecerá ‘our little secret‘, ok? (Porto)

área de actividade profissional:
fisioterapia

estado civil: 
vivendo no pecado (com uma lampiona)

nr. de rebentos: zero 

II. entrevista

1. ainda te lembras da primeira vez que entraste num estádio de futebol? e, já agora: qual foi o estádio, quando foi (basta o ano), que equipas jogaram e qual o resultado final?
A primeira vez que fui a um estádio, foi ao Estádio das Antas.
Tenho a certeza de ter ido, nessa primeira vez, com os meus avós paternos, mas a recordação que tenho do jogo é muito ténue… Nem me lembro do dia, nem do adversário; só me lembro de ver a minha Avó a tricotar, nervosíssima e o meu Avô a acender cigarros, uns atrás dos outros…
O primeiro jogo de que me recordo com clareza foi um FC Porto vs. 5lb e que ficou 3-3, em Agosto de 1993, já na companhia dos meus companheiros de luta (avós maternos). Recordo-me que, abaixo de nós, estava uma família inteira de benfiquistas, e que todos chegámos ao fim do jogo sem ferimentos…

2. qual a primeira recordação – a mais imediata – da primeira vez que te recordas de “estar”, de “sentir o pulsar da turbe” no saudoso Estádio das Antas? justifica a tua resposta.
Bolas, aqui matas-me…
Tenho de registar três momentos:
» FC Porto 2-1 Real Madrid, em Outubro de 1999. Toda a gente (mas toda a gente, mesmo!) de pé nos últimos 5 minutos. Incrível!
» o FC Porto 3-1 5lb, na era Vale e Azevedo, que calhou no dia do meu aniversário. Pela primeira vez o meu avô permitiu-me o uso de impropérios, e acho que fiquei com nódulos nas cordas vocais no final do jogo.
» o FC Porto 4-1 Lázio, em Outubro de 2003. Foi o melhor jogo que alguma vez vi o FC Porto fazer em casa (ainda melhor do que os 5-0 ao 5lb). Foi um dia incrível, em que variadíssimas coisas me correram mal, e em que decidi ir para o Estádio protegido por uma parka bem fininha (acho que até granizo caiu nesse jogo)… Ao intervalo tive de me beliscar para saber se aquilo não era um sonho… Exibição perfeita, domínio total, banho de bola, contra uma equipa recheada de estrelas. Inesquecível! E chegar a casa encharcado até aos to…rnozelos até soube bem!  😀

3. uma pergunta que se impõe (e que será quase recorrente nesta rubrica):
concordaste com a demolição do Estádio das Antas? porquê?
Mentiria se dissesse que sinto pelo Estádio do Dragão sequer 0.001% do que senti (e sinto!) pelas Antas. 
Falando de forma realista, parece-me claro que tal obra era absolutamente necessária e que não seria viável não demolir o Estádio das Antas no processo. Precisávamos de uma casa nova, com melhores condições, ao nível daquilo que de melhor há na Europa (ou até melhor)
Custou muito, ainda aperta muito a saudade daquela que será sempre a nossa verdadeira casa, mas terei de concordar com a demolição.


4. à data desta entrevista [Dezembro de 2014], qual foi o melhor desafio de futebol que assististe “ao vivo e a cores” e que nunca esquecerás? porquê?
[não contam para esta estatística as partidas televisionadas, ok?] 

O tal FC Porto vs. Lázio.

Desculpa repetir-me, mas esse foi mesmo o melhor jogo de que me recordo (e mesmo se contassem os televisionados). Foi uma exibição perfeita, num jogo que até começou com um golo a seco dos italianos, contra uma equipa cheia de grandes jogadores, de veterania, de Qualidade, que poderia ter chegado ao intervalo com um resultado histórico. Foi das maiores lições tácticas de Mourinho durante o seu tempo por cá…

5. no decurso das perguntas anteriores e no teu entendimento, consideras que a celebérrima «mística» do nosso Clube do coração ainda existe ou, pelo contrário, está a ser substituída subtilmente pelas “pipocas” e pelos adeptos do «FC Festas»? e o que é para ti «ser Porto»?
desenvolve a tua resposta, por favor. os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão 😀
Ora bem, essa é sem dúvida uma questão muito pertinente.
O meu portismo deve-se em muito ao meu Avô materno.
Atenção que venho duma família 100% portista, mas foi o meu Avô que sempre me puxou mais para as idas ao Estádio… das Antas, que fazíamos sempre a pé, o que dava para aí cerca de 40 minutos de conversa (para lá e para cá). As lições de vida que desta relação retirei (e retiro) são de um valor incalculável, e o meu portismo foi todo moldado por esta relação.
Para o meu Avô, o FC Porto está sempre à frente de tudo: dos jogadores, dos treinadores, dos dirigentes, do Presidente, dos adeptos. Ele aprendeu a ser FC Porto num tempo diferente, em que “Vencer, nem sempre era o nosso destino®… Passou, como muitos dos seus contemporâneos, por anos e anos de seca de títulos; por arbitragens sempre tendenciosas em nosso desfavor (principalmente para lá da Ponte); por épocas em que o FC Porto era um «clube simpático» cá do Norte (porque não punha em causa o domínio dos clubes de Lisboa), e em que a nossa mediania era quase aceite como uma fatalidade. Isto deu-lhe uma bagagem incrível, que ele sempre se esforçou por me passar  penso que com algum sucesso.

Antes de mais, para mim, que sou natural da Ribeira, ser FC Porto é um sentimento de pertença muito forte a uma Cidade e a um Clube que, não tenho quaisquer dúvidas, estão unidos.
ser FC Porto é também amar incondicionalmente o Clube, faça chuva ou sol, jogue bem ou mal, ganhe ou perca, tenha camisolas bonitas ou feias, jogadores portugueses ou estrangeiros.
ser FC Porto é ter orgulho no símbolo bordado nas camisolas, em qualquer lado e ocasião, mas especialmente quando as coisas correm mal. Porque ser FC Porto é, também, nunca abandonar, nunca desistir.
Isto é, para mim, o ser FC Porto: é a nossa mística, e penso que há muito Boa gente que se mantém fiel ao ADN portista  como tu, o Jorge Vassalo, o dragão Vila Pouca, a Ana Andrade (“portista a cem por cento“), o Jorge Bertocchini, e absolutamente toda a malta do Bibó FC Porto, car@go!  para dar alguns exemplos.

Nos últimos anos, porém, há realmente um crescimento assustador dos tais adeptos da pipoca.
De repente, uma facção dos nossos adeptos como que aburguesou-se, porque nos habituámos às vitórias como se elas caíssem do céu, como se não fosse preciso muito trabalho para as conquistar. Tornou-se mais “fixe” gozar com os nossos rivais, ao invés de celebrar as nossas vitórias. De repente, todos os jogadores têm de jogar como o Deco, ou são uma merda; todos os treinadores têm de ter o sucesso do Mourinho, ou são umas abéculas… Se tal não acontecer vencer e vencer e vencer , até ao melhor Presidente de todos os tempos passam atestados de incompetência.
Confunde-se isso com a cultura de exigência mas eu chamo-lhe estupidez. O FC Porto tem obrigação de ganhar sempre? Não! Ao invés, tem obrigação de lutar sempre! para ganhar.
Convém recordar que, do outro lado, também há adversários, com as suas armas, que lutam da mesma forma. Se conseguirmos ganhar sempre, melhor! Mas, se não der, o clube acaba?! Deixa de ser o nosso orgulho?!
Deixa-me doente esta atitude novo-riquista, que é demasiado insultuosa para com todos aqueles que tornaram o nosso clube naquilo que hoje é porque o FC Porto não existe só após Pinto da Costa e Pedroto, que passaram as putas das passas do Algarve para sobreviver a tempos bem duros.

Enquanto houver portistas como nós, penso que a nossa mística nunca se apagará; mas não duvido que os adeptos da pipoca são uma realidade, que enfraquece um pouco a nossa maior força: a resiliência.


6. se tivesses poder na estrutura do nosso Clube do Coração, o que farias para internacionalizar (ainda mais) a marca “Futebol Clube do Porto”?
refere (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares) e em que os três b’s se apliquem (bom, barato e bantajoso), por favor.
É muito difícil, para mim um simples trabalhador da área da Saúde , conseguir pensar, em termos estratégicos, em algo tão importante ou complexo… Mas, mesmo assim, dou-te a minha visão sobre o assunto.
No meu entender, a internacionalização da marca dá-se através de vitórias internacionais. Se hoje somos reconhecidos em vários cantos do Mundo, é porque houve Basileia, Viena, Tóquio, Amesterdão, SevilhaManchester, Gelsenkirschen, Yokohama, Dublin. Para mim a maior marca que um clube pode ter é essa.
Depois, digo-te com toda a franqueza, que prefiro um FC Porto como sempre conheci: fiel aos seus princípios, trabalhador, humilde, combativo. Não precisamos de ter adeptos em Kuala Lumpur para nos fazermos notar!

7. esta pergunta também será recorrente nesta rubrica, pela sua pertinência:
tendo em consideração os climas eleitorais nos clubes (ditos) «grandes» lá para os lados da Segunda Circular, e tendo presente todas as “peripécias” em torno das últimas eleições presidenciais para o spórtém e para o 5lb, pergunto-te:
temes que o mesmo possa acontecer quando Pinto da Costa abdicar de concorrer à presidência do nosso clube? porquê? sustenta a tua resposta com três razões e/ou factores principais?
Muito honestamente, temo que haja algum caos em torno da substituição de Pinto da Costa.
Penso que tudo dependerá do momento escolhido para tal – até porque temos uma base de estabilidade directiva insuperavelmente maior do que a dos nossos rivais. Deduzo que, se a sua saída se der após uma época positiva, tudo será melhor.

Mas, aponto-te alguns factores que me parecem pertinentes:
» cairmos no erro de querer à força um novo Pinto da Costa. Tal não existe, nem existirá. Nunca! Pinto [sic] final.
» Pinto da Costa deixa um legado absolutamente inigualável, e não será fácil para, venha quem vier a seguir, lidar com esse peso, da mesma forma que um jogador que vem substituir um ídolo da massa adepta quase nunca o consegue fazer de imediato e sem contestação.
Como a nossa massa adepta é um pouco volátil, entraremos num período importantíssimo no que concerne ao futuro a médio/longo prazo. Assim, será fundamental haver uma estabilidade muito forte para que não entremos nos extremismos dos nossos rivais: aqueles de fazer rolar cabeças à mínima situação negativa.
Não sendo um presidente, dou-te o exemplo de Sir Alex Ferguson que, antes de deixar o pesado legado que deixou em Manchester, passou por 9 (n-o-v-e) longos e penosos anos com pouco que mostrar.
» os jogos de bastidores também me preocupam muito.
Uma das coisas boas da nossa estrutura ao longo destes anos tem sido (sempre!) a capacidade de se escudar e de trancar portas (por vezes até de mais) quando as coisas estão mais conturbadas.
Sendo assim, escapa-nos um pouco qual(ais) a(s) aliança(s) que decerto há entre pessoas com maior ou menor peso dentro da estrutura directiva, e de outros que por aí pululam (com ou sem relação directa com o clube).
Não te sei dar exemplos concretos, mas não tenho dúvidas de que há movimentações dessas (mesmo no nosso FC Porto), e que até as ligações mais obscuras e alguma conivência até, com certos elementos das claques, me deixam com um aperto no coração.

8. olhemos para o actual “estado de graça” e sobre o quotidiano do nosso Clube do “coraçom”, e tendo presente as tuas expectativas para a presente época 2014/2015 (que são as de qualquer portista dos quatro costados que se preze):
como avalias a qualidade do nosso plantel principal de futebol? por exemplo, consideras que existem lacunas? quais são elas (a existir)? e quais são as suas principais virtudes? quem é a estrela mais cintilante?
justifica as tuas respostas.
Em termos de qualidade individual, teremos um dos plantéis mais ricos dos últimos anos entendendo por plantel o conjunto de todos os jogadores e não só os titulares (se é que esse conceito existe com Lopetegui).
Se analisarmos sector por sector, terei de dizer que a baliza (sem Hélton) e o centro da defesa são os sectores que têm maiores lacunas. Fabiano não me convence (principalmente fora dos postes) e de Andrés não posso dizer muita coisa. No centro da defesa, destaco a bela surpresa que tem sido Martins Indi (com tudo para se tornar um dos nossos “patrões”, aos… 22 anos?) e que até mesmo Marcano transmite segurança. Maicon continua com a bipolaridade do costume, o que já começa a irritar, e Reyes é uma enorme incógnita. Falta(va)-nos ali um central, com boa capacidade de sair com a bola nos pés e de cabeça levantada, mais calejado para fazer dupla com Indi. Pode ser Ricardo Carvalho, please? 😀

Não sendo um crítico de ter muita juventude num plantel (pelo contrário), acho que isso, num ou noutro jogo, pode fazer a diferença pela negativa, porque também sou desportista e percebo perfeitamente que a matreirice da veterania pode fazer milagres, em certos momentos.
Considero também que em termos de mentalidade, temos um plantel muito forte. Já conseguimos recuperar de situações desfavoráveis bastantes vezes durante esta época, e nota-se que nunca a equipa perdeu pontos por falta de vontade; ou seja, nota-se espírito de combate, de resiliência.

Dos novos, destaco Rúben Neves, pela surpresa de ver um menino de 17 anos com tanta Qualidade, sem sequer passar pelos juniores A ou equipa B, e com uma postura em campo tão madura.
Brahimi, um jogador com uma técnica fantástica, capacidade de retenção de bola muito acima da média e sempre “ligado à corrente”, também merece uma menção.
Mas, num patamar bem acima, tenho de colocar Óliver. Miguel, eu acho mesmo que Óliver vai ser um jogador memorável do Futebol Mundial. É tão bom em tantos aspectos de jogo, aos 19 anos, que nem consigo sequer encontrar palavras que lhe façam justiça.
Dos antigos, destaco Danilo  que surge completamente transfigurado (mérito de Lopetegui) e que ganha força para se tornar num lateral direito de referência , e Jackson  um jogador completíssimo, inteligente, tecnicista, com espírito colectivo, e que só precisava de melhorar a eficácia na finalização (sim, eu sei que é o melhor marcador, mas falha demasiados golos) e… o falar demais em saídas, e em empresários, e essas merd@s.


9. aprofundemos ainda mais a questão anterior e façamos um exercício “’tipo’: suponhamos que…”.
suponhamos que eras o treinador principal do clube (‘you wish!😀) e que a SAD te “impunha” um orçamento de 100M€ (cem milhões de euros) para o plantel, cuja base é o actual, à data desta entrevista [Dezembro de 2014].
o exercício que te proponho é a tua reformulação do plantel e se considerares que tal é necessário.
deixo-te uma recomendação: que (i) não te esqueças das expectativas individuais dos jogadores e/ou dos seus empresários, (ii) dos jogadores do clube sob empréstimo e (iii) da existência da equipa B.
desenvolve a tua resposta, por favor. os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão.
Não sendo um conhecedor profundo do Futebol Mundial, seria errado da minha parte achar que conseguia encontrar jogadores do outro mundo ou até mesmo avaliar o seu potencial.
Fazendo de conta que isto é o Football Manager  o mais próximo que alguma vez estarei de ser um manager no Futebol , penso que não perderia a cabeça com muita coisa.
Provavelmente deixaria sair Maicon, Herrera e Fabiano. Não me convencem (apesar de não achar Herrera tão péssimo como o pintam).
Há por aí um central que me enche as medidas, de seu nome João Afonso (do Vitória SC) que gostava de ver cá. Também aprecio as características de jogadores como André André, Ivo Rodrigues, Rafa, André Silva, Diego Lopes (Rio Ave)… Como vês, tudo gente baratinha e muito jovem, já a pensar nos próximos anos!
Não tendo Helton a 100%, procuraria um guarda-redes, mas não te consigo dar um exemplo concreto, porque não me recordo de nenhum.
Como já o referi, iria buscar o Ricardo Carvalho (velhos são os trapos) ou faria regressar o Otamendi, para fazer dupla com o Indi.
E, raism’a f*d@m se não ia levar o pequeno-almoço à cama do Óliver todas as manhãs, até o convencer a ficar por cá até ao fim da carreira.
Também queria muito ter o Jesualdo Ferreira como responsável, não só pela equipa B, mas de todo o futebol jovem (adiciona mais uns pequenos-almoços levados ao Jesualdo e à tia Zulmira, para o convencer a aceitar o desafio).
Ainda ficava com um dinheirito em caixa, não? Olha, que servisse para não passarmos por apertos financeiros nos próximos anos.

10. decorrente da pergunta anterior, o projecto da nossa equipa B tem pernas para andar ou será um “flop”? qual o teu prognóstico? justifica a tua resposta.
Penso que as equipas B (ou de reservas) são de extrema importância para todos os clubes.
Faz todo o sentido haver uma ponte entre um plantel júnior e um plantel sénior, sem que isso implique que os jogadores tenham todos de rumar ao Cabeceirense FC por 2 épocas, para ganhar calo.
Faz-lhes bem estar debaixo da nossa asa, sempre com uma expectativa de trabalhar com a equipa principal, que deverá ser o grande objectivo de todos aqueles rapazes. Depois, poderá ser uma boa porta de entrada e de adaptação, para as jovens promessas que encontremos por esse Mundo fora, através do trabalho de scouting.
Poder-se-à dizer que a pressão competitiva não é a mesma (porque não podem subir de divisão ou qualificar-se para a Champions) mas é sempre preferível do que irem parar às mãos de um qualquer Gil Vicente, comandado por um mentecapto como um Mota qualquer…

Mas, é claro que o nosso projecto B tem algumas coisas que me custam a entender.
Por exemplo [e à data desta entrevista, em Dezembro de 2014], não deveria estar tão exposto aos apetites empresariais. Dou como o exemplo claríssimo da não-utilização de Rafa (um jovem lateral-esquerdo com um potencial incrível) em detrimento de Kayembe, para explicar o meu ponto de vista.
Também não aprecio muito Luís Castro (atenção, falo apenas das suas características como treinador, porque tenho um enorme respeito pela pessoa em questão), e gostava de ter alguém diferente à frente dos miúdos. Por isso, na questão de cima [09.], dizia que gostava de ter Jesualdo Ferreira à frente de um projecto destes, com a capacidade de corrigir, de melhorar, de trabalhar os aspectos individuais/colectivos dos mais novos. Recordo o trabalho fabuloso que ele fez com o Hulk, com o Falcao, com o Varela, com o Bruno Alves, com o Pepe (que explodiu a sério na primeira época de Jesualdo à frente dos nossos destinos), com o Lisandro, com o Lucho, e até mesmo com o Tarik, com o Cissokho e com o Álvaro Pereira, para defender a minha tese.
E, ao fim e ao cabo, os rapazes precisam é de ter alguém que os ensine, que os corrija, que lhes exija sempre mais, e que se saiba ir dando algumas oportunidades a quem merece e quando fazem por o merecer.
Relembro que foi com base (quase exclusiva) na formação que Pep Guardiola construiu uma das melhores máquinas de futebol que já vi… Ou alguém conhecia Pedros, Piqués ou Busquets antes de singrarem na equipa principal do Barça?!

11. face aos acontecimentos mais recentes – vide as rubricas “lampionagens” e “calimerolândia” -, achas que é uma “teoria da constipação”® ou os clubes da Segunda Circular têm mesmo uma política de justiça e de (im)parcialidade diferente dos demais adversários na Liga? ou somos nós que conseguimos melhor “fruta” e mais “quinhentinhos” do que os outros, os ditos «impolutos»?
no teu entendimento, qual(ais) a(s) razão(ões) para que tal esteja a acontecer (se é que está…)?
Antes de mais, deixa-me dizer-te que não tenho problemas nenhuns em assumir que todos os clubes, dos diferentes campeonatos de futebol, tentam ganhar vantagem em jogadas de bastidores e em pressões sobre os árbitros; e que, no final, os três grandes são sempre mais beneficiados (ou menos prejudicados) do que todos os restantes.
Sendo assim, no final duma época, decerto um Nacional da Madeira, uma Académica, ou um Belenenses, terão muito mais razões de queixa do que qualquer um dos três de cima.

Posto isto, não tenho quaisquer dúvidas de que este ano, com um 5lb possuidor dum plantel mais limitado, um FC Porto a anos-luz do que foi na última época e um spórtém sempre minado e frágil por dentro, as arbitragens que têm surgido nos nossos jogos em comparação com as nos jogos do 5lb não têm sido por acaso…
Há muito tempo que o 5lb não se encontrava tão próximo de conquistar um bi-campeonato (com algum mérito de Jesus, que considero um bom treinador) pelo que, este ano, tem mesmo de ser.
Como tal, não me surpreende e aponto essa como a principal razão para tal facto. Se acontecesse em 2 ou 3 jogos, poder-se-ia considerar normal; mas tem sido quase anedótico o que se tem passado.

Depois temos o peso que esses erros têm para os clubes em questão (e até incluo o spórtém na análise, mas só porque os incluíste no enunciado).
O que possa acontecer contra o spórtém fará sempre parte de uma conspiração internacional, envolvendo até FBI e CIA, para que não deixem o clube-mais-eclético-do-Mundo-da-Europa-e-quiçá-de-Portugal conquistar títulos. já são 30 anos de conspirações… O que possa acontecer a favor é a reposição da Justiça, porque eles até têm um crédito de prejuízos muito extenso.

O que possa acontecer contra o 5lb será sempre culpa do Pinto da Costa.
Se o Bieira apanha gripe, é culpa de Pinto da Costa. Se perdem com o Zenit… culpa do Pinto da Costa. A águia foge do antro de Carnide? Pinto da Costa. Perdem um campeonato? Culpa do Pinto da Costa. Perdem no futsal? Adivinharam: Pinto da Costa.
Nunca houve calabotes, nem anos e anos de favorecimento às equipas deles… Não houve nada disso, é tudo uma invenção nossa. Aliás, acho que pensam que o Calabote nem existiu, vê lá tu!
Favorecimentos ao 5lb… Mas há disso?! Nãããã… Erros honestos (ou «humanos») dos árbitros!

Nós, que temos tido 30 anos de melhores equipas, de melhores treinadores, de melhores dirigentes, de melhores tratadores de relva, de melhores… tudo, somos sempre o alvo a abater, a equipa do sistema, a das escutas e por aí fora.
Nunca somos prejudicados, nunca somos sérios nas análises; quanto muito, os árbitros também são muito honestos quando erram contra nós. Um azar, é o que é!
Isto numa equipa que foi a mais esventrada por processos sumaríssimos no decorrer de uma só época (2004/2005); que teve um castigo inédito a um jogador porque quebrou o maxilar àquele cabrão do menino doiro, por trocas de agressões; que se viu privada de dois jogadores (Hulk e Sapunaru), durante meia temporada, numa punição sem precedentes (e de certeza que não terá qualquer antecedente) no futebol português, quiçá de grande parte da Europa também; que se viu impedida de jogar no seu estádio, durante meses (1992/1993), porque se atirou uma tocha luminosa para o relvado  algo que nunca aconteceu em mais nenhum estádio, não é?…
Enfim, poderia estar aqui durante algumas horas…

Concluo com o seguinte: incomodam-me muito as más arbitragens e os erros constantes. Mas, incomoda-me mil vezes mais a forma abjecta como se trata o nosso FC Porto em praça pública e como se assobia para o lado quando se trata do 5lb ou do spórtém. Há sempre – sempre! –, dois pesos e duas medidas. e nunca – nunca! – é a nosso favor…


12. uma pergunta (muito) directa: qual a tua opinião sobre o novo sítio oficial do FC Porto (no geral)?
costumas consultá-lo com regularidade? e o que achas da fidedignidade/actualidade dos seus conteúdos? É mesmo novo ou é igual ao anterior, somente com uma nova “roupagem” / ‘lifting’ / grafismo?
Sou-te sincero: devo ter consultado o site (independentemente da versão) um par de vezes.
Não tenho dados concretos para te poder dar uma resposta a essa questão.

13. decorrente da pergunta anterior, pergunto-te se concordas com a actual política de Comunicação do FC Porto (sobretudo para o “exterior”) – nomeadamente com a aquisição do “Porto Canal”? porquê? e o que mudarias (a haver mudanças, na tua opinião)?
A política de comunicação do nosso FC Porto raramente foi muito virada para o Exterior, pelo menos desde que me recordo.
Sinceramente não quereria ser adepto de um clube que estivesse constantemente a vir a público manifestar-se sobre muitos assuntos; sou da opinião que o Clube deve ser sempre gerido de e por dentro, para que toda a Estrutura esteja bem blindada, e protegendo os jogadores em primeiro lugar.
Obviamente que concordo que há um ensurdecedor e incompreensível silêncio de todos, no decorrer desta época. E penso que uma ou outra intervenção de alguém com o dom da palavra, nas alturas certas, chegaria para acalmar as voláteis e inquietas cabecinhas da nossa massa adepta.
Pessoalmente orgulho-me de não ter gente associada ao meu clube que faça as figurinhas de um burro do Carvalho, de um Jesus, ou de um Bieira. E de não ter um canal de conteúdo e qualidade anedóticos como os canis das agremiações da Segunda Circular.

Agora, confesso-te que, há já algum tempo, deixei de ver TV quase por completo retiro os jogos do nosso FC Porto da equação e que admito que nem sequer o Porto Canal eu vejo, pelas suas fraca qualidade de programação/grelha, pelos fracos profissionais e porque sinto-me tratado como um cão hipnotizado diante de uma bola de ténis.
Como prezo muito as minhas sanidade e inteligência, tomei essa decisão. E dediquei-me aos blogues (principalmente como leitor muito assíduo), e a ser um geek de jogos de tabuleiro (com a companhia da minha adorável companheira lampiona).


14. enquanto um dos administradores do novel espaço de discussão pública nesse maravilhoso mundo que é a bluegosfera® – o fantástico “blue overlap” -, desde Abril de 2014, e no seguimento do ponto anterior, pergunto-te se concordas que a Direcção do clube deveria (também) dar mais visibilidade a este “mundo” (nada) silencioso e/ou oculto e/ou menos visível e/ou pouco mediático, que é a bluegosfera? em que sentido(s)?
refere (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares), por favor.
Antes de mais, deixa-me referir que o blogue que eu e o v.a.s.c.o. decidimos criar é uma pequena migalha, em termos de frequência, pertinência e Qualidade de posts, para que o possa colocar no mesmo patamar do teu espaço, do do Jorge Vassalo, do do Jorge (do “Porta19”), do do dragão Vila Pouca, do do José Correia, do da Ana Andrade, e por aí fora. Pessoalmente não passo um dia sem visitar-vos, porque tal seria passar um dia inteiro sem o meu FC Porto.
Penso que este maravilhoso mundo vale pela sua qualidade de conteúdo, pela inteligência e sagacidade dos escribas, pela pertinência das diferentes análises feitas e pela partilha (quase) sempre pacífica, moderada e respeitosa de opiniões.
Eu adorava que esse Mundo pudesse ser sempre só nosso (dos adeptos), e que pudéssemos ser nós a fazer a(s) escolha(s)  visitando, criticando, conversando, concordando com quem nós quiséssemos. Para mim, este Mundo continuaria assim, e preferiria que a Direcção tivesse a inteligência de tomar o pulso deste maravilhoso mundo bluegosférico atrás do ecrã dum computador (como eu faço).
Contudo, creio que seria um prémio merecidíssimo para qualquer um de vós, bloggers de referência, ver o vosso excelente trabalho destacado pelo nosso Clube quem sabe através da Revista Dragões (solicitando a colaboração para uma crónica de autor, a qual seria diferente em cada edição) ou até através de um dos programas do Porto Canal dedicado aos adeptos portistas.

15. qual a tua opinião sobre o actual “estado de alma” do nosso Clube em relação às modalidades (ditas) “amadoras” e em que está profissionalmente envolvido?
em concreto, o que te pergunto é se o trabalho desenvolvido terá Futuro, se está no bom caminho, se dará frutos, se os projectos têm solidez (a todos os níveis), ou se poderá haver outros exemplos com o que aconteceu à suspensão» do basquetebol sénior?
já sabes que estás à bontadinha 😀
Separemos águas, em primeiro lugar.

O desporto (dito) amador, em Portugal, com a forma como está organizado, terá muita dificuldade em evoluir muito mais do que já evoluiu.
Nas primeiras divisões de quase todas as modalidades temos entre 3 a 4 equipas verdadeiramente profissionais; e as restantes são de clubes formados por trabalhadores/jogadores e/ou estudantes/jogadores, que não dispõem de condições sequer parecidas às dos clubes profissionais. E se há algum clube que decide investir um pouco mais nesse capítulo e tornar-se maioritariamente profissional, é certo e sabido que não passará muito tempo até estar enterrado em dívidas.
Sendo assim, ou decidimos ser honestos e percebemos que nas modalidades (ditas) amadoras, em Portugal, não há espaço para a estruturação de um campeonato ou liga profissionais, e que vamos inevitavelmente perder Qualidade mas salvaguardamos essas mesmas modalidades, ou então continuamos assim, com 3 a 4 equipas a competir para o titulo e as restantes a competir para sobreviver.

O modelo do FC Porto, segundo sei, assenta na independência financeira e directiva de cada secção. Contudo, não só a nossa capacidade financeira é bastante inferior à dos nossos rivais (da Segunda Circular principalmente), como entramos em incumprimentos salariais vergonhosos e incompreensíveis num clube com a nossa grandeza, e de forma recorrente.
A meu ver, é fundamental e para cada modalidade, que principalmente FC Porto5lb e spórtém, possam competir de modo a poder atrair mais gente aos pavilhões, porque infelizmente o fenómeno desportivo, em Portugal, é significado de clubite aguda. mas penso que deveria haver um maior realismo na forma como as competições são pensadas, para não se criar um fosso tão grande entre esses 3 e os restantes.
Em termos de plano a longo prazo, confesso que não sou o maior fã do projecto Dragon Force, a qual encaro mais como uma máquina de Marketing, de fazer mais uns cobres do que realmente uma ferramenta para formar jovens jogadores.
Com tantos e bons clubes formadores na Região Norte, faria muito mais sentido termos uma formação base em cada modalidade, e andarmos atentos aos jovens de qualidade que por aí andam, procurando convencê-los a virem jogar para o FC Porto  tal e qual como acontecia quando eu era mais jovem, e no caso do andebol.
(Não sei bem o que se passou com o basquetebol, confesso, mas cheira-me a esturro a justificação dada pelos diferentes dirigentes, falando de «divergências com Mário Saldanha», na altura. Por muito que a Razão estivesse do nosso lado, não me pareceu tudo claro. Será muito mais uma questão financeira, a meu ver.)

Apesar de tudo isto, temos inúmeros títulos em todas as modalidades e, mais do que isso, o ambiente do Dragãozinho é de uma comunhão tão comovente e tão pura, que quero muito que as modalidades se mantenham durante muitos anos (com ou sem títulos).
Penso que as modalidades (ditas) amadoras são o melhor veículo de aproximação do Clube aos adeptos, nos dias de hoje.

16. sei que segues o Andebol com particular interesse, modalidade na qual até és atleta federado.
tendo em linha de conta o nosso Passado recente e (bastante) ganhador, o que te pergunto é: na tua opinião, a quem é que se deve a nossa mais recente hegemonia na modalidade em apreço? quem é/são o(s) principal(ais) responsável(eis) por algumas das nossas maiores alegrias?
Penso que uma das grandes vantagens do Andebol do FC Porto reside no facto de ter uma estrutura interna bastante sólida há já muitos anos; este factor parece-me uma condição essencial para que haja sucesso em qualquer modalidade (em qualquer área profissional, pensando bem).
Parece-me também muito importante realçar que a figura de proa da nossa estrutura do Andebol, o Prof. José Magalhães, é alguém que percebe muito da modalidade, que faz um trabalho excelente no recrutamento de jogadores e que sabe mover-se muito bem no universo andebolístico nacional (de forma subtil, acabo de afirmar que é um tipo com muuuuuita influência).

Recordo que, até ao célebre título de 1998/1999 (estive lá, no Américo de Sá… Incrível!), estivemos 30 (t-r-i-n-t-a) anos sem qualquer campeonato de andebol conquistado. Foi (literalmente) pelas mãos do Prof. Magalhães que ganhámos nessa época. De então para cá, o FC Porto soube organizar-se (principalmente ao nível do escalão sénior) e montou uma máquina muito bem oleada, sendo que esteve sempre na luta pelo título ou foi mesmo campeão.
Tivemos plantéis de nível europeu, outros bastante bons, mas houve sempre grande qualidade a nível de jogadores e de equipa técnica. Recordo que, um par de anos antes de Ljubomir Obradović, tivemos o conceituadíssimo Prof. Paulo Jorge Pereira como treinador principal, num plantel recheado de estrelas (Dedu, Petrić, Carlos Resende, Eduardo Filipe, Ricardo Costa, Carlos Ferreira, …).

Para além disto tudo (e que já não é pouco!), houve, nestes últimos anos, uma conjugação perfeita entre a solidez da estrutura da modalidade e a filosofia super-profissional (por vezes muito dura, mas muito competente) de Obradović.
Atenção: considero-o um treinador com algumas limitações, mas que teve o condão de alterar por completo a ideia de jogo, em Andebol, em Portugal. Depois de um início conturbado (provavelmente porque o atleta português acha sempre que sabe mais do que todos os outros, e não gosta muito de trabalhar no limite), instaurou um processo de jogo demolidor e inovador para o nosso nível de andebol: defesa fortíssima e jogo sempre em transição ofensiva, muito rápida e agressiva.
Obradović pegou num plantel recheado de um misto de juventude e de veterania (que é sinónimo de experiência) e foi, aos poucos, remodelando as peças, até atingir o auge na época passada, com a merecida passagem à fase de grupos da Champions. Penso que a grande fatia de mérito no feito inédito deste hexacampeonato terá que lhe ser atribuída – para além de que Obradović teve o condão de reaproximar os adeptos aos jogos de andebol (uma modalidade que é difícil de perceber, e que não atrai lá muita gente aos pavilhões, excepto em dias de clássicos).
Nesta época, embora considere que o nosso plantel não é o mais forte, será (sem dúvida!) o mais equilibrado e o melhor orientado.

Uma coisa bonita de se ver é que os jogadores do FC Porto jogam sempre no limite, sempre com uma ambição desmedida, e que Obradović nunca se dá por satisfeito com nada.
O único defeito que aponto, não só a este FC Porto mas já há bastantes épocas, será a forma como se aborda a formação no andebol: raramente os treinadores são da qualidade exigida a uma equipa com os nossos pergaminhos, e há um excesso de procura de jogadores de outras latitudes (quando a zona do Grande Porto é um autêntico viveiro de grandes promessas), e também alguma desorganização nos processos. Por exemplo, extinguiram-se os escalões de Iniciados e de Juvenis; agora, só projectos Dragon Force… Penso que isso descaracterizou um pouco o clube na formação.
Olhando para os resultados dos escalões jovens nos últimos anos e nas cidades de origem de grande parte dos atletas que nos aparecem como jovens da formação, penso que o trabalho desenvolvido poderia ser muito melhor (Gilberto Duarte, por exemplo, veio do Lagoa; Wilson Davyes foi formado no spórtém; o Ferraz foi no Xico Andebol; o Nuno Roque é de Benavente; o Hugo Laurentino é de Évora, …).

17. e achas que esse mesmo Passado, de facto, tem incomodado muito “boa” gente – como recentemente afirmou o vice-presidente da secção, António Borges –, ao ponto de terem regressado os ‘play-off’, ou tudo não passa de mais uma “teoria da constipação”® por mim elaborada? justifica a tua resposta, por favor.
Estou perfeitamente de acordo com essa teoria da constipação®.
No Andebol há coisas estranhíssimas… Por exemplo, sabias que é quase impossível encontrares uma dobradinha no andebol português? Não falha: equipa campeã dificilmente ganha a Taça de Portugal (mesmo que seja finalista). Equipa que seja campeã tem sempre arbitragens inacreditáveis nos jogos da Taça… Não são teorias, é a mais pura das verdades!

Portanto, não tenho a mais pequena dúvida de que a decisão de alterar os moldes competitivos não aconteceu por Acaso, e a forma como as coisas foram geridas foi muito pouco clara.
Todos sabem, pois é do conhecimento geral, que, neste momento, é muito difícil bater o FC Porto numa prova de regularidade. O 5lb está completamente minado por dentro; o ABC e o Águas Santas ainda tentam recuperar fôlego financeiro para lutar por algo mais; o spórtém terá uma equipa forte, mas é bastante irregular e com um treinador, no meu entendimento, medíocre.
Sendo assim, sobra a hipótese de recorrer aos play-off para se evitar o hepta  sendo que, para mim, os play-off são a forma mais absurda, abjecta, desonesta e ridícula, de se determinar um campeão de uma modalidade, seja ela qual for.
Mas também, até no hóquei passaram 10 ou 11 anos a tentar mudar os moldes competitivos, não foi? I wonder why?

18. esta pergunta é recorrente nesta rubrica.
das seguintes opções, descreva o seu sentimento mais profundo (se possível) após uma derrota do seu clube do coração:
[só pode ser uma opção. selecciona-a a negrito, por favor]
a. – não durmo direito nessa noite
b. – que ninguém me fale durante as próximas vinte e quatro horas, pelo menos – companheira incluída
c. – apetece-me mandar tudo para um sítio (ou dois) que eu cá sei
d. – eextravaso o meu sentimento no blogue, sobretudo em respostas aos comentários dos lampiões (mormente anónimos) de serviço
e. – para lá de mandar tudo para mais dois ou três sítios que eu cá sei e de que me lembrei agora, vou (literalmente) queimar calorias para a Marginal e/ou Parque da Cidade, invectivando tudo e todos que me aparecem pela frente (sobretudo de vermelho e/ou verde vestidos)

19. à data desta entrevista [Dezembro de 2014], qual o melhor onze de jogadores que envergaram a camisola do FC Porto, qual o melhor banco (22 jogadores no total, portanto) que já viste jogar, «ao vivo e a cores» com o nosso manto sagrado, e qual o melhor treinador que já passou pelo clube?

[podes “seleccionar” jogadores nacionais e/ou internacionais]

onze titular [4-3-3]:

Vítor Baía;  João Pinto, AloísioRicardo CarvalhoÁlvaro ‘palito‘ Pereira; João Moutinho, Lucho ‘el comandante‘ GonzálezDeco (é que não há cá trincos!); CapuchoJardel e incrível‘ Hulk.

suplentes: 

Helton; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Pedro Emanuel, Rui Jorge; Alenytchev, Fernando, Pedro Mendes; Falcao, Lisandro López e Drulović.  

melhor treinador:
José Mourinho 

20. és visitante regular do TOMO II
duas sub-perguntas:
i) como tiveste contacto com este espaço, i.e., como me encontraste?
ii) peço-te o favor de indicares um aspecto positivo deste espaço e um aspecto (ou mais do que um) que gostasses de ver corrigido.
i) Foi através do dragão até à morte, do nosso caríssimo Vila Pouca, que tomei contacto com o teu espaço.
Chamou-me a atenção o nome diferente dos demais, e fiquei intrigado com a forma como escrevias (e escreves, óbvio) as crónicas, e com os inúmeros, pertinentes e sempre geniais links que apresentas.
A partir daí e até ter coragem de me iniciar neste mundo dos blogues, tornei-me num leitor assíduo das tuas crónicas. E agora até te deixo lá umas postas às tuas postas, e tudo!

ii) Como deves já ter calculado, sou um tipo que dá toda a importância ao conteúdo dos textos.
Se vou a um blogue, leio, gosto, começo a seguir. Simples!
Portanto eu, José Pedro, admirador das tuas capacidades narrativas e criativas me confesso! Sendo assim, se quiseres e se o entenderes, podes mudar as roupas, o papel de parede, o chão, o que entenderes! Mas porra!, livra-te de mudares o conteúdo dos teus textos!

21. não há. chegamos ao FIM! 😉 
MUITO OBRIGADO! pela tua colaboração. 
espero que a entrevista tenha sido do teu agrado 😉
Não tenho palavras para descrever a honra enorme que senti ao receber o teu convite.
Sensibilizou-me, porque sou um fã deste maravilhoso mundo bluegosférico e tenho por ti uma admiração e uma consideração estratosféricas; mas também por saber que tal se deveu ao meu pequeno espaço azul-e-branco, do qual te tornaste fã e cliente da casa.
Foi uma experiência maravilhosa poder responder a tantas perguntas, tão interessantes e pertinentes, e saber que terei a oportunidade de figurar num espaço tão incrivelmente bom como o teu.

Obrigado!, caro Miguel!

notas soltas de Ontem, hoje…

© fotos da curva
caríssima(o),

é, para mim, da mais elementar Justiça (re)afirmar o enorme orgulho que sinto no brio que as equipas profissionais do nosso clube de Sempre, das nossas (ditas) modalidades amadoras, empregam nos jogos que disputam. fazem (mesmo e nesse sentido literal) ver aos seus colegas do futebol.

é igualmente inebriante para mim, enquanto adepto, estar a sentir o pulsar e (d)o vibrar que se (pres)sente nas bancadas do Dragãozinho.
o público portista é mesmo e indubitavelmente aquele jogador extra que a equipa necessita e em muitas situações de partidas que parecem complicadas de resolver – seja no basquetebol, no hóquei ou no andebol. e atenção que não me refiro só aos confrontos ante os nossos clássicos adversários.

ontem, não foi excepção, como já antes o tinha sido na primeira mão da eliminatória ante os espanhóis do Ademar Leon, e noutros exemplos mais. as reviravoltas operadas no marcador deveram-se, para lá de exibições individuais ao mais alto níBel, também graças a muitas(os) de vós, que visitam este espaço público de opinião portista e que são assíduos em (quase) todos os jogos das modalidades, inclusive nesse enorme país que é o Estrangeiro®:

© pasquim do ‘Quim Oliveirinha

para vocês, o meu sentido e grato muito obrigado!

© google | Tomo II
depois de ter (re)visto e principal e mormente ouvido as declarações do personagem ali em cima (na segunda parte do pugamaaos 14’22”), compreendo perfeitamente a indignação do caríssimo Jorge Vassalo  e já para não me referir à forma como inicia o seu comentário ao jogo do passado Domingo, ante o Rio Ave (aqui, na primeira parte do pugamaaos 5’48”), mencionando duas grandes penalidades que ficaram por assinalar…

tal como o Jorge e tal como o caríssimo Vila Pouca, também eu considero que houve uma (cor)relação demasiado (por que «gloriosamente») facciosa entre os lamentáveis acontecimentos que ocorreram em Madrid e «quem faz a opinião clubista, sobretudo quem a faz nas televisões dos clubes», visando atingir a opinião isenta de Bernardino Barros apesar de não ter tido a hombridade de o mencionar, em mais um exemplo do seu «glorioso» carácter…
assim e pelo que afirmou, foi capaz de englobar tudo o que de mais rasca e de mais ordinário já se afirmou no (pretenso) canal de televisão afecto à agremiação de Carnide desde se desejar a morte de outrem em directo, até ao instigar e apelar à tomada de armas  com o que amiúde se vocifera no torto canal(peço desculpa, mas não vejo canais de televisão «de marquise»)

ainda considerei a hipótese de lhe enviar um e-mail simpático, para os endereços electrónicos carlos.daniel@rtp.pt e carlosdaniel@rtp.pt.
mas, sabendo do que “a casa gasta” e dos gostos clubísticos do lampião de Paredes, preferi deixar essa incumbência para outrém. já tenho chatices de sobra…
para finalizar, e para quem tiver interesse, divulgo à saciedade:

» o editorial de José Manuel Ribeiro o inexplicável Pedro Proença (aqui), publicado no pasquim do Quim Oliveirinha de ontem, e com o qual concordo em absoluto;

» o artigo de opinião de João Bonifácio instalar a ciclotimia (aqui), o qual tem apenso o bónus da última dissertação do huguinho vasconcelos (aqui)  «ambos os dois» publicados na edição impressa de hoje, do pasquim da Travessa da Queimada; 
» a notícia de rui baioneta (aqui) que motivou o seguinte comentário do ‘traficante de pneus’ no dragão até à morte“:

«

um tal de Baioneta, hoje, no pasquim do regime, teve um lapso de memória a propósito da possível contratação de Ricardo Costa por parte dos viscondes falidos.  

Assim e de uma forma resumida, começa a noticia dando conta que o jogador foi formado pelo Boavista e que fez grande parte da carreira no… Valência!!! 

Porque é que não se referiu ao Wolfsburgo?!

»

disse!

dessas trivialidades que persistem enquanto não chega Terça-feira…

© abola | Ricardo Galvão
(clicar na imagem para ampliar)
caríssima(o),

a)

Julen Lopetegui concedeu uma entrevista à revista oficial da prova-rainha da UEFA, a Champions Matchday (aqui).
não deixa de ser bastante curiosa a forma como dois dos três pasquins desportivos lusos deram primazia às respectivas manchetes sobre a dita cuja.
para quem tiver interesse, basta ler como o pasquim do Quim Oliveirinha deu conta da notícia (aqui) em contraponto com o que foi escrito no pasquim da Travessa da Queimada (aqui).

b)

o nosso FC Porto venceu o actual segundo classificado, em casa emprestada deste, para a fase regular do campeonato nacional de andebol.
porque (julgo) a partida em apreço não teve honras de transmissão televisiva apesar da sua importância (pelo menos nos canais dedicados ao Desporto não teve, sequer no dos clubes em confronto), soube do resultado final por intermédio do que veio publicado na Imprensa.
do que pude ler, ressalta a azia dos que contavam que a primeira perda de pontos pudesse acontecer em Almada; com tal não se verificou, aquela é mais do que muita, sobretudo pela vitória nos ter sorrido nos últimos segundos.
se dúvidas houver do que atrás escrevi, mais uma vez convido a quem tiver interesse, para comparar a azia no pasquim do Quim Oliveirinha (aqui) com a que se (res)sente no pasquim da Travessa da Queimada (aqui).

c)

O leonor pinhão, no seu último (e «glorioso») vómito, dejecta que «está-se a acabar o chocolate [sic]» (aqui).
alguém, de boa vontade, lhe forneça o contacto de outro alguém, que é amigo de outro amigo, que conhece um vizinho que, por feliz coincidência, é primo (em terceiro grau) de outro alguém que vende, ou da branca, ou da castanha, ou daquilo que faz rir (muito).

d)

presidente do spórtém (não são esses! é o do Comunicados de Portugal) foi, mais uma vez, «dar uma g’anda volta. desta feita, foi até Nyon (Suiça), à sede da UEFA.
por lá, (também) teve um encontro com «as cúpulas do futebol europeu», mormente com o Secretário-geral da UEFA (aqui) e em virtude de Michel Platini não querer perder o seu precioso tempo com um burro do Carvalho – apesar de alguns órgãos de Comunicação Social referirem que teve um «problema familiar de última hora» (aqui)
estou em crer que nós (portistas) sabemos bem (d)o destino que será concedido ao que foi formalmente apresentado. eu até estou convicto que o será ao mais alto níBel e em grande estilo, como a imagem abaixo o sugere:


© google

disse!

de Macau, com ‘amor’… [com passatempo incluído e com novo ‘recadinho’]

© pasquim da Travessa da Queimada

(clicar na imagem para ampliar)

«


Não julgueis, para que não sejais julgados.
Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.

»

Mateus, 7: 1-5.

post scriptum pertinente [às 13h30m]:

vamos fazer um passatempo? vamos… 
então, lá vai:

1)

qual será a (cor)relação entre esta notícia (aqui) e este artigo de opinião (aqui)?

2)

qual será o motivo principal da minha indignação aquando da leitura deste artigo de opinião (aqui)?

o “prémio” a atribuir, para lá do meu reconhecimento público, será divulgado aquando da identificação do(a) vencedor(a), o(a) qual terá que acertar nas duas respostas e no mesmo comentário.

novo ‘recadinho‘ [às 14h45m]:

© Tomo II
(clicar na imagem para ampliar)

pázinhos da Sport Tv e/ou de outros me(r)dia nacionais:

antes de tudo, muito obrigado! por visitarem este meu espaço e com regularidade. fico muito contente por isso; pode ser que aprendam algo que enriqueça as vossas «gloriosas» vidinhas (miseráveis? mas certamente que muito tristes).

este meu contentamento já não se repercute no que me andam a fazer com a publicação do vídeo da agressão que existiu ao Brahimi. no início foi no ‘youtubiu®; agora foi no Vímeo…
isso não se faz, pázinhos! é que não sou o único a violar os vossos direitos de transmissão televisivos, disponibilizando-os naqueles locais de transmissão…

bem… vou acelerar o meu recadinho (só) para vocês, na forma do lançamento de um desafio, está bem?

(in)tentem bloquear/censurar o GIF abaixo, que revela o que vocês querem sonegar (sabe-se lá com que «glorioso» propósito), cujo original tenho na minha posse (mas esta é uma expressão cujo significado vocês desconhecem. em Absoluto):


© Tomo II
disse!

… porque o teu clube é que é o exemplo-mor, certo?

© zerozero | Tomo II

«

«A utilização dos fundos pelo FC Porto foi dada [nas sessões da Soccerex] como um dos grandes exemplos do que não se deve fazer no Futebol», afirmouburro do Carvalho, em declarações à margem das conferências Soccerex, que decorrem em Manchester, e onde o dirigente leonino está a representar o clube verde e branco e apresentou uma comunicação sob o título “How to run a club successfully” | “como dirigir um clube com sucesso”.

»

caríssima(o),

mais uma vez, reproduzem-se as afirmações ali em cima para memória futura.

subscrevo toda a razão que assiste a Miguel Sousa Tavares, na sua NORTADA de ontem, no capítulo que dedica à abécula em causa.
portanto, assim se justifica o título desta telegráfica posta de pescada®, com a adenda de que, se não se soubesse do ‘quid pro quo’ que o coiso calimero tem com a Doyen, as suas afirmações até passariam por credíveis…
por último e mesmo assinando por baixo a opinião do M., administrador do extremamente azul Tribunal do Dragão, a propósito do castigo aplicado a Edo Bosh, irei aguardar serenamente impaciente pela reacção oficial do FC Porto à gritante dualidade de critérios verificada no castigo em causa.
disse!