dragão de ouro: "Z"

© google

caríssima(o),

a primeira vez que ouvi falar do espaço em causa foi no III Encontro da bluegosfera, pela voz do Jorge do “Porta19”.
«vais ver que vais gostar!», afirmou, convicto. como não trajava uma cor demasiado verde, a invés do que sucedeu na segunda edição daqueles encontros que recomendo!, já agora , resolvi dar-lhe o benefício da dúvida.

com o início de uma nova temporada, em Agosto de 2014, lá resolvi espreitar o novel estaminé da bluegosfera. o primeiro impacto foi deveras positivo: também havia cinéfilos por lá. t-o-p!
depois, da dupla que o constitui, surpreendeu-me o gajo da escolha da consoante para nick de blogger. escreve bem, o puto!, pensei para com os botões da t-shirt que envergava na altura e que não era verde, como a do Jorge. este pormenor pode parecer despiciendo, mas fez toda a diferença, porque fiquei cliente! e refiro-me à Qualidade dos textos obviamente.

assim sendo e sem mais delongas, na rubrica “binte perguntas a… os “dragões de ouro” deste espaço de discussão pública  o ilustre convidado deste mês é o caríssimo Z, José Pedro de seu nome de baptismo. 

faço votos sinceros para que também desfrutes desta minha alegria em poder partilhar contigo alguns dos seus pensamentos sobre o quotidiano azul-e-branco e que, como eu, te deixes surpreender com alguns dos factos contidos na entrevista que se segue, a qual tem muito, mas mesmo muito sumo.
é logo a seguir ao «gosto» do “faceboKas®, em «ler mais» 😉
por último e não menos importante:

Z todo o gosto nesta entrevista foi meu, pois também me ajudou a ultrapassar uma fase difícil da minha (ainda) curta existência.
as tuas palavras elogiosas (que retribuo, em triplo) foram uma importantíssima injecção de Moral e do elevar da minha auto-estima, como não conseguirás supor.

estarei sempre grato por tal para contigo!

abr@ço forte!
Miguel | Tomo II

© Tomo II

binte perguntas a… Z

I. dados biográficos (gerais)

nome: Z” | José Pedro

data de nascimento (mês, ano): Novembro de 1986

signo do Zoodíaco: escorpião

naturalidade (Freguesia, Concelho, Distrito)
S. Nicolau (“RiBeira”, car@go!) (Porto


residência (Concelho, Distrito):
permanecerá ‘our little secret‘, ok? (Porto)

área de actividade profissional:
fisioterapia

estado civil: 
vivendo no pecado (com uma lampiona)

nr. de rebentos: zero 

II. entrevista

1. ainda te lembras da primeira vez que entraste num estádio de futebol? e, já agora: qual foi o estádio, quando foi (basta o ano), que equipas jogaram e qual o resultado final?
A primeira vez que fui a um estádio, foi ao Estádio das Antas.
Tenho a certeza de ter ido, nessa primeira vez, com os meus avós paternos, mas a recordação que tenho do jogo é muito ténue… Nem me lembro do dia, nem do adversário; só me lembro de ver a minha Avó a tricotar, nervosíssima e o meu Avô a acender cigarros, uns atrás dos outros…
O primeiro jogo de que me recordo com clareza foi um FC Porto vs. 5lb e que ficou 3-3, em Agosto de 1993, já na companhia dos meus companheiros de luta (avós maternos). Recordo-me que, abaixo de nós, estava uma família inteira de benfiquistas, e que todos chegámos ao fim do jogo sem ferimentos…

2. qual a primeira recordação – a mais imediata – da primeira vez que te recordas de “estar”, de “sentir o pulsar da turbe” no saudoso Estádio das Antas? justifica a tua resposta.
Bolas, aqui matas-me…
Tenho de registar três momentos:
» FC Porto 2-1 Real Madrid, em Outubro de 1999. Toda a gente (mas toda a gente, mesmo!) de pé nos últimos 5 minutos. Incrível!
» o FC Porto 3-1 5lb, na era Vale e Azevedo, que calhou no dia do meu aniversário. Pela primeira vez o meu avô permitiu-me o uso de impropérios, e acho que fiquei com nódulos nas cordas vocais no final do jogo.
» o FC Porto 4-1 Lázio, em Outubro de 2003. Foi o melhor jogo que alguma vez vi o FC Porto fazer em casa (ainda melhor do que os 5-0 ao 5lb). Foi um dia incrível, em que variadíssimas coisas me correram mal, e em que decidi ir para o Estádio protegido por uma parka bem fininha (acho que até granizo caiu nesse jogo)… Ao intervalo tive de me beliscar para saber se aquilo não era um sonho… Exibição perfeita, domínio total, banho de bola, contra uma equipa recheada de estrelas. Inesquecível! E chegar a casa encharcado até aos to…rnozelos até soube bem!  😀

3. uma pergunta que se impõe (e que será quase recorrente nesta rubrica):
concordaste com a demolição do Estádio das Antas? porquê?
Mentiria se dissesse que sinto pelo Estádio do Dragão sequer 0.001% do que senti (e sinto!) pelas Antas. 
Falando de forma realista, parece-me claro que tal obra era absolutamente necessária e que não seria viável não demolir o Estádio das Antas no processo. Precisávamos de uma casa nova, com melhores condições, ao nível daquilo que de melhor há na Europa (ou até melhor)
Custou muito, ainda aperta muito a saudade daquela que será sempre a nossa verdadeira casa, mas terei de concordar com a demolição.


4. à data desta entrevista [Dezembro de 2014], qual foi o melhor desafio de futebol que assististe “ao vivo e a cores” e que nunca esquecerás? porquê?
[não contam para esta estatística as partidas televisionadas, ok?] 

O tal FC Porto vs. Lázio.

Desculpa repetir-me, mas esse foi mesmo o melhor jogo de que me recordo (e mesmo se contassem os televisionados). Foi uma exibição perfeita, num jogo que até começou com um golo a seco dos italianos, contra uma equipa cheia de grandes jogadores, de veterania, de Qualidade, que poderia ter chegado ao intervalo com um resultado histórico. Foi das maiores lições tácticas de Mourinho durante o seu tempo por cá…

5. no decurso das perguntas anteriores e no teu entendimento, consideras que a celebérrima «mística» do nosso Clube do coração ainda existe ou, pelo contrário, está a ser substituída subtilmente pelas “pipocas” e pelos adeptos do «FC Festas»? e o que é para ti «ser Porto»?
desenvolve a tua resposta, por favor. os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão 😀
Ora bem, essa é sem dúvida uma questão muito pertinente.
O meu portismo deve-se em muito ao meu Avô materno.
Atenção que venho duma família 100% portista, mas foi o meu Avô que sempre me puxou mais para as idas ao Estádio… das Antas, que fazíamos sempre a pé, o que dava para aí cerca de 40 minutos de conversa (para lá e para cá). As lições de vida que desta relação retirei (e retiro) são de um valor incalculável, e o meu portismo foi todo moldado por esta relação.
Para o meu Avô, o FC Porto está sempre à frente de tudo: dos jogadores, dos treinadores, dos dirigentes, do Presidente, dos adeptos. Ele aprendeu a ser FC Porto num tempo diferente, em que “Vencer, nem sempre era o nosso destino®… Passou, como muitos dos seus contemporâneos, por anos e anos de seca de títulos; por arbitragens sempre tendenciosas em nosso desfavor (principalmente para lá da Ponte); por épocas em que o FC Porto era um «clube simpático» cá do Norte (porque não punha em causa o domínio dos clubes de Lisboa), e em que a nossa mediania era quase aceite como uma fatalidade. Isto deu-lhe uma bagagem incrível, que ele sempre se esforçou por me passar  penso que com algum sucesso.

Antes de mais, para mim, que sou natural da Ribeira, ser FC Porto é um sentimento de pertença muito forte a uma Cidade e a um Clube que, não tenho quaisquer dúvidas, estão unidos.
ser FC Porto é também amar incondicionalmente o Clube, faça chuva ou sol, jogue bem ou mal, ganhe ou perca, tenha camisolas bonitas ou feias, jogadores portugueses ou estrangeiros.
ser FC Porto é ter orgulho no símbolo bordado nas camisolas, em qualquer lado e ocasião, mas especialmente quando as coisas correm mal. Porque ser FC Porto é, também, nunca abandonar, nunca desistir.
Isto é, para mim, o ser FC Porto: é a nossa mística, e penso que há muito Boa gente que se mantém fiel ao ADN portista  como tu, o Jorge Vassalo, o dragão Vila Pouca, a Ana Andrade (“portista a cem por cento“), o Jorge Bertocchini, e absolutamente toda a malta do Bibó FC Porto, car@go!  para dar alguns exemplos.

Nos últimos anos, porém, há realmente um crescimento assustador dos tais adeptos da pipoca.
De repente, uma facção dos nossos adeptos como que aburguesou-se, porque nos habituámos às vitórias como se elas caíssem do céu, como se não fosse preciso muito trabalho para as conquistar. Tornou-se mais “fixe” gozar com os nossos rivais, ao invés de celebrar as nossas vitórias. De repente, todos os jogadores têm de jogar como o Deco, ou são uma merda; todos os treinadores têm de ter o sucesso do Mourinho, ou são umas abéculas… Se tal não acontecer vencer e vencer e vencer , até ao melhor Presidente de todos os tempos passam atestados de incompetência.
Confunde-se isso com a cultura de exigência mas eu chamo-lhe estupidez. O FC Porto tem obrigação de ganhar sempre? Não! Ao invés, tem obrigação de lutar sempre! para ganhar.
Convém recordar que, do outro lado, também há adversários, com as suas armas, que lutam da mesma forma. Se conseguirmos ganhar sempre, melhor! Mas, se não der, o clube acaba?! Deixa de ser o nosso orgulho?!
Deixa-me doente esta atitude novo-riquista, que é demasiado insultuosa para com todos aqueles que tornaram o nosso clube naquilo que hoje é porque o FC Porto não existe só após Pinto da Costa e Pedroto, que passaram as putas das passas do Algarve para sobreviver a tempos bem duros.

Enquanto houver portistas como nós, penso que a nossa mística nunca se apagará; mas não duvido que os adeptos da pipoca são uma realidade, que enfraquece um pouco a nossa maior força: a resiliência.


6. se tivesses poder na estrutura do nosso Clube do Coração, o que farias para internacionalizar (ainda mais) a marca “Futebol Clube do Porto”?
refere (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares) e em que os três b’s se apliquem (bom, barato e bantajoso), por favor.
É muito difícil, para mim um simples trabalhador da área da Saúde , conseguir pensar, em termos estratégicos, em algo tão importante ou complexo… Mas, mesmo assim, dou-te a minha visão sobre o assunto.
No meu entender, a internacionalização da marca dá-se através de vitórias internacionais. Se hoje somos reconhecidos em vários cantos do Mundo, é porque houve Basileia, Viena, Tóquio, Amesterdão, SevilhaManchester, Gelsenkirschen, Yokohama, Dublin. Para mim a maior marca que um clube pode ter é essa.
Depois, digo-te com toda a franqueza, que prefiro um FC Porto como sempre conheci: fiel aos seus princípios, trabalhador, humilde, combativo. Não precisamos de ter adeptos em Kuala Lumpur para nos fazermos notar!

7. esta pergunta também será recorrente nesta rubrica, pela sua pertinência:
tendo em consideração os climas eleitorais nos clubes (ditos) «grandes» lá para os lados da Segunda Circular, e tendo presente todas as “peripécias” em torno das últimas eleições presidenciais para o spórtém e para o 5lb, pergunto-te:
temes que o mesmo possa acontecer quando Pinto da Costa abdicar de concorrer à presidência do nosso clube? porquê? sustenta a tua resposta com três razões e/ou factores principais?
Muito honestamente, temo que haja algum caos em torno da substituição de Pinto da Costa.
Penso que tudo dependerá do momento escolhido para tal – até porque temos uma base de estabilidade directiva insuperavelmente maior do que a dos nossos rivais. Deduzo que, se a sua saída se der após uma época positiva, tudo será melhor.

Mas, aponto-te alguns factores que me parecem pertinentes:
» cairmos no erro de querer à força um novo Pinto da Costa. Tal não existe, nem existirá. Nunca! Pinto [sic] final.
» Pinto da Costa deixa um legado absolutamente inigualável, e não será fácil para, venha quem vier a seguir, lidar com esse peso, da mesma forma que um jogador que vem substituir um ídolo da massa adepta quase nunca o consegue fazer de imediato e sem contestação.
Como a nossa massa adepta é um pouco volátil, entraremos num período importantíssimo no que concerne ao futuro a médio/longo prazo. Assim, será fundamental haver uma estabilidade muito forte para que não entremos nos extremismos dos nossos rivais: aqueles de fazer rolar cabeças à mínima situação negativa.
Não sendo um presidente, dou-te o exemplo de Sir Alex Ferguson que, antes de deixar o pesado legado que deixou em Manchester, passou por 9 (n-o-v-e) longos e penosos anos com pouco que mostrar.
» os jogos de bastidores também me preocupam muito.
Uma das coisas boas da nossa estrutura ao longo destes anos tem sido (sempre!) a capacidade de se escudar e de trancar portas (por vezes até de mais) quando as coisas estão mais conturbadas.
Sendo assim, escapa-nos um pouco qual(ais) a(s) aliança(s) que decerto há entre pessoas com maior ou menor peso dentro da estrutura directiva, e de outros que por aí pululam (com ou sem relação directa com o clube).
Não te sei dar exemplos concretos, mas não tenho dúvidas de que há movimentações dessas (mesmo no nosso FC Porto), e que até as ligações mais obscuras e alguma conivência até, com certos elementos das claques, me deixam com um aperto no coração.

8. olhemos para o actual “estado de graça” e sobre o quotidiano do nosso Clube do “coraçom”, e tendo presente as tuas expectativas para a presente época 2014/2015 (que são as de qualquer portista dos quatro costados que se preze):
como avalias a qualidade do nosso plantel principal de futebol? por exemplo, consideras que existem lacunas? quais são elas (a existir)? e quais são as suas principais virtudes? quem é a estrela mais cintilante?
justifica as tuas respostas.
Em termos de qualidade individual, teremos um dos plantéis mais ricos dos últimos anos entendendo por plantel o conjunto de todos os jogadores e não só os titulares (se é que esse conceito existe com Lopetegui).
Se analisarmos sector por sector, terei de dizer que a baliza (sem Hélton) e o centro da defesa são os sectores que têm maiores lacunas. Fabiano não me convence (principalmente fora dos postes) e de Andrés não posso dizer muita coisa. No centro da defesa, destaco a bela surpresa que tem sido Martins Indi (com tudo para se tornar um dos nossos “patrões”, aos… 22 anos?) e que até mesmo Marcano transmite segurança. Maicon continua com a bipolaridade do costume, o que já começa a irritar, e Reyes é uma enorme incógnita. Falta(va)-nos ali um central, com boa capacidade de sair com a bola nos pés e de cabeça levantada, mais calejado para fazer dupla com Indi. Pode ser Ricardo Carvalho, please? 😀

Não sendo um crítico de ter muita juventude num plantel (pelo contrário), acho que isso, num ou noutro jogo, pode fazer a diferença pela negativa, porque também sou desportista e percebo perfeitamente que a matreirice da veterania pode fazer milagres, em certos momentos.
Considero também que em termos de mentalidade, temos um plantel muito forte. Já conseguimos recuperar de situações desfavoráveis bastantes vezes durante esta época, e nota-se que nunca a equipa perdeu pontos por falta de vontade; ou seja, nota-se espírito de combate, de resiliência.

Dos novos, destaco Rúben Neves, pela surpresa de ver um menino de 17 anos com tanta Qualidade, sem sequer passar pelos juniores A ou equipa B, e com uma postura em campo tão madura.
Brahimi, um jogador com uma técnica fantástica, capacidade de retenção de bola muito acima da média e sempre “ligado à corrente”, também merece uma menção.
Mas, num patamar bem acima, tenho de colocar Óliver. Miguel, eu acho mesmo que Óliver vai ser um jogador memorável do Futebol Mundial. É tão bom em tantos aspectos de jogo, aos 19 anos, que nem consigo sequer encontrar palavras que lhe façam justiça.
Dos antigos, destaco Danilo  que surge completamente transfigurado (mérito de Lopetegui) e que ganha força para se tornar num lateral direito de referência , e Jackson  um jogador completíssimo, inteligente, tecnicista, com espírito colectivo, e que só precisava de melhorar a eficácia na finalização (sim, eu sei que é o melhor marcador, mas falha demasiados golos) e… o falar demais em saídas, e em empresários, e essas merd@s.


9. aprofundemos ainda mais a questão anterior e façamos um exercício “’tipo’: suponhamos que…”.
suponhamos que eras o treinador principal do clube (‘you wish!😀) e que a SAD te “impunha” um orçamento de 100M€ (cem milhões de euros) para o plantel, cuja base é o actual, à data desta entrevista [Dezembro de 2014].
o exercício que te proponho é a tua reformulação do plantel e se considerares que tal é necessário.
deixo-te uma recomendação: que (i) não te esqueças das expectativas individuais dos jogadores e/ou dos seus empresários, (ii) dos jogadores do clube sob empréstimo e (iii) da existência da equipa B.
desenvolve a tua resposta, por favor. os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão.
Não sendo um conhecedor profundo do Futebol Mundial, seria errado da minha parte achar que conseguia encontrar jogadores do outro mundo ou até mesmo avaliar o seu potencial.
Fazendo de conta que isto é o Football Manager  o mais próximo que alguma vez estarei de ser um manager no Futebol , penso que não perderia a cabeça com muita coisa.
Provavelmente deixaria sair Maicon, Herrera e Fabiano. Não me convencem (apesar de não achar Herrera tão péssimo como o pintam).
Há por aí um central que me enche as medidas, de seu nome João Afonso (do Vitória SC) que gostava de ver cá. Também aprecio as características de jogadores como André André, Ivo Rodrigues, Rafa, André Silva, Diego Lopes (Rio Ave)… Como vês, tudo gente baratinha e muito jovem, já a pensar nos próximos anos!
Não tendo Helton a 100%, procuraria um guarda-redes, mas não te consigo dar um exemplo concreto, porque não me recordo de nenhum.
Como já o referi, iria buscar o Ricardo Carvalho (velhos são os trapos) ou faria regressar o Otamendi, para fazer dupla com o Indi.
E, raism’a f*d@m se não ia levar o pequeno-almoço à cama do Óliver todas as manhãs, até o convencer a ficar por cá até ao fim da carreira.
Também queria muito ter o Jesualdo Ferreira como responsável, não só pela equipa B, mas de todo o futebol jovem (adiciona mais uns pequenos-almoços levados ao Jesualdo e à tia Zulmira, para o convencer a aceitar o desafio).
Ainda ficava com um dinheirito em caixa, não? Olha, que servisse para não passarmos por apertos financeiros nos próximos anos.

10. decorrente da pergunta anterior, o projecto da nossa equipa B tem pernas para andar ou será um “flop”? qual o teu prognóstico? justifica a tua resposta.
Penso que as equipas B (ou de reservas) são de extrema importância para todos os clubes.
Faz todo o sentido haver uma ponte entre um plantel júnior e um plantel sénior, sem que isso implique que os jogadores tenham todos de rumar ao Cabeceirense FC por 2 épocas, para ganhar calo.
Faz-lhes bem estar debaixo da nossa asa, sempre com uma expectativa de trabalhar com a equipa principal, que deverá ser o grande objectivo de todos aqueles rapazes. Depois, poderá ser uma boa porta de entrada e de adaptação, para as jovens promessas que encontremos por esse Mundo fora, através do trabalho de scouting.
Poder-se-à dizer que a pressão competitiva não é a mesma (porque não podem subir de divisão ou qualificar-se para a Champions) mas é sempre preferível do que irem parar às mãos de um qualquer Gil Vicente, comandado por um mentecapto como um Mota qualquer…

Mas, é claro que o nosso projecto B tem algumas coisas que me custam a entender.
Por exemplo [e à data desta entrevista, em Dezembro de 2014], não deveria estar tão exposto aos apetites empresariais. Dou como o exemplo claríssimo da não-utilização de Rafa (um jovem lateral-esquerdo com um potencial incrível) em detrimento de Kayembe, para explicar o meu ponto de vista.
Também não aprecio muito Luís Castro (atenção, falo apenas das suas características como treinador, porque tenho um enorme respeito pela pessoa em questão), e gostava de ter alguém diferente à frente dos miúdos. Por isso, na questão de cima [09.], dizia que gostava de ter Jesualdo Ferreira à frente de um projecto destes, com a capacidade de corrigir, de melhorar, de trabalhar os aspectos individuais/colectivos dos mais novos. Recordo o trabalho fabuloso que ele fez com o Hulk, com o Falcao, com o Varela, com o Bruno Alves, com o Pepe (que explodiu a sério na primeira época de Jesualdo à frente dos nossos destinos), com o Lisandro, com o Lucho, e até mesmo com o Tarik, com o Cissokho e com o Álvaro Pereira, para defender a minha tese.
E, ao fim e ao cabo, os rapazes precisam é de ter alguém que os ensine, que os corrija, que lhes exija sempre mais, e que se saiba ir dando algumas oportunidades a quem merece e quando fazem por o merecer.
Relembro que foi com base (quase exclusiva) na formação que Pep Guardiola construiu uma das melhores máquinas de futebol que já vi… Ou alguém conhecia Pedros, Piqués ou Busquets antes de singrarem na equipa principal do Barça?!

11. face aos acontecimentos mais recentes – vide as rubricas “lampionagens” e “calimerolândia” -, achas que é uma “teoria da constipação”® ou os clubes da Segunda Circular têm mesmo uma política de justiça e de (im)parcialidade diferente dos demais adversários na Liga? ou somos nós que conseguimos melhor “fruta” e mais “quinhentinhos” do que os outros, os ditos «impolutos»?
no teu entendimento, qual(ais) a(s) razão(ões) para que tal esteja a acontecer (se é que está…)?
Antes de mais, deixa-me dizer-te que não tenho problemas nenhuns em assumir que todos os clubes, dos diferentes campeonatos de futebol, tentam ganhar vantagem em jogadas de bastidores e em pressões sobre os árbitros; e que, no final, os três grandes são sempre mais beneficiados (ou menos prejudicados) do que todos os restantes.
Sendo assim, no final duma época, decerto um Nacional da Madeira, uma Académica, ou um Belenenses, terão muito mais razões de queixa do que qualquer um dos três de cima.

Posto isto, não tenho quaisquer dúvidas de que este ano, com um 5lb possuidor dum plantel mais limitado, um FC Porto a anos-luz do que foi na última época e um spórtém sempre minado e frágil por dentro, as arbitragens que têm surgido nos nossos jogos em comparação com as nos jogos do 5lb não têm sido por acaso…
Há muito tempo que o 5lb não se encontrava tão próximo de conquistar um bi-campeonato (com algum mérito de Jesus, que considero um bom treinador) pelo que, este ano, tem mesmo de ser.
Como tal, não me surpreende e aponto essa como a principal razão para tal facto. Se acontecesse em 2 ou 3 jogos, poder-se-ia considerar normal; mas tem sido quase anedótico o que se tem passado.

Depois temos o peso que esses erros têm para os clubes em questão (e até incluo o spórtém na análise, mas só porque os incluíste no enunciado).
O que possa acontecer contra o spórtém fará sempre parte de uma conspiração internacional, envolvendo até FBI e CIA, para que não deixem o clube-mais-eclético-do-Mundo-da-Europa-e-quiçá-de-Portugal conquistar títulos. já são 30 anos de conspirações… O que possa acontecer a favor é a reposição da Justiça, porque eles até têm um crédito de prejuízos muito extenso.

O que possa acontecer contra o 5lb será sempre culpa do Pinto da Costa.
Se o Bieira apanha gripe, é culpa de Pinto da Costa. Se perdem com o Zenit… culpa do Pinto da Costa. A águia foge do antro de Carnide? Pinto da Costa. Perdem um campeonato? Culpa do Pinto da Costa. Perdem no futsal? Adivinharam: Pinto da Costa.
Nunca houve calabotes, nem anos e anos de favorecimento às equipas deles… Não houve nada disso, é tudo uma invenção nossa. Aliás, acho que pensam que o Calabote nem existiu, vê lá tu!
Favorecimentos ao 5lb… Mas há disso?! Nãããã… Erros honestos (ou «humanos») dos árbitros!

Nós, que temos tido 30 anos de melhores equipas, de melhores treinadores, de melhores dirigentes, de melhores tratadores de relva, de melhores… tudo, somos sempre o alvo a abater, a equipa do sistema, a das escutas e por aí fora.
Nunca somos prejudicados, nunca somos sérios nas análises; quanto muito, os árbitros também são muito honestos quando erram contra nós. Um azar, é o que é!
Isto numa equipa que foi a mais esventrada por processos sumaríssimos no decorrer de uma só época (2004/2005); que teve um castigo inédito a um jogador porque quebrou o maxilar àquele cabrão do menino doiro, por trocas de agressões; que se viu privada de dois jogadores (Hulk e Sapunaru), durante meia temporada, numa punição sem precedentes (e de certeza que não terá qualquer antecedente) no futebol português, quiçá de grande parte da Europa também; que se viu impedida de jogar no seu estádio, durante meses (1992/1993), porque se atirou uma tocha luminosa para o relvado  algo que nunca aconteceu em mais nenhum estádio, não é?…
Enfim, poderia estar aqui durante algumas horas…

Concluo com o seguinte: incomodam-me muito as más arbitragens e os erros constantes. Mas, incomoda-me mil vezes mais a forma abjecta como se trata o nosso FC Porto em praça pública e como se assobia para o lado quando se trata do 5lb ou do spórtém. Há sempre – sempre! –, dois pesos e duas medidas. e nunca – nunca! – é a nosso favor…


12. uma pergunta (muito) directa: qual a tua opinião sobre o novo sítio oficial do FC Porto (no geral)?
costumas consultá-lo com regularidade? e o que achas da fidedignidade/actualidade dos seus conteúdos? É mesmo novo ou é igual ao anterior, somente com uma nova “roupagem” / ‘lifting’ / grafismo?
Sou-te sincero: devo ter consultado o site (independentemente da versão) um par de vezes.
Não tenho dados concretos para te poder dar uma resposta a essa questão.

13. decorrente da pergunta anterior, pergunto-te se concordas com a actual política de Comunicação do FC Porto (sobretudo para o “exterior”) – nomeadamente com a aquisição do “Porto Canal”? porquê? e o que mudarias (a haver mudanças, na tua opinião)?
A política de comunicação do nosso FC Porto raramente foi muito virada para o Exterior, pelo menos desde que me recordo.
Sinceramente não quereria ser adepto de um clube que estivesse constantemente a vir a público manifestar-se sobre muitos assuntos; sou da opinião que o Clube deve ser sempre gerido de e por dentro, para que toda a Estrutura esteja bem blindada, e protegendo os jogadores em primeiro lugar.
Obviamente que concordo que há um ensurdecedor e incompreensível silêncio de todos, no decorrer desta época. E penso que uma ou outra intervenção de alguém com o dom da palavra, nas alturas certas, chegaria para acalmar as voláteis e inquietas cabecinhas da nossa massa adepta.
Pessoalmente orgulho-me de não ter gente associada ao meu clube que faça as figurinhas de um burro do Carvalho, de um Jesus, ou de um Bieira. E de não ter um canal de conteúdo e qualidade anedóticos como os canis das agremiações da Segunda Circular.

Agora, confesso-te que, há já algum tempo, deixei de ver TV quase por completo retiro os jogos do nosso FC Porto da equação e que admito que nem sequer o Porto Canal eu vejo, pelas suas fraca qualidade de programação/grelha, pelos fracos profissionais e porque sinto-me tratado como um cão hipnotizado diante de uma bola de ténis.
Como prezo muito as minhas sanidade e inteligência, tomei essa decisão. E dediquei-me aos blogues (principalmente como leitor muito assíduo), e a ser um geek de jogos de tabuleiro (com a companhia da minha adorável companheira lampiona).


14. enquanto um dos administradores do novel espaço de discussão pública nesse maravilhoso mundo que é a bluegosfera® – o fantástico “blue overlap” -, desde Abril de 2014, e no seguimento do ponto anterior, pergunto-te se concordas que a Direcção do clube deveria (também) dar mais visibilidade a este “mundo” (nada) silencioso e/ou oculto e/ou menos visível e/ou pouco mediático, que é a bluegosfera? em que sentido(s)?
refere (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares), por favor.
Antes de mais, deixa-me referir que o blogue que eu e o v.a.s.c.o. decidimos criar é uma pequena migalha, em termos de frequência, pertinência e Qualidade de posts, para que o possa colocar no mesmo patamar do teu espaço, do do Jorge Vassalo, do do Jorge (do “Porta19”), do do dragão Vila Pouca, do do José Correia, do da Ana Andrade, e por aí fora. Pessoalmente não passo um dia sem visitar-vos, porque tal seria passar um dia inteiro sem o meu FC Porto.
Penso que este maravilhoso mundo vale pela sua qualidade de conteúdo, pela inteligência e sagacidade dos escribas, pela pertinência das diferentes análises feitas e pela partilha (quase) sempre pacífica, moderada e respeitosa de opiniões.
Eu adorava que esse Mundo pudesse ser sempre só nosso (dos adeptos), e que pudéssemos ser nós a fazer a(s) escolha(s)  visitando, criticando, conversando, concordando com quem nós quiséssemos. Para mim, este Mundo continuaria assim, e preferiria que a Direcção tivesse a inteligência de tomar o pulso deste maravilhoso mundo bluegosférico atrás do ecrã dum computador (como eu faço).
Contudo, creio que seria um prémio merecidíssimo para qualquer um de vós, bloggers de referência, ver o vosso excelente trabalho destacado pelo nosso Clube quem sabe através da Revista Dragões (solicitando a colaboração para uma crónica de autor, a qual seria diferente em cada edição) ou até através de um dos programas do Porto Canal dedicado aos adeptos portistas.

15. qual a tua opinião sobre o actual “estado de alma” do nosso Clube em relação às modalidades (ditas) “amadoras” e em que está profissionalmente envolvido?
em concreto, o que te pergunto é se o trabalho desenvolvido terá Futuro, se está no bom caminho, se dará frutos, se os projectos têm solidez (a todos os níveis), ou se poderá haver outros exemplos com o que aconteceu à suspensão» do basquetebol sénior?
já sabes que estás à bontadinha 😀
Separemos águas, em primeiro lugar.

O desporto (dito) amador, em Portugal, com a forma como está organizado, terá muita dificuldade em evoluir muito mais do que já evoluiu.
Nas primeiras divisões de quase todas as modalidades temos entre 3 a 4 equipas verdadeiramente profissionais; e as restantes são de clubes formados por trabalhadores/jogadores e/ou estudantes/jogadores, que não dispõem de condições sequer parecidas às dos clubes profissionais. E se há algum clube que decide investir um pouco mais nesse capítulo e tornar-se maioritariamente profissional, é certo e sabido que não passará muito tempo até estar enterrado em dívidas.
Sendo assim, ou decidimos ser honestos e percebemos que nas modalidades (ditas) amadoras, em Portugal, não há espaço para a estruturação de um campeonato ou liga profissionais, e que vamos inevitavelmente perder Qualidade mas salvaguardamos essas mesmas modalidades, ou então continuamos assim, com 3 a 4 equipas a competir para o titulo e as restantes a competir para sobreviver.

O modelo do FC Porto, segundo sei, assenta na independência financeira e directiva de cada secção. Contudo, não só a nossa capacidade financeira é bastante inferior à dos nossos rivais (da Segunda Circular principalmente), como entramos em incumprimentos salariais vergonhosos e incompreensíveis num clube com a nossa grandeza, e de forma recorrente.
A meu ver, é fundamental e para cada modalidade, que principalmente FC Porto5lb e spórtém, possam competir de modo a poder atrair mais gente aos pavilhões, porque infelizmente o fenómeno desportivo, em Portugal, é significado de clubite aguda. mas penso que deveria haver um maior realismo na forma como as competições são pensadas, para não se criar um fosso tão grande entre esses 3 e os restantes.
Em termos de plano a longo prazo, confesso que não sou o maior fã do projecto Dragon Force, a qual encaro mais como uma máquina de Marketing, de fazer mais uns cobres do que realmente uma ferramenta para formar jovens jogadores.
Com tantos e bons clubes formadores na Região Norte, faria muito mais sentido termos uma formação base em cada modalidade, e andarmos atentos aos jovens de qualidade que por aí andam, procurando convencê-los a virem jogar para o FC Porto  tal e qual como acontecia quando eu era mais jovem, e no caso do andebol.
(Não sei bem o que se passou com o basquetebol, confesso, mas cheira-me a esturro a justificação dada pelos diferentes dirigentes, falando de «divergências com Mário Saldanha», na altura. Por muito que a Razão estivesse do nosso lado, não me pareceu tudo claro. Será muito mais uma questão financeira, a meu ver.)

Apesar de tudo isto, temos inúmeros títulos em todas as modalidades e, mais do que isso, o ambiente do Dragãozinho é de uma comunhão tão comovente e tão pura, que quero muito que as modalidades se mantenham durante muitos anos (com ou sem títulos).
Penso que as modalidades (ditas) amadoras são o melhor veículo de aproximação do Clube aos adeptos, nos dias de hoje.

16. sei que segues o Andebol com particular interesse, modalidade na qual até és atleta federado.
tendo em linha de conta o nosso Passado recente e (bastante) ganhador, o que te pergunto é: na tua opinião, a quem é que se deve a nossa mais recente hegemonia na modalidade em apreço? quem é/são o(s) principal(ais) responsável(eis) por algumas das nossas maiores alegrias?
Penso que uma das grandes vantagens do Andebol do FC Porto reside no facto de ter uma estrutura interna bastante sólida há já muitos anos; este factor parece-me uma condição essencial para que haja sucesso em qualquer modalidade (em qualquer área profissional, pensando bem).
Parece-me também muito importante realçar que a figura de proa da nossa estrutura do Andebol, o Prof. José Magalhães, é alguém que percebe muito da modalidade, que faz um trabalho excelente no recrutamento de jogadores e que sabe mover-se muito bem no universo andebolístico nacional (de forma subtil, acabo de afirmar que é um tipo com muuuuuita influência).

Recordo que, até ao célebre título de 1998/1999 (estive lá, no Américo de Sá… Incrível!), estivemos 30 (t-r-i-n-t-a) anos sem qualquer campeonato de andebol conquistado. Foi (literalmente) pelas mãos do Prof. Magalhães que ganhámos nessa época. De então para cá, o FC Porto soube organizar-se (principalmente ao nível do escalão sénior) e montou uma máquina muito bem oleada, sendo que esteve sempre na luta pelo título ou foi mesmo campeão.
Tivemos plantéis de nível europeu, outros bastante bons, mas houve sempre grande qualidade a nível de jogadores e de equipa técnica. Recordo que, um par de anos antes de Ljubomir Obradović, tivemos o conceituadíssimo Prof. Paulo Jorge Pereira como treinador principal, num plantel recheado de estrelas (Dedu, Petrić, Carlos Resende, Eduardo Filipe, Ricardo Costa, Carlos Ferreira, …).

Para além disto tudo (e que já não é pouco!), houve, nestes últimos anos, uma conjugação perfeita entre a solidez da estrutura da modalidade e a filosofia super-profissional (por vezes muito dura, mas muito competente) de Obradović.
Atenção: considero-o um treinador com algumas limitações, mas que teve o condão de alterar por completo a ideia de jogo, em Andebol, em Portugal. Depois de um início conturbado (provavelmente porque o atleta português acha sempre que sabe mais do que todos os outros, e não gosta muito de trabalhar no limite), instaurou um processo de jogo demolidor e inovador para o nosso nível de andebol: defesa fortíssima e jogo sempre em transição ofensiva, muito rápida e agressiva.
Obradović pegou num plantel recheado de um misto de juventude e de veterania (que é sinónimo de experiência) e foi, aos poucos, remodelando as peças, até atingir o auge na época passada, com a merecida passagem à fase de grupos da Champions. Penso que a grande fatia de mérito no feito inédito deste hexacampeonato terá que lhe ser atribuída – para além de que Obradović teve o condão de reaproximar os adeptos aos jogos de andebol (uma modalidade que é difícil de perceber, e que não atrai lá muita gente aos pavilhões, excepto em dias de clássicos).
Nesta época, embora considere que o nosso plantel não é o mais forte, será (sem dúvida!) o mais equilibrado e o melhor orientado.

Uma coisa bonita de se ver é que os jogadores do FC Porto jogam sempre no limite, sempre com uma ambição desmedida, e que Obradović nunca se dá por satisfeito com nada.
O único defeito que aponto, não só a este FC Porto mas já há bastantes épocas, será a forma como se aborda a formação no andebol: raramente os treinadores são da qualidade exigida a uma equipa com os nossos pergaminhos, e há um excesso de procura de jogadores de outras latitudes (quando a zona do Grande Porto é um autêntico viveiro de grandes promessas), e também alguma desorganização nos processos. Por exemplo, extinguiram-se os escalões de Iniciados e de Juvenis; agora, só projectos Dragon Force… Penso que isso descaracterizou um pouco o clube na formação.
Olhando para os resultados dos escalões jovens nos últimos anos e nas cidades de origem de grande parte dos atletas que nos aparecem como jovens da formação, penso que o trabalho desenvolvido poderia ser muito melhor (Gilberto Duarte, por exemplo, veio do Lagoa; Wilson Davyes foi formado no spórtém; o Ferraz foi no Xico Andebol; o Nuno Roque é de Benavente; o Hugo Laurentino é de Évora, …).

17. e achas que esse mesmo Passado, de facto, tem incomodado muito “boa” gente – como recentemente afirmou o vice-presidente da secção, António Borges –, ao ponto de terem regressado os ‘play-off’, ou tudo não passa de mais uma “teoria da constipação”® por mim elaborada? justifica a tua resposta, por favor.
Estou perfeitamente de acordo com essa teoria da constipação®.
No Andebol há coisas estranhíssimas… Por exemplo, sabias que é quase impossível encontrares uma dobradinha no andebol português? Não falha: equipa campeã dificilmente ganha a Taça de Portugal (mesmo que seja finalista). Equipa que seja campeã tem sempre arbitragens inacreditáveis nos jogos da Taça… Não são teorias, é a mais pura das verdades!

Portanto, não tenho a mais pequena dúvida de que a decisão de alterar os moldes competitivos não aconteceu por Acaso, e a forma como as coisas foram geridas foi muito pouco clara.
Todos sabem, pois é do conhecimento geral, que, neste momento, é muito difícil bater o FC Porto numa prova de regularidade. O 5lb está completamente minado por dentro; o ABC e o Águas Santas ainda tentam recuperar fôlego financeiro para lutar por algo mais; o spórtém terá uma equipa forte, mas é bastante irregular e com um treinador, no meu entendimento, medíocre.
Sendo assim, sobra a hipótese de recorrer aos play-off para se evitar o hepta  sendo que, para mim, os play-off são a forma mais absurda, abjecta, desonesta e ridícula, de se determinar um campeão de uma modalidade, seja ela qual for.
Mas também, até no hóquei passaram 10 ou 11 anos a tentar mudar os moldes competitivos, não foi? I wonder why?

18. esta pergunta é recorrente nesta rubrica.
das seguintes opções, descreva o seu sentimento mais profundo (se possível) após uma derrota do seu clube do coração:
[só pode ser uma opção. selecciona-a a negrito, por favor]
a. – não durmo direito nessa noite
b. – que ninguém me fale durante as próximas vinte e quatro horas, pelo menos – companheira incluída
c. – apetece-me mandar tudo para um sítio (ou dois) que eu cá sei
d. – eextravaso o meu sentimento no blogue, sobretudo em respostas aos comentários dos lampiões (mormente anónimos) de serviço
e. – para lá de mandar tudo para mais dois ou três sítios que eu cá sei e de que me lembrei agora, vou (literalmente) queimar calorias para a Marginal e/ou Parque da Cidade, invectivando tudo e todos que me aparecem pela frente (sobretudo de vermelho e/ou verde vestidos)

19. à data desta entrevista [Dezembro de 2014], qual o melhor onze de jogadores que envergaram a camisola do FC Porto, qual o melhor banco (22 jogadores no total, portanto) que já viste jogar, «ao vivo e a cores» com o nosso manto sagrado, e qual o melhor treinador que já passou pelo clube?

[podes “seleccionar” jogadores nacionais e/ou internacionais]

onze titular [4-3-3]:

Vítor Baía;  João Pinto, AloísioRicardo CarvalhoÁlvaro ‘palito‘ Pereira; João Moutinho, Lucho ‘el comandante‘ GonzálezDeco (é que não há cá trincos!); CapuchoJardel e incrível‘ Hulk.

suplentes: 

Helton; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Pedro Emanuel, Rui Jorge; Alenytchev, Fernando, Pedro Mendes; Falcao, Lisandro López e Drulović.  

melhor treinador:
José Mourinho 

20. és visitante regular do TOMO II
duas sub-perguntas:
i) como tiveste contacto com este espaço, i.e., como me encontraste?
ii) peço-te o favor de indicares um aspecto positivo deste espaço e um aspecto (ou mais do que um) que gostasses de ver corrigido.
i) Foi através do dragão até à morte, do nosso caríssimo Vila Pouca, que tomei contacto com o teu espaço.
Chamou-me a atenção o nome diferente dos demais, e fiquei intrigado com a forma como escrevias (e escreves, óbvio) as crónicas, e com os inúmeros, pertinentes e sempre geniais links que apresentas.
A partir daí e até ter coragem de me iniciar neste mundo dos blogues, tornei-me num leitor assíduo das tuas crónicas. E agora até te deixo lá umas postas às tuas postas, e tudo!

ii) Como deves já ter calculado, sou um tipo que dá toda a importância ao conteúdo dos textos.
Se vou a um blogue, leio, gosto, começo a seguir. Simples!
Portanto eu, José Pedro, admirador das tuas capacidades narrativas e criativas me confesso! Sendo assim, se quiseres e se o entenderes, podes mudar as roupas, o papel de parede, o chão, o que entenderes! Mas porra!, livra-te de mudares o conteúdo dos teus textos!

21. não há. chegamos ao FIM! 😉 
MUITO OBRIGADO! pela tua colaboração. 
espero que a entrevista tenha sido do teu agrado 😉
Não tenho palavras para descrever a honra enorme que senti ao receber o teu convite.
Sensibilizou-me, porque sou um fã deste maravilhoso mundo bluegosférico e tenho por ti uma admiração e uma consideração estratosféricas; mas também por saber que tal se deveu ao meu pequeno espaço azul-e-branco, do qual te tornaste fã e cliente da casa.
Foi uma experiência maravilhosa poder responder a tantas perguntas, tão interessantes e pertinentes, e saber que terei a oportunidade de figurar num espaço tão incrivelmente bom como o teu.

Obrigado!, caro Miguel!

dragão de ouro: Jorge Vassalo

© Google

caríssima(o),

e, de repente, sem qualquer pré-aviso, nesse maravilhoso mundo que é a bluegosfera®, eis que surge um indivíduo que, para lá de se apresentar pelo nome próprio (ousadia!) ainda tinha o desplante de tecer comentários pertinentes (blasfémia!).

face ao volume dos seus considerandos e à frequência com que os tecia, daí a criar o seu próprio espaço de reflexão, foi um pulinho – tão ou mais curtinho do que uma ‘revienga‘ do Brahimi numa cabine telefónica.

«

Meus caros amigos:

este blogue chama-se Porto Universal por isso mesmo: porque, para mim, «Ser Porto» não é restringido à Geografia ou à Nacionalidade. Porque «Ser Porto» é sentir a chama Azul-e-Branca no sangue; é pulsar o Fogo da Determinação e da Garra nas veias; é fazer do Impossível possível; é ganhar e crescer, independentemente de quem está do contra, do outro lado, a congeminar na sombra
«Ser Porto» não é dependente de se ser português, argentino, colombiano, brasileiro, russo, argelino, camaronês; «Ser Porto» é estar lá e deixar tudo no campo!

»

eis a forma  como se apresentou no seu blogue.
deixa água na boca (que não nesse sentido), certo?

assim sendo e sem mais delongas, na rubrica “binte perguntas a…” – os “dragões de ouro” deste espaço de discussão pública – o ilustre convidado deste mês é o caríssimo Jorge Vassalo, de seu nome de baptismo, feliz administrador do extremamente portista FC Porto universal, e de quem tenho a grata honra de o conhecer para lá deste mundo virtual.
 

faço votos sinceros para que também desfrutes desta minha alegria em poder partilhar contigo alguns dos seus pensamentos sobre o quotidiano azul-e-branco e que, como eu, te deixes surpreender com alguns dos factos contidos na entrevista que se segue.
é logo a seguir ao «gosto» do faceboKas®, e«‘no pare, sigue, sigue’» 😉



somos Porto!, car@go! 
«este é o nosso destino»:  

beijinhos e abraços sempre! muito portistas!

Muito Obrigado! pela tua visita 🙂

© google

binte perguntas a… Jorge Vassalo

I. dados biográficos (gerais)

nome: Jorge Vassalo

data de nascimento (mês, ano): Setembro de 1978

signo do Zoodíaco: virgem

naturalidade (Freguesia, Concelho, Distrito)
Ofir (freguesia de Fão), Esposende (Braga


residência (Concelho, Distrito):
Póvoa do Varzim (Porto)

área de actividade profissional:
Informática e Música

estado civil: casado

nr. de rebentos: dois 

II. entrevista

1. primeiro “grito” pretendido: como é que tiveste contacto com este “maravilhoso mundo que é a bluegosfera”®? que pesquisas fizeste? que fontes consultaste? e desde quando?
Terá sido no Lá Em Casa Mando Eu ou no Porta 19… E foi nalgum post partilhado no Facebook©, no início deste ano de 2014.

2. salvo melhor opinião, és o caso mais recente de um administrador, de um blogue afecto à cor azul-e-branca – o extremamente portista “FC Porto universal”. e és também um caso de sucesso, “medido” pelo ‘feedback’ de alguns comentários, nalgumas caixas da especialidade, nalguns locais de referência daquele mesmo “maravilhoso mundo que é a bluegosfera”®, o que se saúda.
graxa dada, o que te pergunto é: como é que resolveste enveredar pela vi(d)a de ‘blogger’? qual foi o ‘click’, qual foi “Aquele” primeiro impulso? e quando? o que te motivou?
e, já agora, qual o apoio que tens dos que te são mais queridos, para conseguires ser tão regular – quer na publicação (actualmente diária) dos teus gritos, quer na assiduidade das tuas visitas àqueles espaços de referência, quer na tenacidade que empregas nos teus comentários?
Essa do «apoio» é gira!
Tenho, em minha casa, a minha [filha] mais velha que quer saber tanto de futebol como eu de Numismática; depois, a minha pequenota, que gosta de ver os jogos comigo mas ainda tem 7 aninhos; e uma mulher que é tão 5lb, mas tão anti-Porto, que até dói!
Aliás, eu e ela estamos a chegar perigosamente ao ponto de fazer como a C. e o M. [no Lá Em Casa Mando Eu] e dizer que não podemos falar dos respectivos clubes dos contrários… Até já se discute muito a quantidade de vezes que vou à bola… 😀

Decidi fazer um blogue por tua culpa e do sr. Vila Pouca!
Tanto comentário, tão extenso, que resolvi fazer um blogue meu. Está a dar os primeiros passos, mas só posso ficar espantado e grato pela aceitação e interesse que tem despertado! A sério que não esperava nada disto, e estou profundamente agradecido a todos os que visitam e comentam no meu canto. Obrigado!

(A minha mais velha (re)leu esta resposta e protestou, a dizer que me incentiva a fazer o blogue. É verdade que ela me disse que gostava de saber que eu era normal nalguma coisa!)

3. decorrente das perguntas anteriores, concordas que a Direcção do clube deva (também) dar mais visibilidade a este “mundo” (nada) silencioso e/ou oculto e/ou menos visível e/ou pouco mediático, que é a “bluegosfera”? em que sentido(s)?
refere (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares), por favor.
Sinceramente não acho que a Estrutura deva ser governada de fora para dentro. Acho que há um zilião de coisas que desconheço sobre o dia-a-dia do Clube e seria perigoso que fosse tudo governado pela espuma dos dias. Mas, no entanto, creio que era interessante que o Clube levasse em consideração a opinião de bloggers que tem um nome associado e se mexem para dar o seu contributo ao clube – como são o teu caso, o do sr. Vila Pouca [dragão até à morte], o do Jorge [Porta 19], o do sr. Augusto Baptista Ferreira [portistas anónimos], do sr. Remígio Costa[dragão, sempre!], só para te dar alguns exemplos…

4. e concordas com a actual política de Comunicação do FC Porto (sobretudo para o “exterior”) – nomeadamente com a aquisição do “Porto Canal”? porquê? e o que mudarias (a haver mudanças, na tua opinião)?
4.1. e concordas com a actual política de Comunicação do FC Porto para com o associado e/ou comum adepto e/ou simpatizante?
Começando pelo fim.
Acho, muito honestamente, que não há o apoio que deveria haver, assim como não há a consideração por sócios mais antigos e/ou mais fieis, que abdicam de muita coisa para estar com o Clube, que gastam imenso dinheiro e Tempo para abnegadamente estar com o seu FC Porto.
Esses deveriam ser (re)compensados com descontos especiais, com prémios de permanência, com um certo reconhecimento pelo seu sacrifício. Não são eles, afinal, que fazem a verdadeira Mística do FC Porto?
Acho, também, que deveria ser tomada em consideração essa vox populi que não é inconsequente, antes é madura, é fundamentada e, claro, nem sempre consensual. Mas sempre a pensar no superior interesse do Clube.

Quanto ao Porto Canal, concordo com a aquisição sim.
Acho urgente que se comece a fazer do Porto Canal um canal Portista a sério!
Está muito sem sal e muito isento! Porquê?!
Mas passa pela cabeça de alguém não associar o Porto Canal ao FC Porto?
Exige-se muito mais debate, não sempre com os mesmos embora queira dar aqui os parabéns ao sr. Bernardino Barros, que é um prazer ouvir e ver ; debates com portistas mais especiais; exige-se mais História do Clube, mais bastidores e mais entrevistas aos jogadores; exige-se mais profundidade; e, sim!, exige-se um programa com bloggers a sério”  como tu, o sr. Vila Pouca [dragão até à morte], o Jorge [Porta 19] ou a C. [Lá Em Casa Mando Eu], por exemplo , sem ser a paineleice que vemos, completamente parcial e doente, ou  seja, programas com comentadores isentos e imparciais. que comentassem e dessem voz ao nosso (des)contentamento e fizessem eco da verdadeira realidade.
No meu entendimento, falta coragem – que não ao sr. Bernardino Barros! – para dizer tudo, para não ser consensual…
E exige-se acompanhar, em directo, todos os jogos da equipa B, das modalidades (incluindo os do basquetebol) e por aí em diante… É ridículo um canal da cidade do Porto não dar cobertura televisiva e em condições, ao Clube mais representativo, não só da cidade, mas sobretudo da Região Norte.
O espaço sobre a região é importante, mas 90% do tempo é demais! Duas horas em vinte e quatro (!!) para o Clube é ridículo.

5. novo “grito” (muito) directo: qual a tua opinião sobre o novo sítio oficial do FC Porto (no geral)?
costumas consultá-lo com regularidade? e o que achas da fidedignidade/actualidade dos seus conteúdos? É mesmo novo ou é igual ao anterior, somente com uma nova “roupagem”/lifting/grafismo?
Limitadíssimo, confuso e nada intuitivo. Sugiro uma boa firma de design gráfico.
Já tive problemas graves por comprar bilhetes na FC Porto Store, com as filas trocadas e por aí fora. Exige-se muito mais, e não só no grafismo. No conteúdo também. Numa era de Informação ao minuto como esta, é um absurdo não ser mais profundo e completo.

6. ainda te lembras da primeira vez que entraste num estádio de futebol?
e já agora: qual foi o estádio, quando foi (basta o ano), que equipas jogaram e qual o resultado final?
Anos 80, estádio do SC Courense, Paredes de Coura. Teria por volta de 7, 8 anos.
Queria saber mais das chicletes, vendidas pela Gorda (era mesmo assim que chamavam à senhora!) do que do desafio.
Sim!, morei dez-anos-dez nessa mítica localidade. Sim!, fui ao primeiro Festival de Paredes de CouraSim!, era de borla 😀

7. qual a primeira recordação – a mais imediata – de “estar”, de “sentir o pulsar da turbe” no saudoso Estádio das Antas? justifica a resposta.
Não estive lá. Nunca fui. Tendo uma família do zbordem e do 5lb, nunca ninguém se dignou a levar-me lá…
Já só conheci o Estádio do Dragão, lamentavelmente. Mas estou a compensar o tempo perdido!

8. uma pergunta que se impõe (e que será quase recorrente nesta rubrica):
concordaste com a demolição do Estádio das Antas? porquê?
Apesar de ter doído, claro que sim. A modernização e a inovação faz parte da vida, mesmo muita da comodidade e dos benefícios não eram possíveis nas Antas.

9. à data [Novembro de 2014], qual foi o melhor desafio de futebol que assististe “ao vivo e a cores” e que nunca esquecerás? porquê?
[não contam para esta estatística as partidas televisionadas, ok?]
O primeiro foi o FC Porto vs. Beira Mar, em Abril de 2012, a contar para o Campeonato, e porque vi o meu grande herói  o Lucho Gonzáles , ao vivo e a cores. Fiquei com o bichinho. Agora estou lá, sempre que posso.
Eu gosto sempre de olhar para o Todo. E, no Dragão, pode-se sempre ver aquilo que a câmara não foca. E o silêncio ruidoso é uma experiência transcendente…

10. também no decurso das perguntas anteriores e no seu entendimento, consideras que a «mística» do nosso clube do coração ainda existe ou, pelo contrário, está a ser substituída subtilmente pelas “pipocas e pelos adeptos do «FC Festas»? e o que é para ti «ser Porto»?
desenvolve a tua resposta, por favor. os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão. 😀
Existe, existe pois!
Sou uma pessoa habituada a dar tempo ao Tempo. Não se descobrem os Heróis, a Força e a Paixão na rotina do dia-a-dia… É sempre retrospectivamente.
Daqui a 20 anos, eu e tu e todos nós, portistas com mais experiência, estaremos a falar do Lucho, do Jackson, ou do Danilo como grandes heróis. Podem não ser Portugueses, mas serão sempre Portistas.
Quanto aos adeptos, massa assoBiativa incluída, sabes perfeitamente que, no final, vão sempre estar felizes na vitória.
Os que são, para mim, verdadeiramente Portistas, estão e estarão Sempre, faça chuva ou faça sol, esteja neve e/ou frio, com o Clube. E aguentarão a raiva de um jogo mal conseguido com a Paixão das Conquistas. E lembrar-se-ão que estiveram sempre com Garra e com Força, a incentivar os jogadores, nas suas batalhas. Os jogos que se vão lembrar serão os de meia-casa, aqueles que eram inóspitos, mas onde estiveram Unidos.
Os verdadeiros Portistas estão unidos sempre em torno do seu Sangue Azul-e-Branco. Isso é que é o «Ser Porto».

11. se tivesses poder na estrutura do nosso clube do coração, o que farias para internacionalizar (ainda mais) a marca “Futebol Clube do Porto”?
refere (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares), e em que os três b’s se apliquem (bom, barato e bantajoso), por favor.
Promoção internacional, parcerias com empresas com exposição, não sei…
Management não é muito comigo… E tenho muito respeito pela Estrutura.

12. esta pergunta também será recorrente nesta rubrica, pela sua pertinência:
tendo em consideração os climas eleitorais nos clubes (ditos) «grandes» lá para os lados da Segunda Circular, e tendo presente todas as “peripécias” em torno das últimas eleições presidenciais para o spórtém e para o 5lb, pergunto-te:
temes que o mesmo possa acontecer quando Pinto da Costa abdicar de concorrer à presidência do nosso clube? porquê? sustenta a tua resposta com três razões/factores principais.
Não, não temo nada. Acho que já estará tudo tratado para dar continuidade e potenciar o trabalho do Nosso Grande Presidente, pelo século XXI adentro e séculos vindouros.
E que deverá haver espaço para um debate plural; mas tenho a certeza que, no fundo, não se elegerá um(a) Presidente que não tenha um Coração Azul-e-Branco.

13. olhemos para o actual “estado de graça” e sobre o quotidiano do nosso clube do “coraçom”, e tendo presente as tuas expectativas para a presente época 2014/2015 (que são as de qualquer portista dos quatro costados que se preze):
como avalias a qualidade do nosso plantel principal de futebol? por exemplo, consideras que existem lacunas? quais são elas (a existir)? e quais são as suas principais virtudes? quem é a estrela mais cintilante?
justifica as tuas respostas.
Tem uma enorme Qualidade e Equilíbrio.
A única lacuna que eu encontro, não é bem uma lacuna: é antes uma questão de perceber se há, na equipa B, quem se possa ir buscar para o plantel principal, nomeadamente um Central Direito e um Lateral Direito alternativos.
José Angel e Marcano são muito bons, mas quero ver o Diego Reyes potenciado – e se não este, outro no lugar dele, e de uma vez por todas! E uma alternativa credível ao Danilo, para que este descanse. Que é feito do Victor Garcia?! E do Ricardo Pereira?! Não estaria este melhor a extremo? São questões a (re)ver.
Temos qualidade no meio campo e na frente de ataque, que chegue. E sim!, estou a incluir o Adrián Lopez nessa qualidade.

A estrela mais cintilante é felizmente a União do colectivo! E faz falta!
O que eu menos gostei, num Passador recente, foi daquelas alturas de bola pró Jardel e o Hulk resolve. O FC Porto ganha sempre mais quando quem se destaca é o próprio FC Porto, como um todo.

14. aprofundemos ainda mais a questão anterior e façamos um exercício “’tipo’: suponhamos que…”.
suponhamos que eras o treinador principal do clube (you wish! 😀) e que a SAD te “impunha” um orçamento de 100M€ (cem milhões de euros) para o plantel, cuja base é o actual, à data desta entrevista [Novembro de 2014].
o exercício que te proponho é a tua reformulação do plantel e se considerares que tal é necessário.
deixo-te uma recomendação: que (i) não te esqueças das expectativas individuais dos jogadores e/ou dos seus empresários, (ii) dos jogadores do clube sob empréstimo e (iii) da existência da equipa B.
desenvolve a tua resposta, por favor. os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão.
Ui, ui! Já não jogo jogos há mais de dez anos e o Football Manager nunca foi um deles!
Tenho o maior respeito e consideração por quem trata disso e, se sou um fraco treinador de bancada, manager de bancada é que não sou mesmo! Yaikes!

15. decorrente da pergunta anterior, o projecto da nossa equipa B tem pernas para andar ou será um “flop”? qual o teu prognóstico? justifica a tua resposta.
Tem potencial sim!
Acho que tem crescido bastante, acho que passa por aí o futuro do Clube numa altura de contenção financeira. Por isso, relembro, é que se foi contratar Julen Lopetegui.
Estou convencido que Julen Lopetegui ficará cá os 3+2 anos que estão estipulados no contrato, e que vai conseguir passar uma ligação da equipa A para a B muito positiva. E que isso trará, também, o que pedem muitos adeptos: um FC Porto mais Português, com Identidade e Força, e desde pequeninos.

16. face aos acontecimentos mais recentes – vide a rubrica “lampionagens” e “calimerolândia” -, achas que é uma “teoria da constipação”® ou os clubes da Segunda Circular têm mesmo uma política de justiça e de (im)parcialidade diferente dos demais adversários na Liga? ou somos nós que conseguimos melhor “fruta” e mais “quinhentinhos” do que os outros, os ditos «impolutos»? no teu entendimento, qual(ais) a(s) razão(ões) para que tal esteja a acontecer (se é que está…)?
Qual teoria da conspiração?! A Ciência aceita a prova da experiência comprovada! Não se vê o colinho dos benfas, beneficiados claramente em todos os jogos?! O nomeações funciona muito bem! Só não percebo o silêncio da nossa Estrutura…

17. qual a tua opinião sobre o actual estado de alma do nosso clube em relação às modalidades (ditas) “amadoras” e em que está envolvido?
em concreto, o que te pergunto é se o trabalho desenvolvido terá Futuro, se está no bom caminho, se dará frutos, se os projectos têm solidez (a todos os níveis), ou se poderá haver outros exemplos com o que aconteceu à suspensão» do basquetebol sénior?
Já sabes que estás à vontade 😀
Eu acho muito valioso o esforço de quem pratica as modalidades menos incentivadas. Acho vergonhosa a diferença de apoio entre o Futebol e as modalidades. Quem se dedica a treinos diários e a superar-se naquilo que o apaixona, merece ser remunerado por isso e ver a sua dedicação compensada pelo público. Merece poder dedicar a sua vida a isso.
Eu sei que as receitas do Futebol permitem outras ordens de salários e de projecção; mas atletas valiosos há em todas as modalidades. E merecem viver disso, pois são profissionais.

18. esta pergunta (também) é recorrente neste tipo de entrevistas.
das seguintes opções, descreva o seu sentimento mais profundo (se possível) após uma derrota do seu clube do coração:
[só pode ser uma opção. seleccione-a a negrito, por favor]

a. – não durmo direito nessa noite
b. – que ninguém me fale durante as próximas vinte e quatro horas, pelo menos – esposa incluída
c. – apetece-me mandar tudo para um sítio (ou dois) que eu cá sei
d. – extravaso o meu sentimento na Redacção, enviando e-mails aos colegas de profissão mas adeptos de outros clubes rivais, com umas quantas “verdades”
e. – para lá de mandar tudo para mais dois ou três sítios que eu cá sei e de que me lembrei agora, vou (literalmente) queimar calorias para a marginal da Póvoa, invectivando tudo e todos que me aparecem pela frente (sobretudo de vermelho e/ou verde vestidos)

19. à data [Novembro de 2014], qual o melhor onze de jogadores que envergaram a camisola do FC Porto, qual o melhor banco (22 jogadores no total, portanto) que já viu jogar, «ao vivo e a cores» com o nosso manto sagrado, e qual o melhor treinador que já passou pelo clube?
[
podes seleccionar jogadores nacionais e/ou internacionais]

onze titular [4-3-3]:

Vítor Baía;  Danilo, Fernando CoutoJorge CostaPedro Emanuel; Fernando Reges, Lucho ‘el comandante‘ GonzálezDeco; Lisandro LópezDomingos Paciência e incrível Hulk.

suplentes: 

Beto, João Pinto, Ricardo Carvalho, Carlos Secretário; Alenytchev, Sérgio Conceição, Rui Barros; Falcao, James Rodríguez e Jardel 

melhor treinador:

Sir Bobby Robson 

20. és visitante regular do TOMO II.
duas sub-perguntas:
i) como tiveste contacto com este espaço, i.e., como me encontraste?
ii) peço-te o favor de indicares um aspecto positivo deste espaço e um aspecto (ou mais do que um) que gostasses de ver corrigido.
i) Já respondi na pergunta 1.: terá sido no Lá Em Casa Mando Eu ou no Porta 19
ii) O grafismo é muito positivo e completo. Negativo… o esquema de cores?! Epá!, nada!!

21) não há. chegamos ao FIM! 😉 MUITO OBRIGADO! pela sua colaboração. 
espero que a entrevista tenha sido do seu agrado 😉

dragão de ouro: José Lima

© google


caríssima(o),

cruzámo-nos no anfiteatro José Maria Pedroto, aquando do I Encontro da Bluegosfera, estando sentados na mesma fila e distando poucos centímetros, mas não trocámos palavras, sequer impressões. 
só viríamos a ser formal e oficialmente apresentados no II Encontro da Bluegosfera, em Espinho, um ano depois.
porém, a amizade, a estima e a consideração, são como se afirma na publicidade ao famigerado brandy Constantino: «já vêm de longe»; portanto muito antes daqueles encontros.

os seus escritos já são uma referência nessmaravilhoso mundo que é a bluegosfera®, no extremamente azulmística azul-e-branca. pelo menos, para mim são. e sobretudo por serem tão assertivamente certeiros, mormente nas questões contabilísticas dos números enviesados dos Relatórios&Contas que não só do nosso clube do coração, sempre com uma pitadinha de (bom) humor, por forma a que os mesmos não sejam tão maçudos (os escritos, bem entendido).

assim sendo e sem mais delongas, na rubrica binte perguntas a… – os dragões de ouro deste espaço de discussão pública – o ilustre convidado deste mês de Outubro é o caríssimo José Lima, de seu nome de baptismo, e a quem, desde já, agradeço a boa-vontade, a simpatia, a generosidade e a cordialidade em ter aceite o conBite.

e esta é a minha singela forma de lhe agradecer toda a lealdade por continuar a ser um dos seus leitores mais regulares.
tudo para desvendar logo a seguir ao «gosto» do faceboKas“®, em «‘no pare, sigue, sigue’» 😉


somos Porto!, car@go! 
«este é o nosso destino»:  

beijinhos e abraços sempre! muito portistas!

Muito Obrigado! pela tua visita 🙂


© fotos da curva | Tomo II


binte perguntas a… Lima. José Lima


I. dados biográficos (gerais)

nome: José Lima

data de nascimento (mês, ano): Dezembro de 1938

signo do Zoodíaco: sagitário

naturalidade (Freguesia, Concelho, Distrito)
Santo Ildefonso (Porto | Porto)

residência (Freguesia, Concelho, Distrito):
Bomfim (Porto)

área de actividade profissional:
Contabilidade

estado civil: [não referiu]

nr. de rebentos: um 



II. entrevista


1. ainda se lembra da primeira vez que entrou num estádio de futebol? e, já agora: qual foi o estádio, quando foi (basta o ano), que equipas jogaram e qual o resultado final?

Estádio é como quem diz: um campo, pelado e tudo. Naturalmente que foi o da Constituição, por volta dos anos 50.
Nessa altura, gostava de assistir aos treinos. O meu ídolo era o Barrigana! Teria aí uns 10 anos, acabara a Quarta Classe e fui estudar para a Escola Comercial Raúl Dória, onde hoje está o Jornal de Notícias. Sempre que podia faltava para ver os treinos. O nosso treinador era o Scopelli – argentino, já se vê. Privilegiava a posse de bola (onde é que eu já ouvi isto?) e jogávamos em “WM”. Na baliza lá estava o Mãos de Ferro, que jogava sempre de boné. Os defesas eram 3 e chegavam para as encomendas: à direita Virgílio, à esquerda Carvalho e o “central” Alfredo. Mais à frente dois médios e 2 interiores recuados. Na frente, junto às laterais, os “pontas” e lá no meio o “avançado centro”. Títulos: um redondo zero!



2. qual a primeira recordação – a mais imediata – de “estar”, de “sentir o pulsar da turbe” nsaudoso Estádio das Antas? justifique a resposta.

O campo da Constituição começava a ficar pequeno; começou a pensar-se em mudar para outras paragens. Dou aqui um grande salto até 28 de Maio de 1952, dia da inauguração do Estádio das Antas. Tinha 13 anos, fiquei com o meu Pai junto à maratona e recordo esse dia como se fosse hoje: levámos 2-8 da instituição, vulgo o clube da treta!



3. uma pergunta que se impõe (e que será quase recorrente nesta rubrica):

concordou com a demolição do Estádio das Antas? porquê?
Sim, claro! As estruturas já começavam a dar de si. Andávamos nas competições europeias e era necessário um estádio com as características e normas então adoptadas pela UEFA. E ficou bem melhor do que a encomenda!



4. à data [Outubro de 2014], qual foi o melhor desafio de futebol que assistiu “ao vivo e a cores” e que nunca esquecerá? porquê?

[não contam para esta estatística as partidas televisionadas, ok?]
Vou atrasar um pouco a resposta. É que o jogo que me deu a maior alegria foi o Torreense vs. FC Porto, em 1958, no célebre campeonato Calabote.
Recordo que fui com o nosso presidente à época, Dr. Paulo Pombo, e como não podia deixar de ser também lá estava o senhor Pinto da Costa. O final do jogo foi um pesadelo com a roubalheira que se estava a passar em Lisboa, no 5lb vs. CUF. Já naquela altura os árbitros eram todos do sistema. Não o sistema de que se fala hoje mas um sistema que “dava de mão beijada” e alternadamente, os triunfos aos dois clubes do regime.
O outro jogo que nunca mais me sairá da memória é o célebre 5-0, com que brindámos o clube da treta em pleno Estádio do Dragão...


5. é um adepto indefectível e dos “quatro costados”, com igual número de anos de portismo aos de anos de vida de algumas das visitas a este espaço de discussão pública.

assim, o que lhe pergunto é se será capaz de descrever, por palavras, o que sentiu durante um autêntico jejum de títulos e que durou tão-somente dezanove anos?
é capaz de explicar à “malta mais nova” como se consegue atravessar tal enorme “deserto”?
pode exemplificar com situações concretas, se assim o entender. e já sabe que “está à vontade”, pois que os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão.
Os meus amigos nem fazem ideia do que nós passámos!” Era com esta frase que eu descrevia, no extinto blogue Futebolar o meu sentimento. Foi mesmo muito tempo. Roubalheiras, traições, trocas de presidentes, mudanças de treinador e jogadores… Tudo contra nós e “nós contra o Mundo”.


6. é comummente aceite pelos nossos adversários que o FC Porto desse tempo “é que era um grande clube” – muito provavelmente porque não os incomodava, afirmo no alto da minha (in)experiência de só por cá andar desde Outubro de 1975.

agora, os tempos são outros, sobretudo pela chegada de Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa ao comando dos destinos de um Amor que nos é comum. agora, somos os “maus da fita”, um dos «rostos do ‘sistema’», como já o afirmaram e repetem ‘ad nauseam’.
depois deste enorme intróito, pode fazer o favor de recordar a essa mesma “malta mais nova” como era o FC Porto antes do nosso grande presidente? Que diferenças significativas encontra dos tempos “a preto e branco” para esta era total e integralmente “a cores?
Ah pois é! Enquanto não ganhávamos nada eramos uns porreiraços. Um dia o senhor Pinto da Costa acordou mal disposto, arregaçou as mangas, foi buscar o Pedrotinho, e acabou-lhes com a festa!
Eu, durante os tais 19 anos de travessia do deserto, fiz parte do “Tribunal”; quando a coisa não corria bem, rasgávamos os cartões! Felizmente que eram de papel, pelo que, na semana seguinte, lá estávamos, na antiga Sede do Município, a requisitar outro!
A malta de agora (a quem eu chamo “portistas novos”) não conheceram esta fase. Acham que o talão da quota ou o Dragon Seat lhes dá o direito de exigir vitórias consecutivas, ano após ano. E o fenómeno já se estendeu aos “portistas velhos” e aos portistas “assim-assim”. Estão muito mal habituados. Quando não tiverem que fazer vejam as estatísticas dos últimos 30 anos!
A diferença mais significativa é que o senhor Pinto da Costa, ao contrário, por exemplo, dos presidentes dos dois circos da Segunda Circular, percebe (muito) de futebol! 



7. também no decurso das perguntas anteriores e no seu entendimento, considera que a «mística» do nosso clube do coração ainda existe ou, pelo contrário, está a ser substituída subtilmente pelas “pipocas”? e o que é para si «ser Porto»?
desenvolva a sua resposta, por favor. os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão 😀
Mística…
Miguel, aquela Mística acabou! Dantes, a malta era modesta, orgulhosa e sofredora. Os jogadores eram ídolos. Hoje se falham uma grande penalidade são mercenários. No campo jogava-se à bola. Hoje celebram-se casamentos e há concertos Rock. Os sócios actuais são “uns senhores”: pavoneiam-se pelos corredores dos camarotes, mandam umas lavercas nos pasquins diários, enchem os blogues de insultos e fazem tristes figuras nos programas desportivos. Só aparecem à tona por alturas de Maio, quando festejámos algum título. Exemplo flagrante: Miguel Sousa Tavares…


8. no seguimento da questão anterior, uma outra impõe-se e mesmo que seja recorrente nesta rubrica, pela sua pertinência.
tendo em consideração os climas eleitorais nos clubes (ditos) “grandes” lá para os lados da Segunda Circular, e tendo presente todas as “peripécias” em torno das últimas eleições presidenciais para o spórtém e para o 5lb, pergunto:
teme que o mesmo possa acontecer quando Pinto da Costa abdicar de concorrer à presidência do nosso clube? porquê? sustente a sua resposta com três razões/factores principais.
Sim e não. Como diria o nosso Oliveira: “tudo muda se a bolinha entrar”. Ou seja, depende como estiverem as modas. Quer um exemplo? Veja o que se passou na Assembleia-Geral de há dias! Antes, confusão geral, toque a reunir; depois, tudo se resolveu.
Já agora e se não se importa, quero aproveitar para enviar um forte abraço ao José Correia, do blogue Reflexão Portista, pela clarividência e profissionalismo verdadeiramente jornalístico com que abordou o tema. Os alertas que dirigiu e os ecos que obteve, são a prova provada de que ainda há “verdadeiros portistas”…


9. e concorda com a actual política de Comunicação do FC Porto para com o associado e/ou comum adepto e/ou simpatizante?
O FC Porto tem “política de comunicação para dentro”?! Não sabia… Mas acho que deveria ter. Aliás, por que raio é que os adeptos e simpatizantes têm que ler os pasquins lisbonários para saber o que se passa por cá?!


10. e concorda com a actual política de Comunicação do FC Porto (sobretudo para o “exterior”) – nomeadamente com a aquisição do Porto Canal? porquê? e o que mudaria (a haver mudanças, na sua opinião)?
Idem aspas como na pergunta anterior. Se já comprámos o Porto Canal, para mim é uma novidade…
Penso que temos “uma espécie de protocolo”, com uma hora diária na operadora que versa assuntos do Clube. Se vamos concretizar a propriedade plena do canal, poderá ser interessante. Tudo depende do conteúdo que se pretenda dar à programação. Naturalmente nada que se pareça com as baboseiras que perpassam nos canais dos dois circos da Capital.
As últimas informações disponíveis indicavam que “decorrem negociações” e a via a seguir pelo nosso presidente será dar à operadora um cariz regional, com informações do Norte do país, onde se insira um espaço do seu maior embaixador – naturalmente o FC Porto.


11. no seguimento destas duas últimas perguntas, concorda que a Direcção do clube deveria (também) dar mais visibilidade a este “mundo” (nada) silencioso e/ou oculto e/ou menos visível e/ou pouco mediático, que é a “Bluegosfera”? em que sentido(s)?
refira (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares), por favor.
Sim, claro!A Direcção não pode ficar parada no tempo. Os media são um poder na comunicação de hoje. Deveríamos ter um blogue do próprio Clube já que o site deixa muito a desejar. Se não souberem como se faz, os blogues da bluegosfera poderão colaborar.
O apoio às modalidades que (ainda) se praticam no Clube é fundamental para a sua sobrevivência. Sabe quantas modalidades o nosso clube tinha nos anos 60? Nem vou dizer porque é uma vergonha terem acabado.


12. e tivesses poder na estrutura do nosso clube do coração, o que farias para internacionalizar (ainda mais) a marca “Futebol Clube do Porto”?
refere (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares) e em que os três b’s se apliquem (bom, barato e bantajoso), por favor...
Com a eleição do Dr. Rui Moreira tudo parecia fácil. Abandonado o sistema persecutório do anterior presidente e retomadas as relações (normais) entre a autarquia e o maior representante da cidade poderiam ajudar a um desenvolvimento com as entidades que apoiam o Turismo, a melhor forma de internacionalizar a marca Porto. Infelizmente por alguns zuns-zuns que nos chegam o Dr. Rui Moreira anda preocupado com outros assuntos e tem-se afastado da vida do clube. O seu mentor eleitoral Dr. Rui Rio deve ter-lhe puxado as orelhas. Resta-nos o homem dos barcos para trazer os Turistas até ao Dragão…


13. olhemos para o actual “estado de graça” e sobre o quotidiano do nosso clube do “coraçom”, e tendo presente as suas expectativas para a presente época 2014/2015 (que são as de qualquer portista dos “quatro costados” que se preze):
como avalia a qualidade do nosso plantel principal de futebol? por exemplo, considera que existem lacunas? quais são elas (a existir)? e quais são as suas principais virtudes? quem é a estrela mais cintilante? há espaço para se integrarem elementos da nossa equipa B?
justifique as suas respostas.
«Estado de graça»?! Importa-se de repetir?! Então os sócios, ao terceiro passe falhado, assobiam o jogador; às queixas do treinador sobre os gatunos da arbitragem criticam-lhe o discurso; e sobre o nosso presidente dizem que comprou os jogadores espanhóis “para agradar à Sacyr Vallehermoso” e o meu amigo chama-lhe «estado de graça»?! De desgraça, digo eu…
O plantel parece-me interessante, e quanto ao treinador gosto do discurso. Simplesmente acho que ficou um pouco abananado (esta não é piada para o banana) com as dificuldades que está a encontrar, sobretudo com os cãezitos amestrados do senhor Vítor Pereira.
Estrelas cintilantes ainda não há. Há uma que parece “decadente”. Custa-me engolir o que se passa com Quaresma. Continuo sem perceber o que querem aproveitar da equipa “B”. Ao menos arranjem por lá um! Acho que não é pedir muito, mas de boas intenções está o Inferno cheio…


14. e quais são as suas reais expectativas para o que “resta” da presente temporada?
As expectativas são razoáveis, dentro do possível…


15. em vésperas de apresentação do ‘Relatório&Contas Consolidado’ da SAD portista, o que se lhe apraz dissertar sobre o estado financeiro consolidado do Clube? pode fazê-lo expondo dados comparativos com as agremiações da Segunda Circular.
(e parto do princípio que o sr. sabe ao que me refiro… 😀 )
Já escrevi por aí que as nossas contas para a época que terminou vão ser muito más. Talvez ainda piores do que no último ano. Por isso, o nosso presidente, preparando-se para uma investida da UEFA precaveu-se com as trocas de participações sociais entre a SAD e o Clube. Foi mesmo um golpe de mestre!
Sobre as contas da Segunda Circular, nem a brincar se deve falar delas. Uma catástrofe completa! Só agradam ao aldrabão do Dia Seguinte para continuar a enganar os sócios. Quando derem por ela, já poderá ser tarde…


16. por uns breves momentos, imagine-se na presidência de um organismo com responsabilidade na tutela do nosso comezinho futebol: a Liga Portuguesa de Futebol (muito pouco) Profissional.
o que lhe pergunto é:
i) como teria deliberado no caso da «gloriosa» cobertura esvoaçante do ninho da águia/ex-estádio da lucy/salão de festas/cesta do pão/antro da agremiação de Carnide? no seu entendimento, teria havido jogo 48h depois do espectáculo dos flocos de «lã de rocha»?
Com o galinheiro a desfazer-se suspendia o encontro, e ficava a aguardar que a agremiação fizesse as necessárias reparações. Só após uma vistoria rigorosa, aprovava o recinto para as competições…

ii) como teria deliberado neste grande imbróglio das eleições para a Liga (muito pouco) Profissional de Futebol Português?
Como responsável hierárquico (leia-se: se fosse a FPF) denunciava o protocolo existente, pedia ou senhor Figueiredo que se demitisse, e anunciava uma auditoria. Se o homem continuasse agarrado como uma lapa movia-lhe um processo por gestão danosa e solicitava a intervenção do Secretário de Estado de Desporto, o fantasma/voador Emídio Guerreiro. Afinal a FPF manda no futebol “por delegação do Governo”…

iii) como encararia as reuniões em prol da «credibilização» do futebol luso, promovidas pelo actual visconde desse reino falido e muito distante, lá para os lados de Alvaláxia, e que não decorrem no local próprio (como são as Assembleias-gerias da LPFP?
Cada clube tem o presidente que merece. Depois dos outros incompetentes: José Roquette (com 2 tt); Dias da Cunha; Santana Lopes; Soares Franco; Eduardo Bettencourt (com 2 tt) e Godinho Lopes só faltava mesmo este para enterrar definitivamente o Clube.
Sabe Miguel?, Ando a ler um romance muito melhor do que o Equador: trata-se do Relatório&Contas dos calimeros ao qual, ainda hoje, o Prof. António Samagaio se referiu. A SAD dos calimeros tem um Passivo de 442,7M€. Ora como o spórtém tem 90% da SAD… para saber como está a agremiação do Lumiar “é só fazer as contas”, como dizia o outro!

iv) o que faria para impulsionar o jogador luso nos plantéis principais das equipas que disputam os campeonatos tutelados pela LPFP, e sem que os “putos” oriundos dos escalões de formação tenham que «nascer dez vezes»?
Bom! Esta é a mais difícil até agora. Não se podem fazer jogadores “por decreto”. A política deve ser continuar o trabalho de formação que estamos a desenvolver, sabe Deus a que custo! Incluo neste raciocínio o projecto das Escolas Dragon Force. Se entre mil atletas aproveitarmos 2 ou 3 já não será nada mau.

v) o que faria para promover o futebol luso a nível interno?
(pode abordar as questões da qualidade dos espectáculos, do preço dos bilhetes, da comodidade dos estádios, das condições gerais destes últimos, dos horários das partidas, das transmissões televisivas)?
Bilhetes: de borla.
Publicidade aos jogos: muita.
Divulgação: aí está um trabalho para o Porto Canal.


17. qual a sua opinião sobre o actual estado de alma do nosso clube em relação às modalidades (ditas) “amadoras” e em que está envolvido?
em concreto, o que lhe pergunto é se o trabalho desenvolvido terá Futuro, se está no bom caminho, se dará frutos, se os projectos têm solidez (a todos os níveis), ou se poderá haver outros exemplos com o que aconteceu à suspensão» do basquetebol sénior?
já sabe que está “à vontade” para desenvolver a sua resposta 😀
“Estar à vontade” estou. Infelizmente parece ser um sinal dos tempos. O fim, quero crer que provisório, do basquetebol profissional foi, talvez, o maior desgosto dos portistas.
Sou do tempo das amadoras que não eram bem “amadoras”. O nosso Estádio das Antas tinha pistas de Atletismo e de Ciclismo, entretanto desmontadas para um melhor aproveitamento dos lugares, aquando do rebaixamento do recinto. Recordo-me, por exemplo, do Ciclismo onde tivemos enormes atletas: Dias dos Santos, Fernando Moreira, Onofre Tavares, Joaquim Leão, Manuel Zeferino e tantos outros. Como não havia ainda televisão ouvia-mos os relatos da rádio e corria-mos para a antiga sede do Jornal de Noticias na Av. dos Aliados onde diligentes jornalistas escreviam à mão rolos e rolos de papel que afixavam em placards no exterior…


18. esta pergunta é recorrente nesta rubrica.
das seguintes opções, descreva o seu sentimento mais profundo (se possível) após uma derrota do seu clube do coração:
[só pode ser uma opção. selecciona-a a negrito, por favor]

a. – não durmo direito nessa noite
b. – que ninguém me fale durante as próximas vinte e quatro horas, pelo menos
c. – apetece-me mandar tudo para um sítio (ou dois) que eu cá sei
d. – extravaso o meu sentimento, não só nos meus locais de referência nesse “maravilhoso mundo que é a bluegosfera”®
e. – para lá de mandar tudo para mais dois ou três sítios que eu cá sei e de que me lembrei agora, envio e-mails para tudo que é pasquim a dar conta da minha indignação e/ou revolta interior


19. à data [Outubro de 2014]e na sua opinião, qual o melhor onze de jogadores que envergaram a camisola do FC Porto e qual o melhor banco (22 jogadores no total, portanto), que já viu jogar, «ao vivo e a cores», e qual o melhor treinador que passou pelo clube?
[
pode “seleccionar” jogadores nacionais e/ou internacionais]

onze titular [4-3-3]:

Vítor Baía;  João Pinto, Ricardo CarvalhoAloísioBranco; André, DecoRabah Madjer; HulkFernando Gomes e Futre. 

suplentes: 

Mlynarczyc; Virgílio, Fernando Couto, Celso, Carvalho; Pavão, Carlos Duarte, PedrotoHernâniDrulovic e Mário Jardel 

melhor treinador:

José Mourinho 

20. enquanto visitante regular do TOMO II, faço-lhe duas sub-perguntas:
i) como teve contacto com este espaço, i.e., como me encontrou?
ii) peço-te o favor de indicares um aspecto positivo deste espaço e um aspecto (ou mais do que um) que gostasses de ver corrigido. 

i)
Tive conhecimento do Tomo II aquando do I Encontro da Bluegosfera, realizado no Auditório do Dragão.
ii)
Positivo: a irreverência e a inovação gráfica.
A corrigir: mas quem sou eu para dar lições a um excelente autor?!


21. não há. chegamos ao FIM! 😀
MUITO OBRIGADO! pela sua colaboração. 
espero que a entrevista tenha sido do seu agrado! 😀
Não tem nada que agradecer. Tentei resumir as respostas ao máximo para não massacrar os leitores. Abr@ço!

dragão de ouro: "marujo 88"



 © Google

caríssima(o),

é um dos sobreviventes do (entretanto e precocemente desaparecido) TOMO I. um histórico, portanto. e alguém que não se coíbe de mandar o seu bitaite na pagina oficial do TOMO II nfaceboKas“®.

já não me recordo como por lá apareceu, naquele espaço de discussão pública que, de forma (nada) inusitada, foi crescendo no desapego por uma legítima ingenuidade, no sentido em que gradualmente deixou de ser muito pueril nalgumas matérias.
nesse crescimento contribuiu o facto de, muitas vezes e por se falar uma linguagem familiar, comum ao nosso Amor incondicional pelo FC Porto, se abordarem questões com a voz da experiênciafalar mais alto, i.e., com os seus anos de portismo a fazerem pensar (ainda mais) no que redige e no cuidado que deve ter nas suas postas de pescada“®, este que vos escreve.


assim sendo e sem mais delongas, na rubrica “binte perguntas a…” – os “dragões de ouro” deste espaço de discussão pública -, o ilustre convidado deste mês (conturbado) de Fevereiro de 2014 é o caríssimo Manuel Moutinho, de seu nome de baptismo, aka marujo 88 – como se depreende, um dos fidelíssimos comentadores deste espaço de discussão pública e a quem, desde já, agradeço a boa-vontade, a simpatia, a generosidade e a cordialidade em ter aceite o conBite.
e esta é a minha singela forma de lhe agradecer toda a lealdade por continuar a ser um dos seus leitores mais regulares.
tudo para desvendar logo a seguir ao «gosto» do faceboKas“®, em «‘no pare, sigue, sigue’» 😉


somos Porto!, car@go! 
«este é o nosso destino»:  

beijinhos e abraços sempre! muito portistas!

Muito Obrigado! pela tua visita 🙂






binte perguntas a… marujo 88


I. dados biográficos (gerais)

nome: Manuel da Silva Moutinho | “marujo 88

data de nascimento (mês, ano): Dezembro de 1954

signo do Zoodíaco: sagitário

naturalidade (Freguesia, Concelho, Distrito)
Cedofeita (Porto | Porto)

residência (Freguesia, Concelho, Distrito):
Santo Tirso (Porto)

área de actividade profissional:
Sargento Ajudante da Marinha de Guerra

estado civil: casado

nr. de rebentos: um 



II. entrevista


1. ainda se lembra da primeira vez que entrou num estádio de futebol? e, já agora: qual foi o estádio, quando foi (basta o ano), que equipas jogaram e qual o resultado final?

A primeira vez que entrei num campo de futebol, para ver um jogo a sério, foi no campo do Outeiro, do Sporting Clube da Cruz – que, para quem não conhece, fica ali perto do Hospital de São João. Deve ter sido por volta do ano de 1959/60 e sei que foi o Cruz; mas não me lembro quem foi o adversário…



2. qual a primeira recordação – a mais imediata – de “estar”, de “sentir o pulsar da turbe” nsaudoso Estádio das Antas? justifique a resposta.

A primeira vez que entrei no Estádio das Antas foi com o senhor Adriano, que era  meu vizinho (infelizmente já falecido). Foi o jardineiro do FC Porto e tratava da relva do nosso estádio. Eu tinha 10 ou 11 anos, quando me apanhei lá dentro e comecei a ver aquela multidão. Foi uma alegria enorme, para a qual não tenho explicação.



3. uma pergunta que se impõe (e que será quase recorrente nesta rubrica):

concordou com a demolição do Estádio das Antas? porquê?
Não!, porque estava habituado ao estádio. Passei lá a minha infância, estava habituado a ir ver tudo o que lá se passava… Eu passava lá os fins-de-semana para ver os iniciados, os juvenis, os juniores (no campo de treinos principal), e todas as modalidades no Pavilhão Américo de Sá. Também ia muitas vezes à piscina, porque os meus sobrinhos eram atletas do FC Porto. Depois da demolição das instalações, tudo isso acabou…



4. à data [Fevereiro de 2014], qual foi o melhor desafio de futebol que assistiu “ao vivo e a cores” e que nunca esquecerá? porquê?

[não contam para esta estatística as partidas televisionadas, ok?]
O FC Porto vs. 5lb da época passada. Não foi o melhor desafio, mas foi com certeza o que mais me emocionou! Nunca pensei ter uma explosão de alegria como aquela...


5. é um adepto indefectível e dos “quatro costados”, com igual número de anos de portismo aos de anos de vida de algumas das visitas a este espaço de discussão pública.

assim, o que lhe pergunto é se será capaz de descrever, por palavras, o que sentiu durante um autêntico jejum de títulos e que durou tão-somente dezanove anos?
é capaz de explicar à “malta mais nova” como se consegue atravessar tal enorme “deserto”?
pode exemplificar com situações concretas, se assim o entender. e já sabe que “está à vontade”, pois que os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão.
Miguel, eu acho que nós nem nos apercebíamos do que estava a acontecer, tal era o controlo que o 5lb e o spórtém tinham… E os nossos dirigentes eram tão mansos, tão bons rapazes, que até parece que nós estávamos  só para animar o Campeonato. Depois, tínhamos algumas alegrias, como aquela vitória por 4-0 contra o 5lb, com os 4 golos do Lemos… Mas, a seguir, tudo voltava ao normal
Até que aconteceu o 25 de Abril, veio a Liberdade e apareceu o Nosso Grande Líder, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa! Daí para cá, foi o que vocês já sabem: só dá FC Porto!


6. é comummente aceite pelos nossos adversários que o FC Porto desse tempo “é que era um grande clube” – muito provavelmente porque não os incomodava, afirmo no alto da minha (in)experiência de só por cá andar desde Outubro de 1975.

agora, os tempos são outros, sobretudo pela chegada de Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa ao comando dos destinos de um Amor que nos é comum. agora, somos os “maus da fita”, um dos «rostos do ‘sistema’», como já o afirmaram e repetem ‘ad nauseam’.
depois deste enorme intróito, pode fazer o favor de recordar a essa mesma “malta mais nova” como era o FC Porto antes do nosso grande presidente? Que diferenças significativas encontra dos tempos “a preto e branco” para esta era total e integralmente “a cores?
A resposta a esta pergunta está dada na anterior: a partir do momento que começámos a ganhar, deixámos de ser bons rapazes 



7. também no decurso das perguntas anteriores e no seu entendimento, considera que a «mística» do nosso clube do coração ainda existe ou, pelo contrário, está a ser substituída subtilmente pelas “pipocas”? e o que é para si «ser Porto»?
desenvolva a sua resposta, por favor. os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão 😀
Na minha opinião, a «mística» está a desaparecer porque ir para o estádio, comer pipocas e beber Coca-Cola, é mais para o sofá; antigamente estávamos em pé, a gritar e a puxar pelo clube. Ora, se tiver as mãos ocupadas, já não posso aplaudir. Mas isto é a minha opinião.
«ser Porto» é sofrer até ao minuto 92 ou 93 e não sair do estádio antes do jogo acabar.


8. no seguimento da questão anterior, uma outra impõe-se e mesmo que seja recorrente nesta rubrica, pela sua pertinência.
tendo em consideração os climas eleitorais nos clubes (ditos) “grandes” lá para os lados da Segunda Circular, e tendo presente todas as “peripécias” em torno das últimas eleições presidenciais para o spórtém e para o 5lb, pergunto:
teme que o mesmo possa acontecer quando Pinto da Costa abdicar de concorrer à presidência do nosso clube? porquê? sustente a sua resposta com três razões/factores principais.
Temo que sim. É possível que a transição vá ser difícil… Não é fácil substituir o nosso presidente, depois de tudo o que ele fez…


9. e concorda com a actual política de Comunicação do FC Porto para com o associado e/ou comum adepto e/ou simpatizante?
Não concordo.


10. e concorda com a actual política de Comunicação do FC Porto (sobretudo para o “exterior”) – nomeadamente com a aquisição do Porto Canal? porquê? e o que mudaria (a haver mudanças, na sua opinião)?
Não concordo.
FC Porto adquiriu o PORTO CANAL e não tira partido desse poderoso órgão de comunicação social para desmascarar todas as agressões a que o nosso clube tem sido sujeito, por parte da comunicação social. E, pelo que vejo, o PORTO CANAL até aproveita para meter lá os nossos inimigos – por exemplo, Bagão Felix e outros ressabiados do clube do regime…
Se pudesse, mudava o director do canal, porque acho que ele está lá para agradar a gregos e troianos e isso, no futebol, não é possível. Para além disso, se não é um canal do FC Porto, para que serve o dinheiro que o clube lá está a gastar?


11. no seguimento destas duas últimas perguntas, concorda que a Direcção do clube deveria (também) dar mais visibilidade a este “mundo” (nada) silencioso e/ou oculto e/ou menos visível e/ou pouco mediático, que é a “Bluegosfera”? em que sentido(s)?
refira (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares), por favor.
Melhorar ainda mais a página oficial do clube, por exemplo, com a informação actualizada dos jogos de todas as modalidades, os seus horários e os locais dos jogos.


12. e tivesses poder na estrutura do nosso clube do coração, o que farias para internacionalizar (ainda mais) a marca “Futebol Clube do Porto”?
refere (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares) e em que os três b’s se apliquem (bom, barato e bantajoso), por favor...
Tentar divulgar o clube nos países asiáticos e árabes, e tentar fazer lá jogos, porque iria dar mais visibilidade internacional ao Clube. Para além disso, é lá que está o dinheiro neste momento…


13. olhemos para o actual “estado de graça” e sobre o quotidiano do nosso clube do “coraçom”, e tendo presente as suas expectativas para a presente época 2013/2014 (que são as de qualquer portista dos “quatro costados” que se preze):
como avalia a qualidade do nosso plantel principal de futebol? por exemplo, considera que existem lacunas? quais são elas (a existir)? e quais são as suas principais virtudes? quem é a estrela mais cintilante? há espaço para se integrarem elementos da nossa equipa B?
justifique as suas respostas.
Em primeiro lugar, temos que olhar para a nossa capacidade financeira e depois para os objectivos que o Clube tem sempre presentes: se é só para ganhar as provas internas, eu acho que esta equipa chega – até porque na equipa B há gente de qualidade que pode ajudar, casos de Mikel, Tozé, Gonçalo Paciência e outros É uma questão de serem integrados aos poucos, como foi o caso do Carlos Eduardo, Herrera, Reyes…
Na minha opinião, a nossa maior lacuna, até agora, tem sido o treinador; mas se ele conseguir corrigir os erros, talvez ainda vá a tempo.
Quanto a estrelas cintilantes, não tem havido… Lá aparece um ou outro de vez em quando, mas se calhar a culpa não é deles, mas de quem os dirige…


14. e quais são as suas reais expectativas para o que “resta” da presente temporada?
[sendo que, à data de final de Fevereiro de 2014, ainda estamos: na luta pelo título nacional, mesmo que a sete pontos de distância para o primeiro lugar; nas meias-finais da Taça de Portugal e, em princípio, da “ex-taça da bjeka”; nos dezasseis-avos da Liga Europa]
As expectativas não tem sido muito boas, apesar de estarmos nessas 4 frentes como dizes.
Só que a Qualidade do nosso futebol não me dá garantias – se bem que, em Barcelos, melhorámos um pouco… Vamos esperar para ver… A Esperança é a última a morrer e o nosso lema é nunca desistir, enquanto o árbitro não apitar para o fim temos que ir à luta


15. já agora e numa análise “o mais fria” e racional possível, como interpretou a questão dos «quatro minutos» de atraso – mas que afinal terão sido «dois minutos e cinquenta segundos»?
(parto do princípio que o sr. sabe ao que me refiro… 😀 )
É uma verdadeira palhaçada dos dirigentes da Liga, que já deveriam ter sido corridos, porque só estão a destruir o nosso futebol e a dar guarida a pessoas que se estão a aproveitar disso para se porem em bicos de pés, como é o caso daquele presidente de um clube falido, mas que quer ser falado…


16. por uns breves momentos, imagine-se na presidência de um organismo com responsabilidade na tutela do nosso comezinho futebol: a Liga Portuguesa de Futebol (muito pouco) Profissional.
o que lhe pergunto é:
i) como teria deliberado no caso da «gloriosa» cobertura esvoaçante do ninho da águia/ex-estádio da lucy/salão de festas/cesta do pão/antro da agremiação de Carnide? no seu entendimento, teria havido jogo 48h depois do espectáculo dos flocos de «lã de rocha»?
No caso da águia, só poderiam jogar depois do estádio estar completamente reparado e vistoriado pelo LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil)…

ii) como teria deliberado no caso do encontro que opôs o 5lb ao Gil Vicente FC, a contar para a terceira jornada, da fase de grupos da “ex-taça da bjeka” – a tal «partida que nada decidiria» como foi invariavelmente invocado?
No caso do jogo da liga, tinham que cumprir a Lei – ou seja, o jogo tinha que ser realizado em Barcelos…

iii) como encararia as reuniõs em prol da «credibilização» do futebol luso, promovidas pelo actual visconde desse reino falido e muito distante, lá para os lados de Alvaláxia, e que não decorrem no local próprio (como são as Assembleias-gerias da LPFP?
As reuniões do clube falido só têm um objectivo: é para o seu presidente mostrar que é gente mas, coitado, ninguém o leva a sério… E então com aquela voz de carro velho, ainda pior…

iv) o que faria para impulsionar o jogador luso nos plantéis principais das equipas que disputam os campeonatos tutelados pela LPFP, e sem que os “putos” oriundos dos escalões de formação tenham que «nascer dez vezes»?
Não permitia que jogassem mais do que 4 estrangeiros em cada jogo..

v) o que faria para promover o futebol luso a nível interno?
(pode abordar as questões da qualidade dos espectáculos, do preço dos bilhetes, da comodidade dos estádios, das condições gerais destes últimos, dos horários das partidas, das transmissões televisivas)?
Promovendo a inclusão de jogadores portugueses como referi na resposta anterior.
Quanto à questão da comodidade, ela só existe em quatro ou cinco estádios; muito pior é a qualidade dos relvados e o preço dos bilhetes.
Sobre a questão dos relvados e como se viu no Domingo, em Barcelos – aquilo não é um relvado! -, se os clubes não têm condições para terem um relvado em condições, não podem jogar na primeira divisão!
Quanto ao preço dos bilhetes, é uma vergonha venderem bilhetes a 20 e a 30 euros, para ver equipas a jogar para não perder, como é o caso de 90% ou mais, das equipas portuguesas.
Quanto aos horários, os clubes estão prisioneiros das televisões, porque se não fossem as transmissões dos jogos, a maior parte, já não existiria…


17. qual a sua opinião sobre o actual estado de alma do nosso clube em relação às modalidades (ditas) “amadoras” e em que está envolvido?
em concreto, o que lhe pergunto é se o trabalho desenvolvido terá Futuro, se está no bom caminho, se dará frutos, se os projectos têm solidez (a todos os níveis), ou se poderá haver outros exemplos com o que aconteceu à suspensão» do basquetebol sénior?
já sabe que está “à vontade” para desenvolver a sua resposta 😀
Eu penso que o trabalho que está a ser feito no Andebol e Basquetebol, é muito bom: estão a ser criadas condições para os jovens portugueses se tornarem os jogadores do futuro, com dois treinadores com muita categoria.
Quanto ao Hóquei, já não penso da mesma maneira. Ainda hoje [19 de Fevereiro] o Valongo empatou no Dragão, com 5 jogadores da formação do FC Porto


18. esta pergunta é recorrente nesta rubrica.
das seguintes opções, descreva o seu sentimento mais profundo (se possível) após uma derrota do seu clube do coração:
[só pode ser uma opção. selecciona-a a negrito, por favor]

a. – não durmo direito nessa noite
b. – que ninguém me fale durante as próximas vinte e quatro horas, pelo menos – esposa incluída
c. – apetece-me mandar tudo para um sítio (ou dois) que eu cá sei
d. – extravaso o meu sentimento, não só nos meus locais de referência nesse “maravilhoso mundo que é a bluegosfera”® – inclusive no faceboKas® -, mas também e sobretudo em blogues lampiões
e. – para lá de mandar tudo para mais dois ou três sítios que eu cá sei e de que me lembrei agora, envio e-mails para tudo que é pasquim a dar conta da minha indignação e/ou revolta interior


19. à data [Janeiro de 2014], e na sua opinião, qual o melhor onze de jogadores que envergaram a camisola do FC Porto e qual o melhor banco (22 jogadores no total, portanto), que já viu jogar, «ao vivo e a cores», e qual o melhor treinador que passou pelo clube?
[
pode “seleccionar” jogadores nacionais e/ou internacionais]

onze titular [4-3-3]:

Vítor Baía;  João Pinto, Ricardo CarvalhoJorge CostaBranco; André, PavãoOliveira; MadjerFernando Gomes e Futre. 

suplentes: 

Mlynarczyc; Bruno Alves, Aloísio, Stefan Demol; Frasco, Deco, Cubillas, HerédiaEmil KostadinovSeninho, Domingos e Jardel 

melhor treinador:

Artur Jorge 

20. enquanto visitante regular do TOMO II, faço-lhe duas sub-perguntas:
i) como teve contacto com este espaço, i.e., como me encontrou?
ii) peço-te o favor de indicares um aspecto positivo deste espaço e um aspecto (ou mais do que um) que gostasses de ver corrigido. 

i)
Não me recordo. Penso que foi através de outro blogue, mas não me lembro.
ii)
Não mudava nada. Gosto dele assim. É diferente…


21. não há. chegamos ao FIM! 😀
MUITO OBRIGADO! pela sua colaboração. 
espero que a entrevista tenha sido do seu agrado! 😀
Um abraço azul-e-branco!

dragão de ouro: "magro vai ao ataque"



 © Google


caríssima(o),

apareceu neste espaço de discussão pública, de forma (nada) inusitada, em Março de 2012, depois de eu ter escrito o que me ia na alma em relação a um encontro do 5lb para a Champions, e em que deliberadamente optei por generalizar, para deixar bem vincado que não sou hipócrita relativamente às questões do esférico rolando sobre a erva.
a posta de pescada“® em causa agradou-lhe, ao ponto de ter tecido um rasgado elogio a este que vos escreve, em forma de comentário. foi o primeiro de muitos (comentários, claro está! 😀 ) que felizmente se seguiram, num salutar diálogo (mesmo que virtual) que pretendo com cada um de vós e desde que seja por Bem (i.e., desde que falemos uma linguagem que nos é familiar; e que, se não for comum ao nosso Amor incondicional pelo FC Porto, ao menos que seja feita com o devido Respeito pelas boas regras da Educação e do Civismo).

cedo percebi (e não sou nenhum vidente, nem sequer gosto de me armar ao pingarelho) que o seu nick era uma provocação inteligente ao administrador do ultra-lampiónico gordo vai à baliza. penso que tecer mais considerandos sobre esta constatação será chover no molhado
portanto, cedo captou a minha atenção desde então, pelas pertinência e acutilância dos seus comentários. no início de Dezembro de 2013 lancei-lhe um repto que felizmente foi aceite.

assim sendo e sem mais delongas, na rubrica “binte perguntas a…” – os “dragões de ouro” deste espaço de discussão pública – o ilustre convidado deste mês é o caríssimo Bruno, de seu nome de baptismo, aka magro vai ao ataque – um dos fidelíssimos comentadores deste espaço de discussão pública e a quem, desde já, agradeço a boa-vontade, a simpatia, a generosidade e a cordialidade em ter aceite o conBite.

faço votos sinceros para que também desfrutes desta minha alegria em poder partilhar contigo alguns dos seus pensamentos sobre o quotidiano azul-e-branco e que, como eu, te deixes surpreender com o seu genuíno Portismo, contido na entrevista que se segue – concretizada a 15 de Janeiro e respondida a meio da tarde do dia seguinte [informação pertinente pelo teor de algumas das suas respostas].

tudo para desvendar logo a seguir ao «gosto» do faceboKas“®, em «‘no pare, sigue, sigue’» 😉.


somos Porto!, car@go! 
«este é o nosso destino»:  

beijinhos e abraços sempre! muito portistas!

Muito Obrigado! pela tua visita 🙂






 © Google



binte perguntas a… magro vai ao ataque


I. dados biográficos (gerais)

nome: Bruno magro vai ao ataque

data de nascimento (mês, ano): Março de 1982

signo do Zoodíaco: peixes

naturalidade (Concelho, Distrito)
Funchal (Madeira) 

residência (Concelho):
Lisboa

área de actividade profissional:
Engenharia (mas não de pentas!)

estado civil: solteiro

nr. de rebentos: zero 



II. entrevista


1. ainda te lembras da primeira vez que entraste num estádio de futebol? e, já agora: qual foi o estádio, quando foi (basta o ano), que equipas jogaram e qual o resultado final?

Honestamente não me recordo. O meu pai começou a levar-me ao futebol muito cedo – creio que a minha locomoção ainda se fazia com recurso aos quatro membros do corpo. Mas certamente foi na minha terra natal (a Madeira) e certamente para ver um jogo do Marítimo. Se tivesse de apostar, diria algures entre 1983 e 1984! Depois, a frequência era tanta que acabo por não saber a partir de que idade comecei a ter a noção do evento…



2. qual a primeira recordação – a mais imediata – da primeira vez que te recordas de “estares”, de “sentires o pulsar da turbe” no saudoso Estádio das Antas? justifica a resposta.

Uma das eternas mágoas desportivas que tenho foi nunca ter conseguido ir ao velhinho Tribunal das Antas! Sempre que planeei lá ir houve contratempos, e quando se proporcionou já o Estádio do Dragão estava erguido e em pleno funcionamento – onde me estreei com um 0-0, num FC Porto vs. CSKA, para a Champions, em 2005, um ano para esquecer…



3. uma pergunta que se impõe (e que será quase recorrente nesta rubrica):

concordaste com a demolição do Estádio das Antas? porquê?
Pela pergunta anterior conclui-se logo que não sou a pessoa mais indicada para responder a essa pergunta…
Mas, visto à distância, na altura concordei porque precisávamos de um estádio moderno, com os adeptos mais próximos do relvado, permitindo aumentar a pressão sobre o adversário. E também porque sempre identifiquei o meu clube como moderno, vanguardista, e que não se deixa adormecer à sombra do Passado, como um certo clube de vermelhos que conhecemos… E porque tinha a certeza de que, nas mãos do nosso presidente, só podia sair coisa boa!



4. à data [Janeiro de 2014], qual foi o melhor desafio de futebol que assististe “ao vivo e a cores” e que nunca esquecerás? porquê?

[não contam para esta estatística as partidas televisionadas, ok?]
Pelas perguntas anteriores, fica fácil perceber que não tive muitas oportunidades de assistir ao FC Porto ao vivo! Fui ao Estádio do Dragão apenas duas vezes; aqui em Lisboa, vou sempre que é oportuno (e por «oportuno» implica verificar dois critérios: eu estar disponível e haver bilhetes, o que no último caso é raro nos jogos grandes, atendendo a que me recuso sentar-me ao lado do inimigo, pois gosto de viver o jogo com os nossos, para poder dizer o que me apetece sem constrangimentos!)
Recordo-me de um Sporting vs. FC Porto, para a Taça de Portugal, em Alvalade. Os viscondes banalizavam-nos, e trataram de criar um ambiente terrível. Fica-me na memória ver o Hulk arrancar de frente para mim e só parar para festejar, depois de ter deixado o Rochemback de gatas e ter fuzilado o (chu)Patrício! Ganhámos nos penaltis, na baliza do lado em que eu estava. E, nesses penaltis, o Moutinho (ainda maçã verde) provocou-nos depois de marcar o dele, tendo recebido a devida resposta. Na altura mal sabíamos nós o que iria acontecer, um dia…



5. na entrevista ao teu homónimo [em Fevereiro de 2013] afirma-se: «Vivo o FC Porto de forma diferente agora que resido em Lisboa». assim sendo, pergunto-te tendo por base um cliché

como é ser-se portista em Lisboa? Em que é que se traduz essa diferença para ti? dá exemplos.
e, já agora, qual a estória mais curiosa e/ou divertida e/ou sui generis que guardas para o ilustrar convenientemente, e que ilustra essa «diferença»?
Ser portista em Lisboa tem algumas coisas que incomodam. E histórias não faltam! Recordo-me, em tempos, de termos três equipas portuguesas na Champions [época 2007/2008], e de querer ir a um centro comercial ver o jogo do FC Porto (que passava na sporttv), à mesma hora do dos lampiões (que passava na RTP1, em canal aberto portanto!). Chego ao centro comercial em causa e estavam as 4 (quatro!) tvs na RTP1. Pedimos para mudar o canal numa delas (uma!), mas não acederam. Se fosse o dos lampiões em canal pago eu ainda conseguiria tolerar alguma argumentação; naquele cenário foi um absurdo! E as coisas não chegaram a vias de facto porque o nosso interesse passou a ser ir rapidamente para outro sítio que nos deixassem ver o nosso clube!
Tem outras alturas que dá prazer… Nesse mesmo centro comercial, a assistir aos lampiões vs. FC Porto, e ter o prazer de festejar aquele golo saboroso! Nesse instante, fiquei a saber que éramos somente três Portistas – eu, um amigo meu, e um solitário lá no meio – contra uns 200! Obviamente ouvimos bocas, algumas ameaças, mas mantivemo-nos firmes. Lembro-me de estar a ouvir o relato e saber que era golo com 5 ou 6seg de avanço, e de não resistir! E, no fim da partida, levantar-me e dizer em bom som «Somos o FC Porto! O campeão!». Só para que eles não se esquecessem disso!
De resto, também tem coisas boas! Dá um prazer imenso olhar para eles de cima, depois de ganharmos (o que acontece frequentemente). Dá prazer discutir com eles porque é certo que são muitos mas perdem na argumentação. Dá prazer saber que andas no território do inimigo e festejas sem medo – e nisso os meus vizinhos já sabem com o que contar! Não me inibo nunca de lhes mostrar que aqui mora um Portista a sério, que berra a plenos pulmões (sendo que eles nunca mais esquecerão o passado dia 11 de Maio de 2013)!
Dá também vontade de defender o clube mesmo quando não jogamos bem! É nessas alturas que eles nos atacam ferozmente, pensando que estamos indefesos, mas nunca lhes dou tréguas! E se calhar é esse hábito que me faz ser menos crítico com exibições pouco conseguidas do que a generalidade (como deves perceber pelos meus comentários, pós-jogos não vitoriosos). Tenho sempre forma de ver um lado azul positivo, nem que seja só para os contrariar (e tornou-se hábito)!



6. decorrente da pergunta anterior e tendo em linha de conta o que se passou no Jamor (na final da Taça de Portugal desta época desportiva), em contraste com o que aconteceu no dragãozinho (na final da Liga Europeia, em hóquei em patins) e mais recentemente na homenagem a Eusébio (com tudo o que efectivamente se passou), peço-te esse especial favor de nos explicares a o que é que nos distingue, o que efectivamente nos diferencia dos adeptos do “tal” clube (dito) «glorioso».

A principal diferença é o nível de exigência: nós queremos ganhar sempre! E exigimos que deixem tudo em campo! Não toleramos empates, não toleramos facilitismos, não toleramos que se ache que a camisola ganha o jogo sozinha! Nunca saciamos a fome de títulos, por muitos que se acumulem! Para nós, estar em 2º no campeonato, a 1 ponto da liderança, à 10ª jornada, é intolerável! Quem trabalha naquele clube sabe que a tolerância é nula!
Eles?! Eles acham que há um decreto-lei qualquer que lhes dá a vitória. Que a camisola joga sozinha. Que é a História que entra em campo e que, se não ganham, é só porque alguma força oculta os impediu (sim, porque eles nunca são piores do que ninguém)… As crises só são decretadas quando já vão a 10 pontos da liderança…
São arrogantes, intitulam-se de «maior clube do mundo» mas que anda para ali a ganhar taças da liga! Eu gosto que eles sejam o «glorioso» porque a glória faz-se do Passado e não do Presente. E o Passado deles está cada vez mais longínquo! Até já festejam bodas de ouro da última conquista internacional!
Nós analisamos uma arbitragem olhando para os lances a favor e contra; eles só olham para o que os prejudica! Se há um penalti contra eles aos 84 minutos e um golo fora-de-jogo aos 86 minutos, eles só falam no golo fora-de-jogo e ignoram tudo o resto!
Além disso, são inimputáveis… Matam adeptos com very-lights, incendeiam autocarros, agridem hoquistas, agridem árbitros, agridem-se uns aos outros dentro de campo, instrumentalizam stweards para provocar e agredir adversários, o treinador agride jogadores no túnel, agride duas vezes jogadores no relvado (com imagens HD e a cores), agridem polícias, são apanhados em escutas sem consequências, compram jogadores dos adversários na véspera (ou mesmo na manhã!) do jogo com estes, entregam acções não cotadas em bolsa como colateral de dívidas ao Estado, têm claques ilegais, têm adeptos que entram em campo e agridem árbitros auxiliares, apagam as luzes pondo em risco a segurança de jogadores e espectadores adversários, contornam (de forma vergonhosa) Planos Directores Municipais da Câmara para construir o estádio… E o que é que lhes acontece? Peanuts
Não há forma de sermos iguais a eles, e ainda bem!



7. também no decurso das perguntas anteriores e no teu entendimento, consideras que a «mística» do nosso clube do coração ainda existe ou, pelo contrário, está a ser substituída subtilmente pelas “pipocas”? e o que é para ti «ser Porto»?
desenvolve a tua resposta, por favor. os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão 😀
Creio que aquela mística original foi-se transformando gradual e claramente ao nível da Equipa, e mais discretamente ao nível da Direcção.
Na Equipa, é notório que já não temos um Jorge Costa, um Paulinho Santos, um João Pinto, um André. Tentamos mantê-los nas equipas técnicas, mas não será necessariamente a mesma coisa.
Na Direcção, a mudança para uma profissionalização também tem as suas consequências. Num Passado recente, jogadores que aparentemente saíram do clube com atritos, têm sempre palavras negativas para com alguns dos seus elementos, mas sempre palavras positivas para com o Presidente. E isso é um sinal de que o Presidente vai sendo quem ainda tenta manter o espírito!
Além disso, parte da mística era consubstanciada pela forma como o Clube se fechava e unia forças interiores. Mas o clube percebeu que se vivesse eternamente fechado não cresceria. Hoje somos o que somos porque nos abrimos ao País e ao Mundo. Ser Portista deixou de ser um elemento estranho numa qualquer cidade do País! Isso afectou a mística, mas expandiu o Clube. E as vitórias mantêm-se
O que mudou pouco foi o que referi no parágrafo anterior: os adeptos! Somos cada vez mais e em todo o lado, mas o espírito de exigência, de auto-crítica, de tolerância nula mantêm-se. E um jogador que entra no Dragão, hoje, sente a mesma pressão do que um que entrasse há 20 anos atrás. E, desta forma, vamos conseguindo dissimular essa eventual perda de mística com a pressão das bancadas.


8. uma pergunta (muito) directa: qual a tua opinião sobre o novo sítio oficial do FC Porto (no geral)?
costumas consultá-lo com regularidade? e o que achas da fidedignidade/actualidade dos seus conteúdos? É mesmo novo ou é igual ao anterior, somente com uma nova “roupagem” e/ou ‘lifting’ e/ou grafismo?
Vou lá uma vez por semana, para ver se a crónica da partida diz aquilo que é preciso dizer – sobretudo em relação às arbitragens, porque entendo que, após o jogo, podemos e devemos falar daquilo que nos é subtraído, quando demasiado evidente!
Como só abro o link da crónica através da página oficial do clube no facebook, acabo por ainda não ter tido oportunidade de navegar por lá. A minha opinião é de que as redes sociais estão a apagar a importância do site, já que basta estar online para termos notícias sempre a cair a toda a hora.


9. e concordas com a actual política de Comunicação do FC Porto (sobretudo para o “exterior”) – nomeadamente com a aquisição do “Porto Canal”? porquê? e o que mudarias (a haver mudanças), na tua opinião?
Percebo que tentámos criar um canal que se descolasse da imagem de canal de clube, porque aquilo que assistimos na lampiõesTV é uma vergonha sem qualquer tipo de qualidade.
Para descolarmos dessa imagem, era importante criar um canal primeiramente generalista, com apoio à actividade do Clube, mas que julgo seguir progressivamente o caminho da defesa intransigente dos seus interesses.
Não sou adepto da retenção dos direitos de transmissão no próprio canal, quer por questões éticas quer por questões de pluralidade. Temos que ter os jogos a serem transmitidos por meios independentes que os divulguem o mais longe possível, e fazer isso com um canal próprio exige um esforço que não me parece compensar.
De resto, a política de comunicação do futebol tem sido muito constante nos últimos 10 anos: o treinador dá a cara por tudo. E houve até um treinador que deve de dar a cara para além do que deveria, por causa do castigo imposto ao Presidente [aquando da suspensão de dois anos, no decurso do processo apito dourado]. O prof. Jesualdo teve um comportamento, ao longo dessas épocas, que ainda hoje deve ser reconhecido! Ele foi o rosto mais visível do Clube e para tudo; deu o peito às balas, e travou guerras absolutamente sozinho em defesa do Clube. Devemos-lhe esse respeito, e sinceramente acho até que lhe conseguimos extrair a lampionite de que sofria! Acho que, hoje, ele é um dos nossos…
Mas talvez sugerisse algumas alterações nessa política, porque desgastamos a imagem do treinador – alvo de um desgaste tremendo, porque todas as semanas são expostos à crítica externa e interna. Foi assim com Vítor Pereira, é assim com Paulo Fonseca. O André Villas-Boas era um comunicador nato e essa era a praia dele; já os seus sucessores não são do mesmo calibre de comunicação e isso prejudica a imagem do treinador e, por conseguinte, do Clube. Era bom estudar uma solução que tornasse mais natural a ausência de comunicação do treinador quando fosse necessário protegê-lo.
9.1. no seguimento da pergunta anterior, dividida para não a tornar ainda mais extensa, pergunto-te se consideras que a Direcção do clube deveria (também) dar mais visibilidade a este “mundo” (nada) silencioso e/ou oculto e/ou menos visível e/ou pouco mediático, que é a “Bluegosfera”? se sim, em que sentido(s)? refere (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares), por favor.
A Direcção terá sempre dificuldades nesse aspecto, para não se colocar a jeito. E os próprios blogues poderiam ver a sua imagem deteriorada porque, se tivessem visibilidade à custa de intervenção directa do clube, seriam sempre vistos como uns seguidistas assalariados do clube. E nós não queremos que aconteçam coisas como na televisão dos vermelhos, onde indivíduos com nome disfarçado ligam para lá a dizer bem da direcção… Era mais o que faltava!
Depois, teria ainda outro lado negativo: se o Clube desse visibilidade a blogues que o criticassem e à Direcção, os pasquins da capital rapidamente criavam uma rábula semanal para se aproveitarem e publicitarem instabilidade interna, numa estrutura que odeiam mas cujas críticas têm que calar devido ao que é elogiado no estrangeiro.
Em suma, acho que os blogues, sozinhos, conseguem ter visibilidade e que a ajuda do Clube podia tornar-se perniciosa! Daí que não tenha os três exemplos que me pedes…


10. se tivesses poder na estrutura do nosso clube do coração, o que farias para internacionalizar (ainda mais) a marca “Futebol Clube do Porto”?
refere (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares) e em que os três b’s se apliquem (bom, barato e bantajoso), por favor..
Em termos Europeus é difícil expandir a nossa marca porque a Europa tem demasiados clubes e os adeptos dão muita importância ao seu clube.
De exemplos práticos, começo com aquele que já está em prática (passe a redundância): o investimento em jogadores sul-americanos de mercados específicos como a Colômbia (actualmente), o Uruguai, a Argentina, ou o Brasil (outrora). Temos fases de investimento nesses países e até já começámos a fazer digressões de pré-época. É um óptimo princípio! Só falta abrir escolas de futebol, e passar a ir lá todos os anos (não se conquistam adeptos e investidores indo lá uma só vez…).
Quanto ao mercado Asiático julgo que a única porta de entrada plausível seria através de aquisição de passes de jogadores Sul-Coreanos ou de jogadores Japoneses, porque os restantes mercados ainda não produzem jogadores de qualidade para o nosso nível. Esta opção pode esbarrar no b de barato, mas comprando cedo, pode vir a ser vantajoso! Eu diria que abrir uma escola de futebol na Coreia do Sul e outra no Japão poderia ser um excelente investimento! E uma porta de entrada gigante num mercado com muito dinheiro para investir.
Em relação ao mercado Chinês, eles só querem saber dos colossos Europeus. Para entrar lá só vejo uma forma: fazer parcerias de pré-época com um dos colossos europeus, de maneira a conseguirmos fazer uns jogos lá. Por exemplo, como o Manchester United vai lá todos os anos e joga sempre com uma equipa local (ou com uma selecção dos melhores jogadores da região) tentaríamos garantir junto dos reds de Manchester uma parceria para irmos lá com eles, e podermos jogar também (como nos nossos tempos de escola). A partir do momento em que começássemos a ir lá com regularidade, ficávamos com um brand awareness mais forte. Estas coisas não se fazem de um dia para outro, podem levar anos. Mas é preciso começar…


11. esta pergunta também será recorrente nesta rubrica, pela sua pertinência:
tendo em consideração os climas eleitorais nos clubes (ditos) «grandes» lá para os lados da Segunda Circular, e tendo presente todas as “peripécias” em torno das últimas eleições presidenciais para o spórtém e para o 5lb, pergunto-te:
temes que o mesmo possa acontecer quando Pinto da Costa abdicar de concorrer à presidência do nosso clube? porquê? sustenta a tua resposta com três razões/factores principais.
Respondendo directamente à pergunta: sim, temo!
A verdade é que tudo dependerá da forma como o Presidente abandonar. E os factores são:

1. Aceitação. 

Parece-me óbvio que o sucessor tem de cuidadosamente estar ligado ao Presidente para que haja aceitação dos adeptos. Não podemos correr o risco de ter alguém que, mesmo que ganhe títulos, não caie nas graças dos adeptos. Uma dessas figuras, a meu ver, será o Antero Henrique que, mesmo estando na Direcção como seu braço direito, não tenho a certeza de que a opinião sobre si, junto dos adeptos, seja consensualmente favorável…

2. Capacidade. 

Vejo figuras e boatos que me assustam, como os de António Oliveira ou de António Salvador. Não os vejo com capacidade para o nosso clube, sobretudo por falta de estrutura mental! Não quero, nem desejo presidentes que espumam pela boca à primeira derrota e despedem treinadores todos os anos!

3. Vitórias. 

Mesmo que seja alguém com aceitação e com capacidade, tem de ganhar. E se o clube, na fase de transição, perde o campeonato, os adeptos serão os primeiros a pedir a sua cabeça. Nos últimos 30 anos, sempre que o FC Porto teve insucesso ninguém pediu a cabeça do Presidente! Os adeptos culpam  primeiro os treinadores e jogadores! Com um presidente diferente não sei se essa estabilidade se manterá após a primeira derrota… Imagina, por exemplo, o Vítor Baía: aceitação não lhe falta, e até vamos supor que tem capacidade (como licenciado em Gestão Desportiva que é). Entrava para a Presidência e perdia o seu primeiro campeonato, nesse cargo, para os lampiões… Achas que os adeptos não iriam dizer logo: isto com o Presidente não acontecia!”?!


12. olhemos para o actual “estado de graça” e sobre o quotidiano do nosso clube do “coraçom”, e tendo presente as tuas expectativas para a presente época 2013/2014 (que são as de qualquer portista dos quatro costados que se preze):
como avalias a qualidade do nosso plantel principal de futebol? por exemplo, consideras que existem lacunas? quais são elas (a existir)? e quais são as suas principais virtudes? quem é a estrela mais cintilante? justifica as tuas respostas.
Não conheço nenhum plantel perfeito, é a resposta clássica!
Claramente nota-se que o falhanço da contratação do Bernard deixou a equipa coxa. Faltava-nos um extremo explosivo, que atraísse os adversários, que atraísse a bola, que mexesse com o jogo! O Atsu era um desses, mas ainda está por explicar o falhanço da sua renovação… Não somos perfeitos! Temos o Quaresma e do pouco que já pudemos ver, deu para perceber que vem melhor do que temíamos! E isso pode vir a ser importante…
Na baliza estamos bem servidos. De centrais também. De lateral direito também, porque o Ricardo surpreende nessa posição, e temos o Victor Garcia na B com um potencial tremendo! A meu ver, o lado esquerdo da defesa é o nosso handicap: temos um super-lateral-esquerdo que não tem suplente para o fazer descansar! E ele é tão bom que sairá para um colosso no curto prazo, e não vejo ninguém a ser trabalhado para o substituir (como fizemos com ele para substituir o Álvaro). É uma posição que me preocupa porque normalmente os bons são muito caros e os muito bons não estão ao nosso alcance financeiro!
No meio-campo está a chegar a altura de deixar ir o Defour. Já percebemos que ele não se dá bem no banco, e também já percebemos que ele nunca será um Moutinho. É um jogador útil, mas não é mais do que isso. E temos jogadores a serem tapados pela sua presença no plantel, nomeadamente o Castro e, sobretudo, o TozéAcho que o Fernando renova e resolve o problema do trinco…
Acho que o Lucho ainda pode dar mais uma época! E que algumas críticas que lhe fazem também são injustas, apesar de reconhecer que ele já não é o que era… Mas o problema reside precisamente aí: nas expectativas que o público gerou com base no que ele era em 2008! É preciso adaptar as expectativas à nova realidade e desfrutar do que ele (ainda) traz de bom ao jogo.
O Carlos Eduardo é um valor seguro para duas ou três épocas, até ser levado por um colosso europeu! O Josué precisa de estabilizar aquela cabeça! O Herrera tem potencial, mas está a acusar em demasia a pressão de não poder falharO Quintero está no limbo entre um super-craque e um tipo que se perde num Catania qualquer. Está nas mãos dele (i.e, nos seus pés e na sobretudo na sua cabeça) poder triunfar connosco… Não sei o que dizer do Izmaylov… Espero que recupere dos problemas e que regresse; é um jogador de inteligência e utilidade tremendas!
Na frente, o Varela é o sinónimo de instabilidade: tanto faz um jogo muito bom, como tem um jogo que cai no chão vinte vezes… É um jogador que vive de confiança, e quando a equipa não a tem ele também não faz mais por isso… O Ghilas tem um potencial tremendo e precisa de ser protegido da crítica! O Licá tem qualidade mas está a jogar na posição errada e no sistema táctico errado: ele é bom num 4-4-2, como segundo avançado… O Kelvin é a minha dor de cabeça: Devo-lhe tudo por aquele golo, mas acho que ele nunca será um jogador de alto nível! E penitencio-me todos os dias por pensar isso, mas não consigo evitar. Falta-lhe muita coisa!
Finalmente, a estrela, que para mim é o Jackson! É um matador nato, com uma entrega sem limites, e que é demasiadas vezes injustamente criticado, porque na maior parte das vezes a culpa é da bola não lhe chegar. E se só chega uma vez no jogo, não podemos esperar sempre 100% de eficácia…


13. aprofundemos ainda mais a questão anterior e façamos um exercício “’tipo’: suponhamos que…”.
suponhamos que eras o treinador principal do clube (you wish! 😀 ) e que a SAD te “impunha” um orçamento de 100M€ (cem milhões de euros) para o plantel, cuja base é o actual, à data desta entrevista [Janeiro de 2014].
o exercício que te proponho é a tua reformulação do plantel e se considerares que tal é necessário.
deixo-te uma recomendação: que (i) não te esqueças das expectativas individuais dos jogadores e/ou dos seus empresários, (ii) dos jogadores do clube sob empréstimo e (iii) da existência da equipa B.
desenvolve a tua resposta, por favor. os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão.
Alonguei-me na anterior sem antes ver esta pergunta! Mas consigo detalhar aquilo que eu alterava (e só mesmo o que alterava):
» comprava um lateral direito com experiência, porque já há muito que digo que gostava de ver o Danilo no meio-campo, como interior direito, numa posição que nos permitiria jogar com dois pontas-de-lança. Acho que o Ricardo pode vir a ser esse lateral direito, mas no curto prazo precisaríamos de alguém mesmo pronto para a posição;
» comprava um lateral esquerdo de caras! Precisamos mesmo muito de um suplente!
» nos centrais, vendia o Otamendi e ia buscar o Paulo Oliveira ao Vitória de Guimarães. Emprestava o Reyes a um clube de competições europeias espanhol, para que ele jogasse mais num país sem barreiras linguísticas e para facilitar a adaptação ao futebol europeu… e sem direito de opção de compra do passe, para regressar em 2015!
» vendia o Defour, fazia regressar o Castro e promovia o Tozé. Não sei o que faria com o Herrera, porque sinto que ainda tem muito para dar, mas tem vacilado perante a pressão!
» como será difícil manter o Jackson, convinha já ter alguém pronto para fazer companhia ao Ghilas
» comprava um extremo com o estilo do Atsu: um esquerdino veloz, pé esquerdo letal, com alguma técnica. Faz-nos falta alguém para partir alguns jogos amarrados!

Para já, é isto, e dentro do realismo dos 100M€


14. decorrente da pergunta anterior, o projecto da nossa equipa B tem pernas para andar ou será um “flop”? qual o teu prognóstico? justifica a tua resposta.
Claramente é para continuar!
Para além de termos a nossa formação a jogar num nível competitivo alto e debaixo da nossa alçada, tem sido importantíssimo para manter o ritmo a jogadores da equipa A, prontos a serem chamados a qualquer momento! E também para dar alguns banhos de humildade a quem gosta de andar em bicos de pés (o Defour é um daqueles que já merecia ir lá uma vez, para acalmar…). Espero que desta vez não interrompam o projecto a meio!
Acho que podemos tirar dali jogadores de qualidade! Do que vejo, gosto do David Bruno (que até perdeu o lugar esta época), do Victor Garcia, do Mikel, do Tozé e do Vion.
Há outros com potencial, mas ainda não me convenceram ao ponto de eu achar que podem chegar à equipa A e outros só se revelarão na próxima época.


15. no decurso das tuas últimas quatro respostas, proponho-te outro desafio:
se tivesses poder para mandar (againyou wish😀 ), o que alterarias no esquema táctico actual da equipa – e caso consideres que há algo que necessariamente tem que mudar?
justifica a tua resposta, desta feita em articulação «apenas e só» com os jogadores actuais ao serviço do clube.
É a pergunta que pede disfarçadamente a análise ao duplo-pivot!
Sou dos poucos adeptos que dá pouca importância a essa questão. O esquema táctico é pouco relevante, a forma como se desenvolve nas várias fases do jogo é que é o importante!
A equipa perdeu um dos melhores médios da Europa, não nos podemos esquecer disso! E era preciso fazer qualquer coisa para adaptar os que temos. Se é com um duplo-pivot isso é pouco importante; temos várias equipas de topo na Europa que jogam com duplo-pivot e jogam muito à bola! A que mais aprecio é o Ballspiel-Verein Borussia 1909 e. V. Dortmund (Borussia Dortmund).
O que acho que faltou na primeira metade da época foi perceber a fragilidade da equipa nas alas ofensivas, e (não) mudar o sistema para se adaptar a isso. Foi o que já falei na caixa de comentários algumas vezes: se não temos extremos que rompem, joguemos sem extremos! Temos dois super-laterais que fazem bem o corredor todo… Era puxar o Danilo para médio, ao lado do Fernando (na hipótese de manter o duplo-pivot), colocar o Ricardo a lateral, com o Lucho e o Carlos Eduardo à frente, lado a lado, o Jackson a ponta-de-lança e Ghilas a falso ponta de lança, a cair na direita.
No momento ofensivo, o Danilo subia e caía na posição de extremo direito, com o apoio nas costas do Ricardo e com o Ghilas a juntar-se ao Jackson. Na esquerda, podia cair o Carlos Eduardo com o Alex Sandro a fazer o corredor. No momento defensivo, o Danilo fechava ao meio e ajudava o Ricardo a defender. E o Carlos Eduardo pressionava a saída do lateral direito do adversário, fazendo o mesmo o Ghilas do lado contrário. Gostava de ver isto ser testado, mas quem sou eu…
Acredito fortemente em sistemas móveis, adaptativos às circunstâncias do jogo e às decisões do adversário, e impositivos no momento ofensivo! Gosto de ver equipas que, quando atacam, metem respeito no adversário, condicionando-o, obrigando-o a recuar, que o põe com receio em atacar com muitos sabendo que, ao perder a bola, vai ter logo problemas!


16. face aos acontecimentos mais recentes – vide a rubrica “lampionagens” e “calimerolândia” -, achas que é uma “teoria da constipação”® ou os clubes da Segunda Circular têm mesmo uma política de justiça e de (im)parcialidade diferente dos demais adversários na Liga? ou somos nós que conseguimos melhor “fruta” e mais “quinhentinhos” do que os outros, os ditos «impolutos»?
no teu entendimento, qual(ais) a(s) razão(ões) para que tal esteja a acontecer (se é que está…)?
Acho que hoje nada disso existe da forma como já existiu. Com o acesso da Justiça a chamadas telefónicas, não há ninguém que escape. Se não usassem o telefone, seriam vistos em algum sítio!
O que tenho a certeza que existe é uma pressão invisível. Na Segunda Circular tenta-se condicionar, ao máximo, as arbitragens, com pressões absurdas e insinuações baseadas em acontecimentos que são falsos e ultrapassados.
Há árbitros que têm claramente uma preferência clubística e não conseguem disfarçar. E esses são fáceis de pressionar! O Duarte Gomes é lampião doente! O João Ferreira idem. O Bruno Paixão tem um desequilíbrio mental qualquer… O Lucílio era uma vergonha nacional. O Soares Dias é portista, apesar do péssimo Domingo que teve… Há também uns lagartos… Mas, no geral, todos odeiam apitar os viscondes, porque a pressão é insustentável! Os lagartos são, de longe, o clube que mais pressiona as arbitragens (e o que mais beneficia em termos práticos!), tendo já conseguido que os árbitros se recusassem apitar os jogos deles por duas vezes!
O FC Porto tem vindo progressivamente a evitar o confronto com árbitros. Ao não pressionar com excessivas críticas, deixa que os árbitros ganhem respeito. E hoje, mais do que quererem condicionar um árbitro, é importante não o confrontar, não criar atrito. E a distância, nesse aspecto, traz efeitos positivos: deixamos de ser tão prejudicados como poderíamos ser. Essa é, aliás, a estratégia do Leonardo Jardim, que vezes sem conta é assassinada pelo presidente mais patético da história daquele clube…
E até foi isso que fizemos no Domingo, no final do jogo: nem falámos do árbitro, e deixámos isso para a crítica na crónica do jogo. Além disso, quando é demasiado evidente, há quem o faça por nós; por isso evitamos ter comentários acintosos para com o árbitro, que assim nos ganha respeito! É preciso saber trabalhar esta componente psicológica do jogo.


17. qual a tua opinião sobre o actual estado de alma do nosso clube em relação às modalidades (ditas) “amadoras” e em que está envolvido?
em concreto, o que te pergunto é se o trabalho desenvolvido terá Futuro, se está no bom caminho, se dará frutos, se os projectos têm solidez (a todos os níveis), ou se poderá haver outros exemplos com o que aconteceu à suspensão» do basquetebol sénior?
já sabes que estás à vontade para desenvolver a tua resposta 😀
Parece-me que o Hóquei e o Andebol são as únicas modalidades em que continuamos a investir a alto nível, com objectivos inclusivamente Europeus. E vejo que há trabalho de formação e de prospecção que estão muito longe de serem amadores!
O Basquetebol foi uma facada no coração. Apesar de não ser um apreciador doente da modalidade, tenho grandes memórias. E sempre foi um sítio onde também batíamos nos lampiões com frequência!
Actualmente só costumo acompanhar os jogos decisivos do Hóquei, por falta de tempo…
Das outras modalidades menos publicitadas, acho que o Boxe e o Bilhar só se mantêm exclusivamente por tradição, e a Natação deve manter-se essencialmente pelo benefício que traz aos praticantes, e ser mais uma forma de cativar adeptos para o clube!
Em suma: gostava de ter o Basquetebol de volta aos grande palcos, e dispensava o Boxe e o Bilhar, se assim fosse necessário.


18. esta pergunta é recorrente nesta rubrica.
das seguintes opções, descreva o seu sentimento mais profundo (se possível) após uma derrota do seu clube do coração:
[só pode ser uma opção. selecciona-a a negrito, por favor]

a. – não durmo direito nessa noite
b. – que ninguém me fale durante as próximas vinte e quatro horas, pelo menos – esposa incluída
c. – apetece-me mandar tudo para um sítio (ou dois) que eu cá sei
d. – extravaso o meu sentimento em blogues, sobretudo em respostas aos “comentários” dos lampiões (mormente anónimos) de serviço
e. – para lá de mandar tudo para mais dois ou três sítios que eu cá sei e de que me lembrei agora, vou (literalmente) queimar calorias para a Segunda Circular, invectivando tudo e todos que me aparecem pela frente (sobretudo de vermelho e/ou verde vestidos)


19. à data [Janeiro de 2014], e na tua opinião, qual o melhor onze de jogadores que envergaram a camisola do FC Porto e qual o melhor banco (22 jogadores no total, portanto), que já viste jogar, «ao vivo e a cores», e qual o melhor treinador que passou pelo clube?
[
podes “seleccionar” jogadores nacionais e/ou internacionais]

(vou ter de incluir jogos televisionados, dada a escassez de jogos ao vivo!)

onze titular [4-3-3]:

Vítor Baía;  João Pinto, AloísioJorge CostaAlex Sandro; Fernando Reges, João MoutinhoDeco; DrulovicRadamel Falcao e incrível Hulk.

suplentes: 

Não me peçam para escolher…
Helton, Danilo, Ricardo Carvalho, Mangala, Branco; Paulinho Santos, Lucho, Rui Barros; Madjer, Kostadinov e Jardel 

melhor treinador:

José Maria Pedroto 

(mesmo sem ter visto esse FC Porto, qualquer Portista que tenha assistido ao reporttv sobre ele, tem de ficar completamente boquiaberto com a sua genialidade e visão futurista!) 

20. enquanto visitante regular do TOMO II, faço-te duas sub-perguntas:
i) como tiveste contacto com este espaço, i.e., como me encontraste?
ii) peço-te o favor de indicares um aspecto positivo deste espaço e um aspecto (ou mais do que um) que gostasses de ver corrigido. 

i)
Não me recordo, mas tenho ideia que andava à procura no Google da NORTADA da semana, e uma das pesquisas veio bater aqui. Li o conteúdo e gostei, sobretudo por estar escrito com cuidado e sem conspurcações da Língua Portuguesa! Claro está que, se não fosse do FC Porto, até podia estar escrito no melhor Latim, que eu dava meia volta!
ii)
Positivo: organização e facilidade de argumentação (todos os assuntos têm um link a indicar a origem ou onde já foi discutido o assunto)
Negativo: (muitíssimo poucos) posts sobre assuntos que não têm que ver com o nosso Clube do coração. Mas parece-me que isso deixou de acontecer, agora que criaste um novo blogue para libertares o que te vai na alma sobre esses temas.


21. não há. chegamos ao FIM! 😀
MUITO OBRIGADO! pela tua colaboração. 
espero que a entrevista tenha sido do teu agrado! 😀
Eu é que agradeço este tremendo privilégio! Espero, um dia, poder retribuir, ainda quem nem tenha sequer um blogue (mas julgo que, com o tempo, vou-me dedicar a isso!)