da minha máxima confiança na Presidência

© google

«


Depositamos a máxima confiança no mister e a sua carreira vitoriosa em Espanha não precisa de muita explicação. Fizemos um contrato de três anos porque queremos construir uma equipa sólida e com garantias de que, nos próximos anos, vamos voltar a ser o que normalmente temos sido. Queremos começar a perder de vez em quando, não a ganhar de vez em quando.

Quando contactei o ‘mister’ disse-lhe que era a minha primeira, segunda e terceira opção. Não lhe dei margem para dizer que não. Procurei ter o Julen Lopetegui na equipa principal e que o Luís Castro ficasse na equipa B para poderem trabalhar em conjunto. 
O futebol espanhol, além de ter (talvez) a melhor Liga do Mundo, não é por acaso que tem três dos quatro finalistas das provas europeias. Também não é por acaso que, com Lopetegui, a Espanha tenha ganho em dois anos seguidos os títulos europeus de sub-19 e sub-21. Podia ter sido outro treinador porque tive possibilidades para escolher outros com mais impacto, mas não iam de encontro com aquele projecto que eu e os meus companheiros idealizamos. Não vou revelar os nomes que me foram oferecidos, mas se os dissesse ficariam espantados.

O futebol é universal e, comigo, o FC Porto já venceu provas internacionais com treinadores portugueses, como aconteceu com o Artur Jorge, André Villas-Boas e José Mourinho; mas também já o fez com estrangeiros, nomeadamente com o Víctor Fernandez e o Tomislav Ivić, além de ter tido outros que deixaram marcas, como o Bobby Robson. Senti que mister estava identificado com o nosso projecto e isso foi o mais importante.

O Luís Castro volta ao seu lugar porque interinamente teve a posição que teve com coragem e sacrifício. Poucos aceitariam e assumir a equipa como ele assumiu e vai voltar a um lugar onde fez um grande trabalho, como todos sabem. Obrigado Luís Castro. Tinha muita consideração por si, mas hoje tenho ainda mais.

Temos aqui toda a administração e direcção do FC Porto, numa demonstração de que estamos unidos e preparados para enfrentar o Futuro. Todos sabemos e o treinador também já compreendeu que temos muita gente hostil ao FC Porto. Mas isso para nós não é um obstáculo, é um estímulo.

Ao porem-me como moribundo quer dizer que gostavam que cá não estivesse. Mas vou estar com o espírito como se estivesse a iniciar novos 32 anos como presidente do FC Porto. As pessoas vão continuar a falar, são pagas para dizer mal porque se disserem bem vão para o desemprego, mas espero que vivam muitos anos para nos verem a vencer.

»

autor: Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa

fonte: zerozero (2014-05-06)

ps: os negritos, os itálicos, os sublinhados e os destaques, são da minha inteira responsabilidade


finalmente!, meu caro presidente!
portanto, eis aqui o meu sincero muito obrigado!
confesso-lhe que estava sôfrego por o ouvir. assim como acho que não custa(va) nada colocar um ponto final nos boatos que zurzem de há (pelo menos) dois meses, acerca de tudo e de nada em relação ao Clube.
para além de que, tal como o sr. e os que o seguem nos destinos do nosso clube do coração, também eu estou muito confiante para o Futuro próximo.
disse!
Anúncios

o sr. serpa enjeitou a oportunidade… [actualizado com ‘brasão abençoado’]

© google

«

o meu futebol nasceu na rua. foi lá que adquiri as bases, melhorei a técnica e aprendi a levar porrada. o jogador de rua é selvagem.

»

autor: Ricardo Quaresma (2014-03-29) 

fonte: ojogo | FC Porto para sempre

«

Quero prestar a minha solidariedade com o Ricardo Quaresma, pois sou contra qualquer acto racista e sei o que o levou a momentaneamente ficar muito exaltado. Qualquer um ficaria, na sua situação. Não agrediu ninguém, como foi visível nas imagens. 
Há gente, no Futebol, que não deveria lá estar, por andar a provocar os adversários. Quem o insultou se calhar não o voltará a fazer e estará arrependido. Curioso que a UEFA, tão defensora da luta contra o racismo, não tenha tido uma única palavra sobre este caso…

Disseram que o Quaresma não devia ser convocado à selecção. Mas, essas mesmas pessoas, foram as que defenderam, de forma acérrima, o João Vieira Pinto quando ele agrediu um árbitro num Mundial, passando por cima de uma situação extremamente grave. [João Vieira Pinto] é agora um rosto da Federação. O próprio seleccionador já teve as suas atitudes que deviam também fazer reflectir as pessoas sobre o cargo que ocupa. Se não o querem na selecção, ele também não estará preocupado com isso. É da maneira que poderá fazer parte do grupo dos amigos do Zidane.

»

autor: Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa
fonte: zerozero (20140402) 
ps: os negritosos itálicos, os sublinhados e os destaques são da minha responsabilidade.

«

‘Caso Quaresma’ é escandaloso 


Começo por confessar que o regresso de Ricardo Quaresma ao FC Porto me surpreendeu positivamente. Não acreditava que um jogador com as características de personalidade de Quaresma voltasse a atingir padrões tão elevados de qualidade, depois de um largo período de profunda hibernação competitiva. Enganei-me e a verdade é que Quaresma trouxe a este FC Porto alguma da classe que lhe faltava, e que se tornou ainda mais evidente depois da estranha opção de libertar Lucho González a meio da época.

Também admito que algumas exibições me fizeram pensar sobre se não seriam suficientes para Paulo Bento o incluir no lote dos eleitos para o Mundial, mas nada do que aqui se afirma, porém, me impede de dizer que a decisão do Conselho de Disciplina da FPF, sobre as atitudes e comportamentos do jogador portista no final do jogo com o Nacional, é escandalosa, contribui gravemente para a desacreditação moral do futebol português e, por isso, deve merecer que se instaure um rigoroso inquérito para se perceber a quem cabe a responsabilidade do escândalo – se ao órgão de justiça, se ao árbitro do jogo, o qual, com esforçada ajuda de um dos seus auxiliares, também andou transformado em segurança, tentando travar a fúria do jogador.

Vem, agora, o presidente do FC Porto dizer que Quaresma apenas reagiu a provocações racistas, que teriam origem numa campanha para o afastar da selecção nacional. 
Seria lamentável se essas provocações tivessem existido e ficassem sem o devido castigo, mas ligá-las a uma acção combinada (por quem?) para afastar o jogador do Brasil é uma presunção ridícula, especialmente quando não há uma única palavra para recriminar a desabrida atitude do seu jogador.

»

autor: belenense do sr. serpa
fonte: pasquim da Travessa da Queimada (20140403) 
ps: os negritosos itálicos, os sublinhados e os destaques são da minha responsabilidade.

caríssima(o),
tenho, para mim, que há mais seres, para lá dos vermes, que se dedicam a ser completos invertebrados, no sentido em que, por serem desprovidos de um esqueleto, não conseguem manter uma postura una, escorreita, irrepreensível, inquebrantável, constante. 
o sr. serpa é um desses seres, mas não será o único, pois que possui fiéis seguidores (ou serão sabujos?) na redacção do pasquim da Travessa da Queimada. se dúvidas houver do que afirmo, o seu texto acima dissipa-as. ele surge na senda de tantos outros, igualmente polémicos, porventura parciais, mas todos eles a demonstrarem que, para o sr. serpa, a Ética, o Rigor e a Imparcialidade por que se deve pautar um jornalista, no exercício da sua função, são valores que convém atropelar quando outros va£ore$ (porventura mais altos, mais «gloriosos») se lhe deparam pela sua frente – e como, em tempos, denunciou um seu antigo colaborador.
eu sei que, naquela sua mente de gente pequenina e habituada a tecer considerandos depois de pensar com os cotovelos, a decisão do Conselho de Disciplina da FPF é «estranha», «escandalosa», «grave», «racista», «lamentável»«ridícula»«desabrida». e só a pode encarar dessa forma porque não se trata de um jogador de uma qualquer outra agremiação da Segunda Circular. 
legitimamente pergunto: onde esteve ele em Maio 2011? em que sub-cave se encontrava e que não lhe possibilitou ver a «desabrida atitude» de um jogador, então afecto aos quadros do 5lb, para toda a Europa do Futebol se deleitar com tamanho espectáculo?
pois eu sei onde ele não se encontrava: a urdir um texto a malhar à esquerda e à direita em quem deveria ser «castigado», a clamar pela instauração de «um rigoroso inquérito para se perceber a quem cabe a responsabilidade do escândalo» que contribuiu «gravemente para a desacreditação moral do futebol português», a criticar quem (in)tentou silenciar a dita imagem pública que aquele jogador, então afecto aos quadros do 5lb, passou para toda a Europa do Futebol.
entretanto, informam-me que só os adjectivos destacados a negrito é que foram efectivamente empregues na classificação daquela decisão; os outros apenas se encontram inclusos no seu texto e não se referem ao tema e apreço… pois… tudo bem… quero lá saber… se o sr. serpa o pode fazer, mormente em relação a ataques vis ao nosso FC Porto, (ab)usando de um poder que não detém, também eu o farei.
também me informam que o excremento” do Delgado, na edição impressa de hoje, Sexta-feira, do pasquim da Travessa da Queimada, num editorial sob o título do dolo e outras coisas cómicas… (aqui) abordou o tema ao de lebe
peço desculpa, mas só me ocupo de um invertebrado de cada vez…

post scriptum às 18h33m:

» na edição impressa de hoje, Sexta-feira, do pasquim da Travessa da Queimada, recomendo a leitura do mais recente BRASÃO ABENÇOADO, de Pedro Marques Lopes, venha a terceira! (aqui).
sobre a parte “movimento basta, ou basta de hipocrisia”, eis a que se refere o cronista – e com a devida vénia para o caríssimo dragão Vila Pouca, por ter disponibilizado tão pertinente informação:

© pasquim do sr. serpa
(clicar na imagem para ampliar)

» a propósito do mais recente comunicado do spórtém(o de ontem, ao início da noite, bem entendido… já saiu mais algum, entretanto? e quantas entrevistas já deu o burro do Carvalho, neste intervalo?), fizeram-me chegar o textinho abaixo, da autoria de Jorge Maia. subscrevo o seu teor, na íntegra, por ser muito, mas mesmo muito pertinente:


© ojogo | FC Porto para sempre
(clicar na imagem para ampliar)

» de regresso à edição impressa de hoje, Sexta-feira, do pasquim do sr. serpa, por lá há mesmo algumas «coisas cómicas». para lá do editorial do intestino, recomendo a teorização de nuno perestrelo de jorge “jebus” poder passar a ser «o terceiro treinador português com mais meias-finais europeias» (UAU!!!, que feito notável) e assim «olhar para Mourinho» (UAU!!!); a mazinha encefalalgia de joão (nada) bonzinho, por Quaresma não ter tido um «correctivo exemplar» e poder falhar o Mundial, em “craques” (aqui); a opinião de sílvio o senador pateta cervan sobre Luís Castro, a qual vem corroborar o que acima escrevi em relação a elogios que partem de uma crítica maledicente; a notícia que confirma uma das formas como o burro do Carvalho tem reduzido o Passivo da SAD do spórtém,  a propósito do negócio abortado de Elias para o futebol brasileiro.

disse!

da necessária acalmia, pela voz do Presidente…

© google

«

No campeonato, só o primeiro lugar nos interessa. Nesta casa, é assim que se pensa. 
O FC Porto cometeu erros, toda a gente os comete. Mas é difícil esquecer que, quando estávamos só com vitórias e com cinco pontos de vantagem para o segundo classificado, perdemos dois pontos com o Estoril da forma como se viu, com o sr. Rui Silva a apitar. Perdemos com um penalty fora da área e um golo em fora de jogo, ou seja, teríamos vencido por dois a zero. Esse jogo tinha muito significado para nós e abalou a equipa», começou por declarar o dirigente de 76 anos.
E depois, em Alvalade, num jogo em que estava em discussão pelo menos o segundo lugar, o FC Porto perdeu com um golo completamente irregular. Não estou a dizer que foi um erro intencional, mas esta é a realidade. Só gostava de saber quais seriam os títulos de alguns jornais de Lisboa se tivesse sido ao contrário… 
Espero que, quando terminar o campeonato, ninguém se esqueça do que aconteceu nos jogos com o Estoril e em Alvalade. Mas estas são as contingências do futebol, que acontecem aos melhores, como foi o caso em Alvalade. Agora, os factos são estes: perdemos cinco pontos por erros de arbitragem em dois jogos que eram cruciais para nós

Uma boa época, aqui no FC Porto, é quando se ganha o campeonato ou uma prova internacional.
A Liga Europa será muito difícil de vencer e o campeonato está praticamente decidido, até pelas razões que já expliquei. Mas é muito difícil voltar a vencer a Liga Europa. Aliás, acho que será muito difícil para quase todos os clubes que ainda estão na prova, porque há um grande favorito, que é a Juventus. Eles têm uma grande equipa e ainda por cima vão jogar a final em casa. À partida, são os grandes favoritos.

Muita gente dava o favoritismo ao Frankfurt depois de ter empatado a dois no Dragão; também davam o favoritismo ao Napoli depois de terem perdido em nossa casa – aliás, considerei exagerado o favoritismo que lhes deram para o jogo em Nápoles, estava toda a gente com uma confiança absoluta de que iriam ser eles a passar, e isso acabou por ser positivo para nós. Bem, mas o certo é que somos nós que continuamos por cá… 
Para já, não podemos pensar na final, temos é de pensar no Sevilla, que é uma boa equipa; ainda agora venceu o Real Madrid depois de ter estado a perder e isso diz muito da qualidade da equipa. Mas vamos é preocupar-nos com um jogo de cada vez.

O Luís Castro é um homem da casa e foi uma escolha minha. Nunca, em nenhuma circunstância, dei a minha opinião ou qualquer palpite antes de falar com os treinadores para tomar uma decisão deste género, pelo que não é agora que vou abrir uma excepção. 
No entanto, o Luís Castro não foi chamado para a equipa principal como um remedeio, mas antes porque lhe reconheci capacidades, caso contrário teria tido a oportunidade de contratar outro treinador. Aliás, houve muitos disponíveis para treinar o FC Porto, alguns que, se eu dissesse quem são, as pessoas até ficariam surpreendidas.
Luís Castro foi uma opção consciente e está a fazer um excelente trabalho. A equipa joga como toda a gente tem visto… Por exemplo, a defesa era acusada de sofrer muitos golos, mas só permitiu um que qualquer equipa sofre se valerem golos em fora de jogo, tal como aconteceu em Alvalade. De resto, temos apresentado uma grande solidez e a equipa tem jogado bom futebol, como ficou demonstrado no jogo com o 5lb. Quanto ao futuro, tenho as minhas ideias, que seguirei na altura própria.

»

autor: Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa
fonte: zerozero | FC Porto para sempre (20140328) 
psos negritosos itálicos, e os sublinhados são da minha responsabilidade.

portanto: tudo está bem quando acaba… mal?! [actualizado com material do pasquim da Travessa da Queimada]



© google


caríssima(o),

provavelmente irei replicar muito do que entretanto já foi escrito, por esse maravilhoso mundo que é a bluegosfera“®, inclusive pelas suas caixas de comentários, a propósito da mais recente entrevista do nosso querido líder aos microfones do Porto Canal. é um risco consciente que corro, pois que, tal como ontem, no encontro para ex-taça da bjeKa“®, só a pude ver em diferido
no entanto, tenho a certeza absoluta que o que a seguir lerás será em primeiríssima mão, pois que se trata da minha opinião sobre a dita e só agora é que a partilho contigo.

antes de tudo e para os mais incautos, convém recordar três premissas muito importantes:

i)

o Presidente é tão portista quanto nós, adeptos indefectíveis do Clube;

ii)

desde que chegou à presidência do Clube, a sua gestão é feita de dentro para fora [obrigado! Hélder, pelo pertinente reparo] e nunca o contrário desta, preservando a reserva e o recato de todos os assuntos internos que lhe dizem respeito;

iii)

os interesses do grupo de trabalho estão sempre acima das expectativas que os adeptos possam criar.

tendo-as sempre presentes, partilharei contigo o que achei da dita entrevista.
começo pelos seus aspectos positivos.
antes de tudo, folguei saber que aparenta estar bem de saúde. depois da intervenção a que foi sujeito e do melindre que causou na nossa massa adepta, esta é, de facto, uma boa notícia.
depois, gostei do recado que mandou para dentro do clube, com a distinção entre «sócio» e «adepto». e da defesa intransigente do grupo de trabalho ao dispor de Paulo Fonseca e do profissionalismo deste. e de perceber que priori Fernando não sairá já no final deste mês. e de ter dado uma má notícia para quem desejava a cabeça de Paulo Fonseca e se esquece da premissa iii). e da descasca ao actual Presidente da Liga Portuguesa de Futebol (muito pouco) Profissional. e do sucesso do Museu do clube – que farei questão de visitar na companhia do meu filho e da minha esposa, num momento que espero que seja único e inesquecível (pelo que ainda terei um ano para (des)esperar… valha-me que já começa a literalmente gritar Pooo’tooo, por sua iniciativa, sem muita influência minha e apesar de ainda não saber o seu significado)
e penso que é só. acho que não me esqueço de mais nada.

já dos aspectos negativos, aí tenho algo mais a contar pois que, no cômputo geral, a entrevista não me agradou, sequer por aí além…
acima de tudo e apesar de perceber a sua (que é a nossa) indignação com algumas arbitragens, justificar a perda de pontos no campeonato com algumas prestações más de alguns árbitros nacionais é querer tapar o Sol com uma peneira. salta à vista de todos que o nosso clube do coração tem feito uma má época também (e sobretudo) devido ao péssimo futebol que a equipa principal vem praticando. 
assim, justificar o actual o atraso de três pontos para o primeiro classificado com este argumento, ficou-lhe mal – tal como só relembrar as bolas nos ferros para demonstrar a «falta de sorte» na eliminação da Champions. neste aspecto, convinha que o entrevistador os tivesse no sítio para fazer as perguntas que, no meu entendimento, se impunham. mas já lá vamos…
portanto, considero que estas desculpas foram um tiro no pé, e que os delgados que tão bem criticou não perderão a oportunidade de lhe cair em cima por as ter proferido...
também não gostei dos ataques que desferiu a António Oliveira e a Fernando Gomes – potenciais nomes para lhe sucederem na presidência do Clube. o primeiro – e por muito que se lhe possam apontar dúvidas acerca do seu portismo -, limitou-se a expressar o que muitos de nós afirmamos (quase) diariamente nos cafés e/ou escrevemos em blogues. tudo bem que o grupo «não atirou com a toalha ao chão»; mas foi um péssimo FC Porto que se apresentou no ex-estádio da Lucy. mais uma vez, o entrevistador com uma oportunidade para, por exemplo, perceber o porquê da ida ao balneário se o grupo «não atirou a toalha», e limitou-se a acenar como a cabeça, como os burrinhos… a Fernando Gomes e por muito que corrobore algumas das críticas apontadas (a da ida ao Gabão, por exemplo), não considero que tivesse tido a lisonja que aquele, no meu entendimento, merece. fiquei com a nítida sensação de que há remoques e/ou feridas abertas por sarar, com a utilização da Olivedesportos para servir de argumento a justificar este meu pressentimento.
por último, também não gostei (e mesmo nada!) da dispersão por outros temas que não incidiam com o quotidiano azul-e-branco. com tanto por perguntar (e já lá vamos, prometo!), a última coisa que queria saber era da opinião sobre a justiça da entrega da bola de ouro ao CRtriste“®… ou do que pensa Platini sobre este assunto…

para finalizar, conforme o prometido e para lá dois dois exemplos já referidos, eis o que eu gostaria de ter ouvido na entrevista e não tive essa oportunidade.
acima de tudo gostava muito que o Tiago Girão não tivesse demonstrado tanto respeito pelo seu patrão e tivesse feito uma entrevista a condizer com o que se pretendia ouvir do nosso líder máximo, num momento tão conturbado, que já envolveu, por exemplo, (pelo menos) três idas ao balneário e uma reunião entre o treinador, elementos da Direcção, capitães da equipa e líderes da claque SuperDragões. esta era uma boa deixa para tentar saber se a tal «confiança cega» existe mesmo no balneário e/ou se este respira mesmo saúde. ou para perceber o porquê de se ter criado esse precedente. e de se o grupo de trabalho sabia do resultado que aconteceu na Rússia, antes de entrar em campo para defrontar a equipa austríaca e não deixar tudo (de)pendente para o jogo de Madrid – que foi o único que foi abordado, mas pela questão que nenhum portista concorda e que é a da Sorte e/ou Azar.
mais do que eventuais nomes de hipotéticas saídas, gostava de saber o que o nosso grande presidente acha do tal «ciclo de três anos» que a SAD preconiza para os atletas do clube e se tal não é mesmo um risco que se tem que ter em conta – pois que se interliga na questão das expectativas que os atletas criam, vendo o clube como «trampolim». olha, assim de repente surgiu outro tema que não foi abordado convenientemente: a hipótese de uma eventual perda da «mística do clube» no balneário. esta questão também entronca na saúde financeira do clube e da SAD – uma temática que nem sequer foi aflorada e com tanto para perguntar…
também gostava de saber o que o clube pretende fazer para (i) expandir a marca FC Porto além-fronteiras (por exemplo: a digressão às américas foi um acto isolado ou será uma experiência para repetir?) e (ii) como pensa incrementar as receitas do merchandising do Clube.
também gostava de ter ouvido uma palavra que fosse para as modalidades (ditas) amadoras do Clube; acho que fica para a próxima. e de saber algo mais sobre a eficácia política de comunicação dClube, não só para com os seus associados, mas também para o exterior – por exemplo, porque é que não há um programa de debate do seu quotidiano e/ou de defesa dos seus interesses no canal que é gerido pelo Clube?
penso que já é suficiente, certo?


para concluir e por muito cáustico que tenha sido nas linhas atrás redigidas, há algo que eu sei que não farei: ser injusto e ingrato para quem tanto e tantas alegrias me/nos deu, desde que me conheço para o meu/nosso clube do coração. 
tenho a perfeita noção e a consciência tranquila, de que o que escrevi foi em prol do Clube – que não é perfeito, assim como o seu Presidenteagora, também sei que não serei capaz de escrever algo como o que é reproduzido na imagem abaixo e cujos teor e contexto podem ser lidos na íntegra aqui:

(clicar na imagem para ampliar)


actualização às 13h28m:

eis o que (também) de melhor se publicou na edição impressa de hoje, do pasquim da Travessa da Queimada, com o especial destaque para a mais recente crónica de Pedro Marques Lopes (adiar o inadiável), na sua (agora) habitual coluna de opinião BRASÃO ABENÇOADO, e com a qual estou inteiramente de acordo e considero ser difícil discordar, pela sua objectividade.

vais ter muita sorte, ó guardanapo de papel


disse!



de uma estória a propósito da sua história, para memória futura…

«

Pinto da Costa e Eusébio


O clássico desta tarde, na Luz, tem quase tudo para ser arrebatador das emoções do povo que gosta da bola e se revê nos clubes envolvidos, que primam por uma rivalidade injectada de esteróides. 
Desde logo, a homenagem a Eusébio: um simbólico minuto para um símbolo de décadas, que se eterniza na camisola da águia; depois, o jogo em si, as duas equipas em acção, a promessa (dizem) de bom espectáculo e (quem sabe) de golos.

De Eusébio, a propósito, ainda não está tudo, digamos, resolvido. Nem para o 5lb, nem para o FC Porto
Os encarnados andam em obras de beneficiação do local da estátua, alheios à vontade do autor da obra, e pretendem juntar o bom da tarde, o jogo, ao ideal que o king lhes deu: vitórias; e os portistas, que me surpreenderam, em parte, pela ausência no funeral do grande futebolista nascido em Moçambique, certamente prestarão agora o devido (embora discreto, presumo) tributo ao “Rei”, actuando como campeões.

Aliás, a história de Eusébio, que será mil vezes recontada, não pode, nem deve, esquecer um capítulo importante e decisivo para a sua própria vida, que não foi sempre tão colorida quanto os últimos relatos televisivos.
Na verdade, Eusébio teve em Pinto da Costa talvez o melhor que lhe poderia ter acontecido no final dos anos setenta, quando escasseavam os escudos na algibeira do artista e já o abismo o encarava.
Rezam as crónicas que estava Eusébio, um dia, em Aveiro, tal como uma comitiva dFC Porto, quando Pedroto o viu e a quem lhe deu conta das suas dificuldades financeiras. Pinto da Costa, mesmo sem telemóveis por perto, jura ter então ligado ao amigo Fernando Martins, ameaçando-o literalmente de levar o símbolo benfiquista para as Antas – o que, a verificar-se, constituiria uma vergonha para o clube da Luz. Obviamente, Martins logo tratou do assunto. 
O resto, como diz o outro, são histórias para futuros romances…

»

autor: paulo montes
fonte: um coiso lampião (20140112) 
psos negritosos itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.

a mesma estória, pela voz do nosso querido líder:

«

Sempre nos demos bem, mas a grande convivência que tive com ele foi no princípio do meu mandato (talvez 1982). 
FC Porto foi jogar um amigável com o Anadia. O Toni estava a organizar o jogo para ajudar o clube e tinha já conseguido o Eusébio e o Simões, que iam estar do lado do Anadia, e o nosso treinador, o Pedroto, pediu-me para levarmos uma equipa. No fim, fomos cear em casa de um amigo que tinha lá umas caves, e o serão durou pela madrugada fora. 
Recordo-me de que o Eusébio estava-se a queixar ao Pedroto da situação um bocado complicada em que estava financeiramente. O Pedroto disse-lhe: Está descansado que nós vamos arranjar alguma coisa no FC Porto!. Falei depois com o Fernando Martins, presidente do Benfica e muito meu amigo, e disse-lhe: Olhe, o Eusébio está em dificuldade. Ele é um símbolo do Benfica e é uma vergonha para si se ele amanhã aparece a trabalhar no Porto. Mas se você não arranjar, eu arranjo!. 
Ele agradeceu-me e garantiu-me que ia resolver o problema – o que felizmente fez. O Benfica soube ser reconhecido por tudo o que o Eusébio fez pelo clube e, até aos últimos dias, foi sempre prestigiado e bem tratado. Desde aí, mantivemos sempre um excelente relacionamento. Mesmo nos momentos mais quentes com o Benfica, ele ia sempre cumprimentar-me aos balneários.

Desde 1966, no Mundial de Londres, que é o ídolo de todos os portugueses. Foi um jogador fenomenal, como houve muitos e ainda há. Mas o que não há é um ser humano comparável ao Eusébio: mesmo no auge, manteve sempre uma simplicidade e humildade eu diria quase anormais. Era, de facto, um grande ser humano.

»

autor: Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa
fonte: sol (20140112) 
psos negritosos itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.
esta posta de pescada“® surge no seguimento da última, ali em baixo, e em resposta a alguns comentários menos dignos (e nada, mas mesmo nada «gloriosos») que recebi, e que dão conta de um lamento generalizado, por parte da facção lampiónica, de que a postura do nosso clube do coração, aquando das exéquias ao Pantera Negra foi «a todos os níveis, lamentável».

pois bem: 

para lá da postura da falange de apoio portista, que se deslocou ao antr… ao ex-estádio da Lucy, insisto que a actual Administração do meu clube do coração teve um comportamento exemplar durante todo este tempo.
o quê?!, insurgem-se as virgens ofendidas do costume. mas então, só porque não houve alguém que estivesse presente no funeral é que fomos os maus da fita?! mas alguém de bom-senso acredita que tudo teria corrido com a normalidade do momento em questão se alguém da direcção do FC Porto tivesse comparecido naquele momento solene?!
proponho um exercício ao estilo suponhamos que…. suponhamos que Pinto da Costa e/ou alguns administradores da SAD apareciam na igreja para enviar condolências à família enlutada. alguém acredita que, de boa-fé, não haveria agitação, burburinho? e seria essa a melhor forma de homenagear o king -sobrepor uma outra figura àquela que se está a celebrar? sinceramente não o creio. e o episódio dos cachecóis só vem confirmar que a decisão em não comparecer foi a mais acertada. e esta é a minha opinião. e não, eu não sinto qualquer vergonha por a sentir e partilhar contigo.

mais:

tenho sérias dúvidas de que a «gloriosa» falange de apoio do mais, maior, grande clube luso se comporte (sequer!) como nós o fizemos, por exemplo, quando desaparecer aquele que, para nós, é o nosso eusébio. basta recordar a postura de muitas(os) (sobretudo colunáveis) aquando do seu último internamento e do que (não) disseram… ou do que (não) se disse aquando da partida de Pôncio Monteiro para um mundo melhor…
somos, de facto, enormes! e, contra todas as manchetes que já estavam preparadas para serem impressas nos pasquins do costume e que tiveram que ser recolhidas, fomos verdadeiros campeões: sobretudo do Civismo e do (se dar ao) Respeito.

disse!