nova "posta de pescada"® do Afonso

© um sítio rasca

«

Vítor Pereira: uma boa opção?

Na escola, tenho muitos amigos benfiquistas que me estão sempre a chatear afirmando ser esta época que vão (re)conquistar o campeonato. Metem-me cá um nojo!

Principalmente gozam-me muito desde os 3-1 contra o Zenit. Bem mais do que desde o empate no Dragão, que aconteceu depois do nulo com o CD Feirense.
A partir desse jogo contra o “animal” do Danny, começaram com piadinhas sobre o Vítor Pereira ser pior do que o Jesus (!!). «Ele é muito pior!», dizem eles. Eu bem lhes recordo os 5-0 da época passada, mas eles vêm com o empate desta época e que este ano é o Vítor Pereira o nosso treinador. E contra estes factos eu já não tenho argumentos…
É claro que o André Villas-Boas já não é o nosso treinador! Qualquer miúdo de dez anos sabe disso! Mas eu já tenho onze, a caminho dos doze (faço anos em Fevereiro)! E portanto também sei que gostei ainda mais dos quinze milhões que a SAD encaixou. E que, com este negócio a acontecer quase no arranque de uma nova época, seria difícil contratarmos um treinador de top mundial; ou então, o Leonardo Jardim, que até foi elogiado pelo Pinto da Costa e que (parece-me) está a fazer um bom trabalho no SC Braga, depois da época excepcional do Domingos. Uma semelhança ao que aconteceu no FC Porto. Só que nós tivemos que recorrer à “prata da casa” e a Vítor Pereira…
Eu não gosto do Vítor Pereira. Não gosto da forma como treina a equipa, mas principalmente não gosto das suas invenções tácticas nem gosto de não ter empatia com os jogadores.
Também não gosto de não ter tido a oportunidade para ver o jogo contra a Académica. É por isso que escrevo este post, desafiado pelo Miguel, com os dois empates e a derrota na Rússia ainda bem presentes.
Não gosto da forma como Vítor Pereira e a sua equipa técnica treinam o meu FC Porto porque acho que há jogadores em baixo rendimento de forma, o que é uma responsabilidade sua. Isso é nítido no Álvaro Pereira, no Varela e no Hulk – três jogadores que foram fundamentais na conquista do campeonato passado.
Não gosto das suas invenções tácticas porque, por exemplo, no jogo contra o CD Feirense, em vez de ter colocado o Walter e ter retirado um médio, optou por retirar o Kléber (!!) e o Cristián Rodríguez – que até estavam a fazer um jogo razoável e colocar em campo o Varela e o Defour. Ou seja: terminámos o jogo com seis (!) médios e nenhuma referência na área. Sobre as invenções contra o [5lb] e o contra o Zenit, o Miguel já as explicou e bem melhor do que eu.
Também não gosto que Vítor Pereira não crie empatia com os jogadores, pois não me parece que alguns jogadores do plantel estejam motivados para jogar com a camisola do FC Porto. Um exemplo, para além do do Varela e que é mais flagrante: o Álvaro Pereira. Queria jogar por um outro emblema azul mas com uma pronúncia mais carregada “you know; não aconteceu e agora até viu o contrato prolongado até 2016. Ou seja: só tem que suar a camisola! Se não quer ficar e como disse o Miguel ao jantar, «a porta da rua é a serventia da casa».
Esta é a minha opinião.
Espero (que para nosso) bem que Vítor Pereira mude de atitude e que o rendimento da equipa melhore, para que ainda nos consiga dar a alegria de muitas vitórias, principalmente a de uma boa carreira na Champions (pelo menos os quartos-de-final) e a conquista do bicampeonato.
Isso sim, é que era! Seria engraçado poder rir por último dos meus amigos benfiquistas! Já disse que me estão a meter cá um nojo?
Vitória, vitória, acabou-se a história! 🙂
»
ps:
o Tomo II agradece ao Afonso mais esta prestimosa colaboração.
convém relembrar que o Afonso é um miúdo indefectível das cores portistas «a caminho dos doze anos» 😉
Anúncios

nova "posta de pescada"® do Afonso

© Miguel Lima | Tomo II
«

Kléber e Falcao

Ambos são bons jogadores, nas suas posições, e jogam muito bem.
Pelo que vi do Kléber fiquei impressionado. O Kléber é um grande jogador e diferente do Falcao, porque tem características diferentes deste último; por exemplo bem mais alto, joga bem de cabeça, sabe que o que tem de fazer dentro de campo, está sempre “na hora do golo”. O Kléber, como ponta-de-lança, tem um bom remate e é muito rápido. Deixou-me muito impressionado na apresentação aos sócios.

O Falcao é um jogador que, desde que o vejo no Estádio do Dragão, tem que ter a companhia de outro jogador para o apoiar, principalmente nas suas transições ofensivas – para o chamado “toca-e-foge” ou 2 para 1. Como também não tem a “força” de um Hulk, não consegue jogar sozinho na frente de ataque.  Apesar de ser dos mais baixos do plantel, tem uma enorme impulsão, sendo letal no jogo aéreo. É por isso que o considero muito bom jogador e um dos melhores avançados que já passaram pelo FC Porto e actualmente um dos melhores do Mundo. E que gostaria que ficasse (pelo menos) mais uma época como dragão.

O treinador Vítor Pereira vai ter boas dores de cabeça para escolher o futuro titular da frente de ataque do FC Porto. E ambos os jogadores vão ter que trabalhar imenso para ganhar a titularidade.

»

ps:
o Tomo II agradece ao Afonso mais esta sua prestimosa colaboração.

o puto maravilha volta a fazer das suas

caríssima(o),
primeiro foi no blogue do prezado Dragão Vila Pouca, com uma análise ao encontro FC Porto vs. Naval 1º de Maio, em Janeiro último, e que, segundo rezam as crónicas, teve algum impacto.
porque gostou do mediatismo, eis que o Afonso “volta a atacar”, desta feita com uma análise ao encontro do último Domingo, referente à apresentação do nosso FC Porto à massa adepta.
espero que a leitura seja do teu agrado. e que mereça a tua reacção, também! 😉
«
desfrutar o  jogo

Este Domingo fui ao Dragão com o Miguel. Quando chegámos ao Estádio do Dragão estava um mar de gente sem fim. O colorido das bancadas, animadas pelos SuperDragões e pelo Colectivo, fazia perspectivar uma boa casa. Não nos enganámos! Fomos mais de quarenta mil a puxar pelo FC Porto! Um espectáculo!

Gostei do espectáculo de apresentação do FC Porto. Destaco a dança do dragão – porque foi interessante o que prepararam, com todos aqueles movimentos e homens às cavaluchas e tudo! – e da maneira como os jogadores do plantel foram apresentados – porque pensei que entrariam vindos directamente do balneário.
Também adorei ver as taças das competições internacionais ganhas pelo FC Porto. Tive vontade de as agarrar. Quanta inveja das raparigas…
Achei engraçada a entrada dos adeptos para verem ao vivo e no relvado, a apresentação dos jogadores e que estes tivessem entregue as suas camisolas aos adeptos. Só não gostei de não ter conseguido uma só, apesar de ter estado quase, quase…

Antes da partida, o Miguel deu-me algumas  informações sobre o Peñarol. Eu não sabia de onde era [Uruguai], nem porque tinha sido convidado. Logo à noite vou ver no Youtube© o vídeo sobre a final de Tóquio. É uma espécie de TPC que o Miguel me marcou. 
A primeira parte do jogo contra o Peñarol começou numa toada calma e com o FC Porto a trocar a bola entre todos os seus jogadores. O jogo animou com a inauguração do marcador, logo aos 9′, por Kléber. A partir do golo, acho que as equipas partiram para um treino animado, onde o FC Porto teve mais oportunidades do que o Peñarol – que, para mim, foram um bando de mancos e de caceteiros.

O momento da primeira parte aconteceu aos 22′, com o Helton. Pensei que ele ia aliviar uma bola que foi parar à defesa, ams o jogador adversário pressionou-o. O Helton protegeu a bola de uma maneira muito cómica, virando-lhe o traseiro. Entretanto, outro jogador adversário veio ajudar o primeiro, [e enquanto o guarda-redes brasileiro] puxava a bola para a linha lateral. O Helton atrapalhou-se um pouco mas conseguiu fazer um passe entre os dois jogadores, quando acho que nem ele acreditava. Foi um momento espectacular! Ri-me a bom rir! Ainda bem que ele “inventou” num “jogo a feijões”; se fosse numa partida oficial, como a Champions, já não gostava nada!

Já não me recordo bem do final da primeira parte, pois foi uma seca – excepto aquele golo escandalosamente perdido pelo Ruben Micael. Nessa altura, virei-me para o Miguel e disse-lhe que, a perder golos assim, o Ruben Micael ainda vai rodar para o Nacional e o Castro fica no FC Porto!

Na segunda parte continuou o domínio do FC Porto, com muita posse de bola e uma forte pressão sobre o adversário – que era imediata quando perdíamos a bola e começava logo na defesa contrária. Foi também por isso que gostei da entrada do Otamendi. Gosto muito dele como central porque é impecável na marcação, é um “falso-lento”, um “bombeiro de serviço”, bom de cabeça (apesar da baixa estatura) e parece que dá outra vida ao jogo do FC Porto.

Quando entrou o Walter, percebi logo que o marcador não ia ficar por ali [estava 2-0, para o FC Porto]. e a verdade é que o brasileiro, em 5′ apenas, “molhou a sopa”, num lance à matador e como disse ao Miguel que ia acontecer. Foi nesse momento que um senhor, que estava à nossa frente, sorriu para mim e me deu os parabéns por ter acertado.

Já quando entrou o “crista de galo” Kelvin pensei que era mais um miudito para emprestar. Mas quando vi o seu toque de bola fiquei impressionado! O lance do terceiro golo e a forma como o construiu deixou-me “água na boca”! Com apenas dezoito anos e muito para aprender, deu uma “roscada” em dois defesas, o que não está ao alcance de qualquer um; tem um drible de craque; desempenhou bem a função de médio ofensivo, como um falso-criativo e é rapidíssimo com a bola, mostrando sempre que sabe o que vai fazer a seguir.

O jogador que mais gostei de ver foi do Kléber. Quando via os jogos do Marítimo já achava que ele era muito bom jogador: raçudo, com garra, bom posicionamento (para receber a bola), tem técnica e não pede licença a ninguém para chutar à baliza. Enquanto esteve em campo manteve sempre alerta a defesa do Peñarol.

Não gostei e não fiquei impressionado com o Hulk. Não emprestou nada de especial ao jogo. Já lhe vi jogos muito melhores, em que arranca e ninguém o apanha. Acho que tem mais futebol para dar.
Também acho que o Djalma e o Christian são jogadores medianos e com muita concorrência para as suas posições, pelo que deveriam ser emprestados para melhorar, pois não estou a ver que tenham lugar neste FC Porto.

Por último, uma palavrinha para o árbitro.
Deveria escrever no relatório de jogo:

«
Roubei dois penalties claros ao FC Porto e não peço desculpa porque assinalei um outro que era duvidoso.
Os cartões vermelhos que deveria ter mostrado ficaram no bolso – principalmente no lance do penalty não assinalado sobre o Hulk (pois este seguia isolado para a baliza) e numa falta sobre o Castro (na sua jogada do jogo).
Compreendam a minha situação: sou benfiquista desde pequenino!
»

Ah! Já me esquecia! Tive pena de não ter estado com o sr. Vila Pouca e com o sr. Jorge [administrador do “Porta19“]. Para eles, um abraço. Espero por um próximo convite do Miguel para ir ao estádio e estar com vocês!
»
ps: o Afonso passou para o sétimo ano de escolaridade e desde o primeiro ano que tem 5 (cinco) a Português, tendo sido um dos melhores alunos da escola que frequentou àquela disciplina.
beijinhos e abraços (criativos)!

e Muito Obrigado! pela tua visita 🙂