da desinformação vigente

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Como as palavras enganam

Faz parte do meu trabalho ler as noticias diárias sobre desporto em geral e sobre futebol em particular. Nesta função, espanto-me ao ler, sobretudo nos jornais portugueses, que Guus Hiddink está a ponderar uma ida para o Chelsea FC.
A notícia foi, para mim, de tal forma estrondosa que intimamente questionei se estará o André Villas-Boas de malas aviadas para sair do clube londrino. Nos respectivos jornais vem uma citação do ex-seleccionador da Turquia a dizer que «precisava de tempo», que não poderia «começar já amanhã». Eis o que dela consta:

« Ainda não me decidi sobre o futuro. Vou tirar algum tempo para reflectir, mas os tempos que passei em Inglaterra foram maravilhosos. Treinar o Chelsea foi espectacular mas isto não quer dizer que estou disposto a começar já amanhã. Preciso de algum tempo para pensar. » 

Foram estas as palavras citadas.
Contudo a notícia era um pouco vaga e curta – algo estranho dado o sensacionalismo da mesma. Como tal, investiguei um pouco mais sobre o que realmente se passava e não demorei muito até encontrar, em inglês, o que Hiddink disse na sua totalidade, assim como de que se tratava esta ida para o Chelsea.
Ao que tudo parece, foi oferecido, pelo clube de Roman Abramovich ao treinador holandês, um cargo de director para o futebol, e não de treinador – como naturalmente muitos, tal como eu, terão pensado.

E é esta a desinformação que nos “atinge” diariamente na nossa Comunicação Social – por vezes acidental, muitas vezes propositada e ainda mais vezes por incompetência.
Deparo-me frequentemente com escritas duvidosas de alguns ditos “profissionais do jornalismo”; mas, mais do que tudo, ainda me surpreendo (pela negativa) com erros grosseiros em relação a factos (já para não falar em erros gramaticais), facto que não está sujeito à interpretação de cada indivíduo.
Mas assim é o jornalismo (que não só desportivo) em Portugal…

Por último uma confissão: quando me deparei com a notícia e, em consequência, com a eventual possibilidade da saída de Villas-Boas, dei comigo a imaginá-lo de volta ao Dragão. Aposto que não fui o único…

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ps:
o Tomo II agradece ao caríssimo Armando Vieira mais esta prestimosa colaboração.

‘el especial’ e os dez mandamentos

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Mourinho e os Dez Mandamentos
Que o homem é especial já todos nós o sabíamos; mas fazer de “deus do Futebol” (merengue pelo menos) e criar os seus “Dez Mandamentos“, está já é novidade.
Foi o jornal MARCA que lançou a notícia: as 10 regras de Mourinho para o seu plantel para os jogos em casa. Pouco ou nada é deixado ao acaso pelo treinador português; a aposta é para ganhar, sempre!
Fica aqui a lista dos seus mandamentos:

1) rotina nas horas de deitar e levantar;
2) dormir de oito a dez horas diariamente;
3) cear duas horas antes de deitar;
4) o jantar deverá ser sempre “ligeiro“, frugal;
5) sempre que possível, beber leite e comer sardinhas, verduras e frutos secos;
6) os doces, o álcool e as gorduras são proibidos;
7) nunca nos deitarmos com sede e/ou fome;
8) não é aconselhável ver televisão e/ou ouvir rádio no quarto;
9) é aconselhável uma sesta antes dos jogos.
10) a sesta não deve ter mais do que meia hora.
Quem não cumprir estas regras com escrúpulos, certamente que passará o resto dos seus dias no “inferno” do banco do Real Madrid ou, pior!, despachado para um clube qualquer – género o 5lb. 😀
Mais a sério, há que admirar este homem: não só prepara os jogos ao ínfimo pormenor, como faz o mesmo para com os seus jogadores.
Efectiva e comprovadamente, para si ganhar é a palavra de ordem e tudo tem que ser preparado por forma a que tal aconteça.
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ps:
o Tomo II agradece ao caríssimo Armando Vieira mais esta prestimosa colaboração e, mais uma vez, pede-lhe encarecidamente desculpas pelo facto deste seu escrito não ter sido divulgado na data prevista, por um erro (estúpido) do administrador deste espaço de discussão pública.

do racismo

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Evra acusa Suárez de racismo

No passado Sábado [2011-10-15] houve jogo grande em Inglaterra, um dos clássicos com maior tradição e rivalidade na história do futebol em terras de sua majestade. O encontro opôs o Liverpool FC ao Manchester United FC e acabou com um empate a uma bola, depois de muita emoção e bom futebol. Até aqui tudo bem.

Após o encontro surge uma notícia sobre algo que já se esperava erradicado dos campos de futebol: Patrice Evra veio a público acusar Luis Suárez de ter feito comentários racistas, dirigidos a ele e com intuito de o provocar, tirando partido desse estado de espírito do defesa francês. Evra foi claro na acusação, a mesma que fez oficialmente junto do árbitro do encontro após o final do jogo: «Eu estava muito transtornado. Em 2011 não se podem dizer coisas assim. Ele sabe o que disse, o árbitro também o sabe. A verdade virá ao de cima», começou por afirmar Evra. «Não vou repetir o que ele disse [nigger], mas foi uma palavra racista e ele disse-a mais de dez vezes. Ele tentou provocar-me» continuou.
Os dois jogadores desentenderam-se durante o jogo, com jogadas à margem das leis do jogo e cartões amarelos pelo meio.

O Liverpool só teve conhecimento da queixa de Evra quando o seu treinador, Kenny Dalglish, foi chamado pelo árbitro para lhe comunicar isso mesmo. Perante tão séria acusação o jogador foi naturalmente confrontado e negou qualquer atitude racista da sua parte.
Luis Suárez deverá ser sujeito a uma investigação por parte da Federação Inglesa (FA) para tentar apurar todos os factos. A FA ainda não se manifestou directamente sobre o assunto, devendo fazê-lo nos próximos dias.

Suárez é um jogador de grande qualidade, mas também rodeado de polémica.
O seu ponto “mais alto” – ou melhor dizendo, mais baixo – foi no Mundial de 2010, realizado na África do Sul, quando substituiu o seu guarda-redes em cima da linha defendendo um golo certo da selecção do Gana – golo esse que colocaria a selecção africana em muito boa posição para eliminar o Uruguai. Suárez foi expulso, a grande penalidade assinalada e a sua conversão falhada. O encontro terminou empatado e na decisão por grandes penalidades os sul-americanos qualificaram-se para a meia-final. Muitas vozes se levantaram contra o jogador afirmando que ele era um «batoteiro» e que o «crime compensara».

Agora o avançado uruguaio vê-se envolvido em mais uma polémica… Contudo nada ainda está provado e aguarda-se o desenrolar da investigação.

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ps:
o Tomo II agradece ao caríssimo Armando Vieira mais esta prestimosa colaboração.

Zakaria Labyad

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FC Porto de olho em Zakaria Labyad

Ao que tudo parece, o FC Porto anda à procura de mais uma estrela para ingressar no seu (já de si) brilhante plantel; de acordo com rumores na imprensa desportiva, trata-se de Zakaria Labyad, do médio do PSV Eindhoven, e que actua preferencialmente pelo corredor direito.
O jogador anda a interessar bastante o clube português, o qual o tem referenciado devido às suas boas exibições no PSV, onde já marcou cinco golos nesta época. Contudo não é só o clube português interessado no jovem extremo de 18 anos; Marselha, Vilarreal, Sevilha e Borussia Dortmund são dos clubes que também caíram de encantos pelo jovem marroquino, naturalizado holandês e com uma cláusula de rescisão no valor de 10 milhões de euros.

Porém, muitos adeptos do FC Porto admitem que, neste momento, o clube azul e branco precisa mais de um ponta-de-lança para substituir o Falcao e não de um médio.
Argumentam também que Kléber e Walter não são suficientes para atingir bons resultados, com alguns a criticar a SAD do clube e o seu presidente, Pinto da Costa, por esta decisão e outras – como a contratação de Danilo e Alex Sandro pelo valor de 26 milhões de euros, que consideram exorbitante.

Como sabemos o FC Porto encontra-se em quarto lugar do ranking mundial da Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS), em primeiro lugar na Liga e a disputar o acesso aos oitavos-de-final na Champions.
Será que as medidas tomadas até agora irão ajudar a manter esses lugares?

Como sempre, o mundo do futebol traz alegrias, tristezas, dúvidas, boas e más apostas!
Será que trazer um médio com o talento de Zakaria Labyad para o plantel azul-e-branco não é mesmo necessário? Seria assim tão má aposta trazer um jovem jogador que, com a sua garra, até consegue se debater ombro-a-ombro com gigantes:

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ps:
o Tomo II agradece ao caríssimo Armando Vieira mais esta prestimosa colaboração.

está-me na pele

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Está-me na pele o amor por este clube que, por vezes, pode chegar a níveis elevadíssimos. Para mim, está “cravado” na pele, e quem sofre, chora, ri, dá pulos pelo clube, não gosta de ver clubes mesquinhos da Segunda Circular a arrancar um empate (a ferros) no nosso nobre Estádio do Dragão.

Ainda hoje procuro resposta para a resposta apática daquela segunda parte. Não adiantou berrar nas bancadas para passar a bola, chutar à baliza, marcar, fazer falta; o que se passou, então? Será uma questão de treinador? Será falta de preparação física? Será que o Hulk estoirou? Será a falta do Falcao? Para mim,  as apostas parecem não ter sido as melhores. Explico.

Para mim terá sido somente um pouco de falta de sorte, juntando a um equívoco do treinador nas substituições, a uma equipa que ficou sem “pernas” a meio da segunda parte, um super-herói que está fragilizado e a falta de um substituto a sério para o “El Tigre” Radamel Falcao.
Para um adepto ferrenho por vezes é complicado gerir o sentimento de forma coerente, principalmente quando percebemos que somos muito superiores à concorrência – entenda-se, essa equipinha “portuguesa” de jogadores 100% estrangeiros, que joga de vermelho, e que foi completamente manietada numa parte do jogo e depois, como da noite para o dia, com a “sorte do jogo” pelo seu lado e acompanhada com a ligeireza do meio campo/defesa do FC Porto marca um golito, e nem o segundo golo azul-e-branco conseguiu alterar o sentido da segunda parte.

Ah! como dói perder mais uma oportunidade de demonstrar a nossa superioridade! Até porque sou defensor que este FC Porto de início de época é superior ao FC Porto do início da época passada: por exemplo, acho que trocamos a bola com mais qualidade e com mais rapidez. Mas está a faltar “aquele bocadinho assim”; falta aquele golito que, no final do jogo, num canto, numa grande penalidade, na época passada, fez com que nós tivéssemos somado pontos atrás de pontos.

Ainda falta muito campeonato. Estamos em primeiro e espero continuar a ficar sem voz, mas desta vez a celebrar mais vitórias.

Não sou Portista porque quero; sou Portista porque posso…

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ps:

o Tomo II agradece ao caríssimo Armando Vieira mais esta prestimosa colaboração, numa crónica exemplar ao que se passou no último clássico.
beijinhos e abraços (amigos)!
e Muito Obrigado! pela tua visita 🙂